The Vow 2012 Portuguese-BR Português

Posted by on March 23, 2012

movie image

Descarregar da legenda The Vow 2012 Portuguese-BR Português

- Quase não dá para vê-los.
– Isso é tão lindo.
-= PARA SEMPRE =-
Legenda:
Hayluana e César Filho
Já está bom!
Não sinto meus dedos.
Obrigada.
Você não gosta dessa música.
Desligue!
Eu me rendo!
Pare, por favor!
Pare!
Tenho uma teoria.
A mulher engravida
quando faz aquilo no carro.
O quê?
Também tenho uma teoria.
A minha é sobre momentos.
Momentos de impacto.
Minha teoria é que
esses momentos de impacto,
esses flashes de realidade
que nos reviram,
acabam definindo
quem nós somos.
– Obrigada.
– Próximo.
Um dos meus momentos
preferidos.
Esqueceu sua permissão.
Só vim passar duas horas na fila
e esquecer a permissão.
Instituto de Arte.
Você trabalha lá?
Não, estudo.
– Sou Paige.
– Perdão. Eu sou Leo.
Obrigada por isso, Leo.
Eu notei, de uma maneira
não-assustadora,
– que temos a mesma zona de RPP.
– É mesmo?
É sim.
Você tem poderes de observação
impressionantes.
– Tenho.
– O que é zona de RPP?
Área residencial
de estacionamento.
Isso parece íntimo.
Estava a pensar
que devíamos sair para beber
em respeito à nossa
compatibilidade de zonas.
– Certo.
– Certo?
Tudo bem, então.
Depois de você.
Chamem, se quiserem algo.
Para o seu nariz…
Para a sua cabeça…
Para o seu coração…
Para depois.
– Você peidou?
– Não.
Talvez um pouco.
Isso é tão bizarro.
Mas super romântico.
Estou tão apaixonado por você.
É loucura.
Como sabe, a tomografia mostrou
hemorragia intracraniana.
Nós deixamos pacientes
com lesão cerebral traumática
num estado de coma
para acalmar o sistema deles
e deixar que o cérebro se cure
enquanto o inchamento diminui.
E nós lentamente
deixamos que melhore.
O fato é…
Cada um de nós
é a soma dos momentos
que já tivemos.
E de todas as pessoas
que já conhecemos.
E são esses momentos
que se tornam nossa história.
Comos nossas músicas favoritas
de lembranças
que tocamos em nossa mente
várias vezes.
Está com fome?
– Olá.
– Olá.
– O que está a fazer?
– Nada.
– Mesmo? O que é?
– Nada.
Nada?
A comida está pronta!
Se continuar a alimentar,
eles vão continuar a voltar.
E eu sou alérgico.
Do jeito que você
diz ser alérgico a coentro?
– Eu não suporto coentro.
– Exactamente.
Mas eles não são alérgicos.
Quem quer morango?
– Acabei de comprar.
– Fazendo comprar. Mau sinal.
– O quê?
– Não sabemos o que é.
Eu gosto.
Ela é nossa deusa.
Obrigada.
Eu acho.
Prefiro ela que aquele esquilo
que vem de vez em quando.
E ela faz um café bom.
Vamos ficar com ela.
Obrigada.
“Filme”?
Por que escreveu errado?
MUDE-SE PARA CÁ
Eu me comprometo a ajudá-lo
a amar a vida,
a sempre abraçá-lo
com ternura,
e ter a paciência
que o amor exige.
Para falar quando palavras
forem necessárias,
e compartilhar o silêncio
quando não forem.
Para discordar em concordar
sobre o bolo.
E viver no calor do seu coração,
e sempre chamar de lar.
Você me deixou
sem palavras.
Escreveu seus votos
num cardápio?
Sim. Por quê?
Eu me comprometo
a amá-la seriamente,
em todas suas formas.
Agora e para sempre.
Prometo que nunca
vou esquecer
que esse é um amor
para toda a vida.
E sempre sabendo na parte
mais profunda da minha alma
que não importa que desafios
venham a nos separar,
sempre encontraremos um caminho
de volta para o outro.
Aceitam juntar os trapinhos
para sempre?
Eu aceito.
Eu aceito.
Pelo poder em mim investido
pelo Estado de Illinois, eu…
A segurança.
Eu os declaro marido e mulher.
Corram!
Eu tenho uma peça.
Só uma.
Isso não vai dar certo.
Eu não…
Minha nossa.
Você vai se sair bem.
Preciso ligar para eles
e contar que não consigo fazer.
Venha para a cama.
Por favor, não.
– Pare!
– Tudo bem.
Eu acho que isso
vai ficar legal.
Sei que anda não está pronto,
mas está a ficar bom.
Tem esse lance escuro
aqui do lado.
E aquele elemento
completando ali.
É abstrato, mas sei lá,
acho que já está óptimo.
– O quê?
– Você me ama mesmo.
– Sim, eu amo.
– Eu sei.
Porque essa é a minha obra.
Aquilo ali é a pilha de restos.
Que agora eu vou guardar.
Um momento de amor
totalmente físico,
mental, e de qualquer
outro tipo.
Ela vai acordar
um pouco tonta.
Então, vamos dar a ela
um pouco de espaço.
Que bom que acordou.
Paige, está tudo bem.
Você está no hospital.
Você sofreu
um acidente de carro.
Você bateu sua cabeça,
mas está bem.
– Deixamos você descansando.
– Como se sente?
– Minha cabeça dói.
– Isso é normal.
Vou pegar algo para a dor.
Tem mais alguém magoado,
doutor?
– Você sabe quem eu sou, né?
– Sim.
Você é o meu médico.
Sou seu marido.
Paige.
– Sr. Collins.
– Você disse que ela estava bem.
Lesão cerebral é não
é como um osso partido.
O cérebro é imprevisível.
Às vezes,
a pressão do tecido contra
o crânio causa certos danos.
Certos danos?
Ela não lembra de mim!
Mesmo acordada,
ela pode ficar confusa.
Perda de memória.
Mudanças de humor.
Isso é normal!
Essa é a minha teoria.
Que esses momentos de impacto
definem quem nós somos.
Mas o que eu nunca considerei…
E se um dia você não
lembrasse mais de nenhum?
– O que estava a fazer?
– Dormindo.
Certo.
– Eu trouxe umas coisas.
– Obrigada.
– Estou com fome.
– Tudo bem.
Queria conversar umas coisas
sobre mim, sobre nós.
– Certo.
– Nós somos casados?
– Somos.
– E eu tenho cabelo estranho?
Depende do ponto de vista.
Você disse que com cabelo longo
é ruim de trabalhar no estúdio.
Estúdio?
– Por que eu tenho um estúdio?
– Você é uma artista.
É uma das boas.
Agora está a trabalhar em quatro
peças para o Tribune Tower.
É um grande trabalho.
Todos queriam esse trabalho.
O que mostrou a eles
era um 12×12.
Incrível.
Por isso ganhou.
E meu diploma de direito?
Eu não tenho um?
Você mudou um pouco
de ideia.
Foi no colegial
que eu queria ser artista.
Acho que devia ver isso
como uma vitória.
– Lesão cerebral?
– Você é um idiota.
Ela não lembra quem você é,
e nem das merdas que fez.
Vocês podem recomeçar
com o passado limpo.
Estou preocupado
que ela não se lembre de você.
E de estar apaixonada por você.
O quê?
É uma surpresa ela ter
ficado com você, à princípio.
Você deve ter ficado
menos atraente.
Vocês são óptimos
para dar apoio.
Falando sério…
E se ela não lembrar de mim?
E aí?
Ela vai se lembrar de você,
e de todos nós.
Somos uma família.
É verdade.
Com licença.
Procuro minha esposa.
Paige Collins.
Ela estava aqui.
Parece que ela foi transferida
para o andar VIP.
– Isso parece caro.
– É mesmo.
Pegue o elevador
e vá ao segundo andar à direita.
Obrigado.
Paige, sua memória de longo
prazo está intacta e espero
que o resto da sua memória
vai voltar com o tempo.
Sr. Collins.
Que bom que está aqui.
Isso é bizarro.
Sou Leo, marido da Paige.
Sabe como foi perturbante
saber por segunda mão
que nossa filha
está nesse estado há semanas
– e que ninguém nos contou?
– Devia ter nos ligado.
Sinto muito.
Você nunca conheceu meus pais?
Não entendo. Por que não?
Então, doutora,
qual é o próximo passo?
O mais cedo que voltar
para rotina normal, melhor será.
Daqui a uma semana,
recomendarei uma neuropsicólogo.
Se ela precisar de terapeuta,
especialista, terá os melhores.
Você vai para casa.
Lá vou cuidar de você.
Arrumamos seu quarto
e posso tirar folga.
Sem querer ser desrespeitoso…
Nós agradecemos isso,
mas a doutora disse que ela
precisa voltar à rotina normal.
A vida dela comigo
é a rotina normal.
– Mas ela não lembra.
– Ela vai lembrar.
– Foi o que a doutora disse.
– Ela disse que talvez lembre.
Ela deve ir para casa
com pessoas que ela conhece.
– E ama.
– Só queremos o melhor para ela.
Interessante, porque você
nem perguntou o que ela quer.
– Ninguém…
– Preciso que parem de brigar.
Isso não precisa ser
decidido agora.
Vão pra casa e descansem,
todos devem estar precisando.
Como você é meu marido
e não conhece minha família?
Você não fala com eles
há anos.
Por que eu pararia de falar
com meus pais?
Isso aconteceu antes
de nos conhecermos.
E nunca conversamos
sobre isso?
– Conversamos.
– E…?
Você queria mudar-se
e estudar arte.
Seu pai insistiu que continuasse
na faculdade de direito.
Ele tem uma visão própria
do seu futuro.
As coisas pioraram
a partir daí.
Tudo bem.
O que eu lembro é de estar
na faculdade de direito,
e noiva do Jeremy.
Eu…
Eu não sei.
Paige.
O melhor a se fazer agora,
é voltar à sua vida comigo.
Ouviu o que a médica disse.
É o melhor
para sua recuperação.
Tudo bem.
Mas eu não conheço você.
Eu devo entrar no seu carro
e ir para sua casa?
– Nossa casa!
– Sem prova de que nos amamos?
E o nosso casamento?
As pessoas se casam
por vários motivos.
– Qual seria?
– Green Card.
– Sou de Cincinnati.
– Eu tenho diário?
Não, não que eu saiba.
Acho que isso é tudo.
Você está bem, querida.
Vamos para casa.
– É difícil…
– Paige.
– Vejo que está nos deixando.
– Sim. É o que disseram.
Sem dirigir até segunda ordem.
Tirando isso…
Vemo-nos daqui a
quatro ou seis semanas.
– Tudo bem.
– Muito obrigada.
– Obrigada, doutora.
– Obrigado.
Você está pronta?
Vamos.
Esperem.
Tenho uma mensagem de voz.
É de antes do acidente.
Você disse
que queria provas.
Tudo bem. Quero.
Vamos ouvir.
Olá, querido. Desculpe.
Ainda estou no estúdio.
Estou a trabalhar na escultura
e ela tá parecendo com você.
O que vai fazer depois?
Preciso de um tempo com você.
Se é que me entende.
Enfim, me ligue.
Amo você.
Acho que ouvindo bem,
isso não prova nada.
Não, não.
É fofo.
Eu pareço feliz.
Pense nisso.
Saiu da faculdade,
você terminou seu noivado,
e se mudou para cá.
Foram escolhas suas.
Antes de me conhecer.
Acho que deve a si mesma.
Para honrar essas decisões.
Pelo menos por enquanto.
– Isso é um erro, Paige.
– Eu prometo cuidar dela.
Venha para casa comigo.
Vamos resolver isso juntos.
Acho que posso tentar.
Para ver se ajuda na memória.
Eu posso voltar para casa,
se mudar de ideia.
Eu casei com ele
por alguma razão.
– Patrocínio.
– Eu aceito.
Estou uma aberração.
Eu acho que você está óptima.
– Onde moramos?
– Na parte norte.
– Quem é o presidente?
– Do país?
– Obama.
– O senador?
– É. Você votou nele.
Votei?
Bem-vinda ao lar!
Surpresa!
É bom ver você.
Fomos ver-te no hospital, mas
Leo não quis te sobrecarregar.
– Eles foram todos os dias.
– Sentimos sua falta.
Nós éramos próximas?
Sou a Sonia.
– E esse é Kyle, meu namorado.
– Olá, Paige.
– Esse é o Jim.
– Você está óptima, Paige.
– Essa é a Lily.
– Estava malhando ho hospital?
– Olá, Paige.
– Esse é o Josh.
Desculpe, eu tenho…
Com licença.
Obrigado por virem.
Desculpe.
Cuide-se.
Você está bem?
O que você acha?
Eu sei,
é muito para processar.
Não, voltar para casa
foi muito para processar.
Para um apartamento estranho,
com um homem que eu não conheço.
Isso que seria muito
para processar.
Voltar para uma casa
cheia de gente
falando comigo, me abraçando,
a chorar na minha frente,
e falando sobre coisas
que eu não lembro,
isso não é muito
para processar,
é pura merda.
Você está certa.
Era pra ser poucas pessoas.
Por favor, saia.
– Paige, sinto muito.
– Não vai me deixar sozinha?
– Sinto muito.
– Desculpe.
Desculpe.
Minha nossa!
Minha mãe vai me matar.
– Bom dia.
– Bom dia.
– O quê?
– Você não bateu.
É o hábito, desculpe.
Não é nada que eu
não tenha visto.
Isso não é engraçado.
– Devia bater.
– Desculpe.
– Fica bem nisso.
– Sério?
É a única roupa
que me sinto confortável.
É minha, na verdade.
Não tem problema.
O quê?
Olha para mim como se eu fosse
animal de zoológico.
Desculpe, estava a tentar
descobrir o que fazer.
Você sempre faz tudo isso?
É meu pedido de desculpa
por ontem.
Foi demais para ti.
Eu não estava a pensar.
Não, eu que me desculpo.
Não quero que se preocupe,
certo?
Volte à sua rotina normal.
Você trabalha?
Você tem um trabalho?
Tenho.
Se ainda estiver no negócio.
– Tenho uma gravadora.
– Legal.
Então, qual é a minha rotina?
O que eu faço o dia todo?
Bom…
Você se levanta
para fazer café.
– Tudo bem, então.
– Não, eu pego.
E depois…
Isso era para mim.
Você não come carne.
Você checa os e-mails
e paga contas.
Tudo bem.
Não lembra das senhas
ou número das contas, né?
– Então eu faço isso.
– Tudo bem.
E depois você ia para o estúdio.
Posso te levar lá.
Mostrar no que está a trabalhar.
Não precisamos
apressar as coisas.
Vá trabalhar e podemos
tentar mais tarde.
– Tem certeza?
– Tenho. Estou bem.
Certo.
Tudo bem.
Aqui está o telemóvel
e as chaves.
Se precisar de mim,
meus números estão aí.
– Certo.
Tenha um bom dia.
– E aí, Lil?
– Olá.
Me atualize.
Aquele cara dos
sapatos pontudos, beija mal.
Não quero vê-lo de novo.
Tudo bem.
Honestamente,
tem sido um inferno.
Ontem, de alguma forma,
estávamos lotados.
Muitos clientes?
É um problema bom.
É, mas com estúdio apenas,
é impossível receber todos.
Então, fazer toda aquela
propaganda não vale a pena.
É uma conta importante.
Deve ser priorizada. Você sabe!
Sim, mas não posso cuidar
das sessões e dos contadores.
Esse trabalho não é
para uma pessoa só.
Não é como se eu tivesse
levado uma topada.
Eu sei, não estou com raiva.
Só estou a dizer.
Merdas acontecem.
Bom, estou aqui agora.
– Como ela está?
– Está a chegar lá.
Ela está…
Obrigado.
– Ficaremos bem.
– Tudo bem.
Que bom.
– Estará na sessão de 15h30?
– Claro.
Vou em casa me trocar,
mas estarei lá.
MAIS PROVA
Eu me comprometo a ajudá-lo
a amar a vida,
a sempre abraçá-lo
com ternura,
e ter a paciência
que o amor exige.
Para falar quando palavras
forem necessárias,
e compartilhar o silêncio
quando não forem.
Para concordar em discordar
sobre o bolo.
E viver no calor do seu coração,
e sempre chamar de lar.
Escreveu seus votos
num cardápio?
Eu me comprometo
a amá-la seriamente,
em todas suas formas.
Agora e para sempre.
Prometo que nunca
vou esquecer
que esse é um amor
para toda a vida.
E sempre sabendo na parte
mais profunda da minha alma
que não importa que desafios
venham a nos separar,
sempre encontraremos um caminho
de volta para o outro.
– Olá.
– Olá.
Quero um…
Um desses?
Não quer o de sempre?
Eu tenho o de sempre?
Seria perfeito.
Eu quero o de sempre.
Obrigada.
Paige?
Posso ajudá-la?
Posso usar seu telefone?
Estou?
Olá. Sei que marquei com você,
mas tenho que achar Paige.
Não, eu tenho que ir.
Desculpe,
não sabia para quem ligar.
Entre, querida.
– Você está bem?
– Estou.
– Olá.
– Olá.
Onde esteve?
Estava a ficar preocupado.
Pensei que algo
tivesse acontecido.
Desculpe, eu me perdi.
Fisicamente.
Mentalmente, eu acho.
– Devia ter me ligado.
– Eu esqueci o telemóvel.
E não sabia seu número
de cabeça,
então liguei para minha mãe,
e fizemos compras.
O que foi legal.
Ela nos convidou para jantar.
Jantar? Tudo bem.
Não precisa ir.
Você não pode dirigir,
então preciso.
Mas essa não é a questão.
Talvez eu acorde amanhã
e lembre de tudo,
mas agora, essa a única coisa
de que tenho certeza.
Tudo bem. Eu vou.
Certo.
Vai se trocar?
À esquerda na avenida,
depois à direita
e seis casas depois, chegamos.
Arrumaram novas
caixas de correio, que fofo.
Essas flores não dizem bem,
“Desculpe por não nos falarmos
mas agora que tenho lesão
cerebral, talvez me perdoem.”
Tem razão. Devia ter
trazido algo para memória.
Isso é engraçado.
Gostei disso.
Foi engraçado.
Você já conheceu meus pais,
meu pai vai fingir que não.
Chame-o de Sr. Thornton.
O nome da minha irmã…
É Gwen.
Sei muito sobre sua família,
Paige.
– Claro.
– Somos casados.
– Minha nossa! Você está noiva.
– Eu sei.
– Vocês são um casal lindo.
– Obrigado, Paige.
– Faz uma eternidade.
O estranho é todos
parecem mais velhos.
– Sério?
– Sim, você principalmente.
Estou tão feliz
que você voltou.
Por Paige estar em casa,
fiz seu prato favorito.
Filé mignon.
Por favor, sentem-se.
Antes de começarmos,
acho que essa noite
merece um brinde.
Querido.
Gostaria de brindar
à minha família.
Sou sortudo de ter essas três
lindas mulheres em minha vida,
e estarmos todos juntos
faz essa sorte se multiplicar.
Paige, bem-vinda ao lar.
– À família.
– À família!
Então, Leo,
e a sua família?
– Você os vê sempre?
– Não.
Que pena.
Meus pais estão mortos.
Só tenho a Paige.
Ela é minha família agora.
– Em que trabalha, Leo?
– Abri uma gravadora no centro.
Paige que me convenceu
a tornar um negócio.
– Convenci?
– Sim.
Não é um ramo
que está morrendo?
As pessoas não podem gravar
em casa e fica tão bom quanto?
– Ryan.
– O quê?
Os álbuns que eu gosto
têm vida, coração, alma.
Até com as falhas
de áudio da gravação.
Não vai ter isso
com seu computador.
Quer um estúdio ao vivo,
gravar sua fita,
músicos de verdade, num espaço,
a tocar juntos.
Respondendo sua pergunta,
o ramo pode estar morrendo,
e você pode gravar coisas
de alta qualidade em casa,
mas, qual é. Não consegue
sessões assim com um laptop.
– Todos vão estar aqui hoje.
– Isso não é muito para Paige?
Estou óptima, na verdade.
Não é a Diane?
É. Não saímos mais juntas.
Já faz um tempo.
Minha nossa!
Boa sorte, cara.
Leo, essas são minhas amigas
do colégio.
– Shana, Carrie e Lizbet.
– Olá.
E eu?
Não vai me apresentar?
– Olá.
– Olá.
– Desculpe, esse é o…
– Jeremy.
– Faz muito tempo.
Não parece.
Você não mudou nada.
Não sei se ela falou,
mas sou Leo.
– Olá.
– O marido dela.
Vou pegar uma bebida,
querem algo?
– Quero.
– Um mojito.
– Sério?
– Sim. Eu lembro.
Paige, lembra da nona série,
se arrumando pro baile…
Lembro sim!
– Ficou excluído?
– Sim, basicamente.
Ela estava flertando com Jeremy
na minha frente.
– Ex-noivo Jeremy?
– Não.
Na mente dela ainda é noivo.
Por isso deve ter sido ruim
ter o marido desconhecido lá.
Isso é muito para processar.
– O que a excita?
– Paige?
Não, a mãe dela.
Sim, Paige.
– Na cama?
– Minha nossa, Leo.
O quê? É particular.
É entre nós.
Não vou julgar.
– Ela gosta de cócegas.
– Sério?
O quê?
Achei que não fosse julgar.
Não estou a julgar.
Não estou nem aí.
Não é assim. Faz ela relaxar
quando está de cabeça cheia.
Tudo bem.
Devia tentar.
Sério?
O que tem a perder?
– Olá, Lisa.
– Olá.
Paige?
Pois estou a lidar com esse tipo
de pessoa há tempo.
Uma coisa importante apareceu.
Ligo de volta.
– Olá.
– Olá.
Lembra quando disse no lago
que sempre ia ajudar-me,
não importa o que fosse?
– A noite do bar.
Pode dizer-me
o que aconteceu com a gente?
Só você pode chutar um cara
e voltar pedindo respostas.
Eu te dei o fora?
Um fora cruel, duro
e antes do casamento.
Por quê?
É a pergunta que eu,
e todos os meus amigos
queremos respondida.
Fala sério.
Deve ter tido algum motivo.
Você mudou.
Você falava diferente,
se vestia diferente,
não tinha mais certeza
sobre a faculdade de direito.
E com certeza, não tinha
mais certeza sobre mim.
– Eu devolvi o anel?
– Devolveu.
– Quem está com ele?
– Ninguém, ainda.
Mas estou com Rose.
Lembra? Da sala da Gwen.
Estou com Rose já tem um ano.
Não podia esperar
para sempre, Paige.
Não podia adivinhar
que eu teria falta de memória,
esqueceria nosso término,
e viria ao seu escritório
em busca de respostas?
O que há com você?
Desculpe.
Estou a ir.
– Desculpe.
– Desculpe.
– Não esperava isso.
– Só aconteceu, eu acho.
Sinceramente, nem sabia
para onde eu ia até…
Chegar aqui.
Pareceu tão ridículo para mim
que eu tenha
excluído todo mundo
por cinco anos.
Não parece certo.
– Olá.
– Olá.
Como foi seu dia?
Foi legal.
Fico feliz por ter
você em casa.
– Desculpe pela confusão.
– Sem problema.
Está a fazer colagens?
– Eu faço isso?
– Não, não que eu me lembre.
Não, eu fiquei tão inspirada
por ver todo mundo ontem.
Inspirada a fazer colagens?
As memórias
começaram a voltar,
então pensei em fazer uma
linha do tempo. Sabe?
– Da minha vida.
– Isso é óptimo. Boa ideia.
Eu peguei umas coisas suas.
Espero que não se importe.
Tudo bem, tudo bem.
O que é meu, é seu.
Tenho até um certificado do
Estado de Illinois para provar.
Eu achei isso.
Está nos Anos Perdidos.
Comecei aqui.
Achei fotos de família,
de quando eu era criança.
Foi fácil de colocar numa
ordem cronológica,
– porque disso eu lembro-me.
– Isso é bom. Certo?
Sim. Acho que sim.
Mas o que estou a tentar
é achar a última memória
que eu tenho
antes de tudo
ser apagado.
E como vai?
Acho que eu estava
no Macaroni Grill.
E estava perguntando se eles
tinham aquele ravioli especial.
Mas não lembro
de resposta nenhuma.
É isso. Minha última memória
de antes de acordar no hospital.
Essa não. Agora nunca saberemos
se eles têm aquele ravioli.
Meu Deus.
Isso não está a acontecer.
– Tudo bem.
– Não está.
Não faça isso.
Vamos.
O que está a fazer?
Sinto muito.
Desculpa. Isso era…
Algo que a gente fazia?
– Mais ou menos.
– Desculpa!
Não, não precisa desculpar-se.
Eu entendo.
As memórias vão voltar.
Só temos que continuar com isso.
Deixar você voltar à sua vida.
Vai dar tudo certo.
Olá. Acho que estou pronta
para ver meu estúdio.
Pode me mostrar?
Vamos.
Esse é o seu primeiro estúdio.
Bem legal, não é?
Você não tinha certeza
se gostava dele no começo.
Até você ter a ideia de
queimar umas ervas
que você comprou
de um cara.
Você acendia e a gente ficava
balançando elas por aqui
até percebermos que eram
pedaços de alface.
Aí a gente ficava balançando
alface queimado.
Mas deve ter funcionado.
Porque depois daquilo,
não consegui te tirar daqui.
Você vinha, ligava a música,
se perdia no projecto
e eu tinha que vir avisar
que já era noite.
Essa aqui é uma de suas peças
para o Tribune Tower.
E o que é isso?
Não sei se você sabia.
– Aqui.
– Certo.
Ajude a ficar do jeito
que deve ficar.
Eu não sei bem como
usar esse negócio.
Claro que sabe.
Espera aí.
Assim é melhor.
Tente, pode ser divertido.
Desligue a música, por favor.
Sério, você ouvia tão alto
que eu nunca entendi
como você se concentrava.
É clinicamente ruim, droga!
Por favor, desligue a música!
Eu estou a tentar te ajudar!
Mas não sou seu
saco de pancada.
Temos que falar assim.
Isso é difícil para mim
também, Paige.
– Paige?
– Olá?
– Olá.
– Olá.
Passei naquela padaria
portuguesa que você gosta.
Comprei um…
– Tem alguém aqui?
– Sim.
Minha irmã está desesperada
com as coisas do casamento.
Temos a festa de noivado
a chegar…
Achamos que Paige devia vir
para casa para ajudarmos.
Parece ser o certo a se fazer.
Estar lá pela Gwen.
Certo.
Mas e sua vida aqui?
O trabalho que ainda
não está pronto?
Falei com o pessoal
do Tribune
e eles foram compreensíveis
com o acidente.
Pai vai me emprestar
o dinheiro para pagá-los,
então, sei lá,
eu não consigo fazer.
Venha quando estiver
pronta, querida.
Certo.
Obrigada, pai.
Sinto muito.
É só até depois do casamento.
Só quero que tenha cuidado.
Não estou me juntando
a um culto.
Vou ficar com minha família.
– Eu sei, mas…
– Mas o quê?
Posso ao menos dar
um abraço constrangedor?
– Como está se a sentir?
– Bem.
Sim? Sem tontura,
desorientação, falta de sono?
– Não.
– Que bom. Fico muito feliz.
Sua tomografia está excelente.
Que alívio.
Sua memória,
lembrou de algo?
– Não.
– Não, é?
Isso não é normal, é?
Quando se trata de cérebro,
nada é normal.
Porque nenhuma lesão cerebral
é igual a outra.
Paige parece perfeitamente
normal de novo.
É maravilhoso.
Sra. Thornton, posso falar
com Paige à sós, por favor?
Tudo bem, mãe.
Estou bem.
Certo.
Obrigada.
Paige, você quer
recuperar a memória?
Porque alguns pacientes temem
que quando a memória voltar,
as lembranças do trauma também
voltarão, mas é muito raro.
Não é isso.
Não tenho medo do acidente.
Então do que você tem medo?
Acho que…
Não sei.
E se eu não gostar
da vida que eu tinha?
E se eu gostar demais?
Não sei.
Só fiz uma rotação, então
pode ser um péssimo conselho.
Mas acho que você
precisa preencher o vazio.
Ainda pode decidir
se quer uma vida diferente.
Se não quiser,
pelo menos tente lembrar.
Temo que esteja com medo
do seu próprio passado.
Cheguei.
– Quem são esses?
– Knife Skillz. Com Z.
– Certo.
– Beleza, Mikey. Está incrível.
– Vamos mandar ver.
– Já estou mandando.
– O baixo só toca uma nota.
– Uma nota.
Legal!
Segunda rodada.
Nossa.
Você está diferente.
Estou procurando um
estilo meio Kanye.
Ia falar Michael Bublé,
mas, tanto faz. Está bom.
Olha, vou ficar fora
por um tempo.
Está óptimo, Mikey.
Volta pro começo,
ou meio, tanto faz.
Quer saber? As pessoas vêm aqui
para trabalhar com você. Certo?
Estou a fazer o meu melhor,
mas você precisa estar aqui.
Eu sei.
Mas Paige está com a família.
É lá que eu tenho
que estar.
Preciso fazer minha mulher
se apaixonar por mim de novo.
– Contagem regressiva, cara.
– Olá!
Uma semana restante
da sua vida antiga.
– Como está?
– Muito bem, na verdade.
Eu fico meio tonto quando
penso muito, mas…
O quê?
Não, querida.
É uma tontura boa.
É tipo… pânico.
Ou animação.
Pânico e animação
são diferentes.
Querida, vai ter
umas 400 pessoas lá.
Certo.
Seus dedos estão
inquietos também?
Isso é ruim?
Você escuta Radiohead?
Thom Yorke. Ele fala
sobre tontura o tempo todo.
Ele diz que quando os dedos
dele ficam inquietos,
é quando ele sabe
que está a criar algo genial.
E aí ele fica tão animado,
a ponto de desmaiar.
Ryan, parece-me que você
está diante de algo genial.
– Legal, cara.
– Saúde.
– Ryan. Pode vir comigo?
– Mãe, você ouve Radiohead?
Isso é verdade?
– Paige?
– Olá, Leo.
O quê?
Seu cabelo.
Está tão diferente.
– Você está linda.
– Obrigada.
Olha, estive a pensar
em uma coisa.
Certo.
Qual é seu livro preferido?
Não deve ser algo
que você se lembre.
Tudo bem, isso não importa.
Certo. The Beach House,
de James Patterson.
– Sério?
– Sim.
Tudo bem.
The Beach House?
Certo. Se ele é bom,
você deve ter emprestado, certo?
Para Gwen, eu acho.
E provavelmente desejou ser
alguém que não tinha lido ainda,
para que pudesse
experienciar tudo de novo.
Sim, acho que sim.
É assim que eu acho que devemos
tratar nossa situação.
O quê?
Você não se lembra
de como nos conhecemos.
E não se lembra
de como nos apaixonamos.
De uma forma,
isso é horrível.
Mas foi a melhor época
da minha vida.
Pensei como seria bom
poder viver tudo de novo.
Como ler seu livro preferido
pela primeira vez.
– Exactamente.
– Entendi.
E é por isso que eu quero
te chamar para sair.
Um encontro?
Como duas pessoas que estão
se conhecendo pela 1ª vez.
Bom, eu não sei.
Temos o casamento a chegar.
Mas se sairmos antes dele,
talvez consiga me levar
como seu par.
Não posso prometer nada.
Mas podemos ver.
Certo.
Um encontro.
Tenho uma ideia, mas teremos
que ir para cidade. Tudo bem?
Tudo bem. Mas tenho
que voltar às 10h da manhã.
– Meu Deus.
– O quê?
Primeiro encontro e já está se
convidando para passar a noite?
– Não sei onde isso vai dar.
– Não, eu quis dizer…
Não se preocupe.
Eu te trago ainda hoje.
Mas se quiser passar a noite…
Se quiser.
Vamos ver como vai ser?
– Vamos sair?
– Não precisamos.
Essa é a parte do encontro
onde eu descubro
que você não é meu marido,
e sim um perseguidor maluco
que vai me estrangular
com minha bolsa?
Não. Esse é o estacionamento
onde nós nos conhecemos.
Vou te levar a uma
pequena retrospectiva.
– Tão bom.
– Já quer a sobremesa?
Sobremesa?
Acabamos de comer waffles.
Isso é o jantar.
Isso é a sobremesa.
Como sabe o sabor
de todos?
É como uma roleta russa
de chocolate.
Faz parte da diversão.
Ficar surpreso com que gostamos
e com o que não gostamos.
Certo.
Não gostou?
Desse, não.
Vê se gosta desse.
Eu disse!
Sua vez.
Vamos fazer por turnos?
Espere até você
provar o chocolate quente.
Sempre vínhamos aqui
quando nevava.
Está a tentar me deixar
diabética ou gorda?
Então, a gente vem aqui
à noite e olha pro lago?
Não é bem o que nós fazemos.
Eu não…
Não, não é isso.
Dissemos que nadaríamos
uma vez a cada mês
e ainda não fizemos
isso em abril.
Começamos em Julho.
Por quê?
Por que faríamos isso?
Estávamos a comer espaguete
e um garçom disse que ele fazia.
Ele tinha uns 80 anos.
Então, achamos que poderíamos.
Sei que combinamos
sem roupas molhadas.
Mas por você,
abro uma excepção.
Certo.
Vire-se.
Vire-se!
– Certo.
– Sem roupa molhada?
Você disse sem
roupa molhada, né?
Não! Não, não!
Obrigada.
– Aquecedor! Aquecedor!
– Estou congelando!
Não sinto meus dedos.
Não sinto.
Não sei o que sua Paige fez
no primeiro encontro,
mas comigo você só vai chegar
na primeira base.
Certo.
Desculpa, eu posso fazer melhor.
Minha boca ainda tá dormente.
Está bom.
Segunda, no máximo.
Isso é perfeito.
Obrigado por sair
comigo hoje.
Eu me diverti muito.
Senti sua falta.
Sinto falta da nossa vida.
Sinto falta de estar com você.
Eu amo-te.
Eu devia… entrar.
– Boa noite.
– Boa noite.
– Olá.
– Olá!
Não sabia que estaria aqui.
– Você saiu com Jeremy?
– Não.
Estava com Leo.
Eu gosto dele.
Eu também.
Você está bem?
Eu nunca te vi assim antes.
Você tá a chorar?
É bizarro.
Não, não sei o que é!
Eu tenho uma tatuagem!
Sou vegetariana também.
Foi exactamente como antes.
Melhor, na verdade.
Tudo que eu amava
na Paige ainda estava lá.
Sabe, para ti pode ser
a confirmação do seu amor
ou do seu casamento, certo?
Mas para ela, deve ter sido só
um óptimo primeiro encontro.
Exactamente. Por isso deve
esperar três dias para ligar.
Eu tenho que esperar três dias
para ligar para minha mulher?
No mínimo.
Esse caso é único.
– Talvez até mais.
– Não pode ser mais.
Vou vê-la sábado,
no casamento.
Era tão óbvio, mesmo com toda
essa merda que aconteceu,
que nós devemos ficar juntos.
– Óbvio para ela ou para ti?
– Para nós dois!
– Paige.
– Olá?
– Temos que escrever os cartões.
– Cartões, sim!
Antes que comecem.
Tenho uma surpresa, Paige.
Conhece Rick Porter, certo?
Ensina direito constitucional.
Nós estudamos juntos,
nos conhecemos há muito tempo.
Ele é o reitor da
faculdade de direito agora.
E vão deixar você voltar.
O quê?
Eu nem me inscrevi.
Eu tomei conta disso.
Isso é maluquice!
Sinto como se recebesse
uma segunda chance de vida.
Você tá com uma cara
de quem precisa beber.
– Já tomei alguns.
– Então tome mais esse.
Fico feliz
por estarmos sozinhos.
Não tive a chance de falar
direito com você, Leo.
Parabéns.
– Está bom.
– Sim, está.
Estive a pensar.
E acho que é hora de deixar
que nós cuidemos de tudo agora.
Cuidar de quê?
Das coisas com a Paige.
Sei que ela não tinha
plano de saúde
porque escolheu viver
de uma certa forma,
e sei que você deve
estar cheio de dívidas.
Mas também sei uma forma
de sair dessa.
Como?
Divorcie-se dela.
As contas apenas
começaram, Leo.
Sr. Thornton não acho
que essa seja
a hora ou o lugar
certo para discutir isso.
Certo. Não se importa
em perder seu negócio,
que está claramente
indo à ruína.
Mas e quanto a Paige?
E quanto a fazer o que é
obviamente melhor pra ela?
– E o sr. sabe o que é melhor?
– Para falar a verdade, sim.
– Você é tão hipócrita.
– O que disse?
Se é tanto um homem
de família,
como nunca o vi a tentar
fazer as pazes com ela?
Você é tão covarde.
Quer que eu te apresente
por aí?
Deve ser chato
ser o avulso.
– Não sou o avulso.
– Se você diz.
Está meio esquisito
sentado aqui sozinho.
Estou esperando a Paige, cara.
Certo.
Boa sorte com isso.
– Você gosta disso, né?
– Perdão, gosto de quê?
Paige te deixou para trás.
Começou uma vida com um cara
que ninguém entende.
E agora pode vê-lo
ser rejeitado por ela.
– Estou a gostar um pouco.
Deixe-me dizer
do que eu gosto.
Gosto do fato de que ela contou
tudo sobre você, Jeremy.
Certo.
Ela disse-me que quando
estava com você,
ela acordava à noite
em pânico,
pensando, “Isso é tudo?”
Nossa.
Ela disse-te tudo, né?
Ela disse que se jogou
em mim no outro dia?
Ela disse isso ou
parou de dizer-te tudo
quando esqueceu
quem diabos você é.
Entendo porque está
a ser um cuzão.
Você obviamente a ama.
E acha que vai recuperá-la.
Mas a questão é que ela
se tornou melhor que você.
O que te faz pensar que isso
não vai acontecer de novo?
Obrigado pelo conselho.
Vou lembrar disso quando estiver
na cama com sua mulher.
– Paige, espera!
– O que diabos estava a pensar?
É uma óptima pergunta.
Porque estive me enlouquecendo,
me a fazer de idiota e a tentar
literalmente de tudo
para salvar o que temos.
E você esteve se jogando
pro Jeremy?
– Isso não é justo!
– Não é justo?
Eu vi como olha para ele.
Eu sei porque você costumava
olhar para mim dessa maneira.
Não, acho que é hora
de ser realista.
Sua memória não
vai voltar.
O fato é que ainda
sou apenas um estranho.
Não estou a tentar
te magoar.
Mas eu…
Estou tão cansada
de te desapontar.
Eu sei.
Eu sinto muito.
Sinto muito pelo
que houve lá dentro.
Não, tudo bem.
Desastres de casamento tendem
a se tornar boas histórias.
Em alguma hora.
Como você deve olhar
para miúda que ama
e dizer a si mesmo
que é hora de seguir em frente?
Eu espero que um dia eu possa
amar como você me ama.
Você conseguiu uma vez.
Vai conseguir de novo.
Merda.
Você está aqui e não lá.
– Está bem?
– Cansei. Acabou.
– Desisto.
– Nunca vai desistir, vai?
Se fosse para ficarmos juntos,
estaríamos juntos.
Estava a pensar na primeira vez
que fomos ao restaurante grego.
Tinha uma faixa gigante
a dizer que serviam sopa.
Fiquei a falar
um tempão sobre
sobre os obstáculos
que o dono superou
para realizar seu sonho
de servir sopa.
Quando eu terminei,
ela ficou calada
por alguns segundos.
Ela meio que expirou.
Foi quase que para ela.
“Eu amo-te”.
Fiquei parado.
Foi a primeira
vez que ela disse.
Eu não queria responder,
só queria ficar a ouvir.
Isso aconteceu duas semanas
depois que nos conhecemos.
Levou duas semanas
para ela se apaixonar antes.
Ela não me ama.
Assine aqui, por favor.
Vem cá, amigão.
Diane?
– Olá.
– Como vai?
Olha, sei que já faz anos.
Estive fora por um tempo.
Nunca tive a chance
de me desculpar.
Estava passando por
uma época estranha, mas…
Seu pai terminou tudo,
assim que sua mãe o confrontou
sobre nós dois.
Sempre quis
que soubesse disso.
Não quero abrir
feridas antigas,
mas precisava muito
me desculpar.
Não, fico feliz
que tenha dito algo.
Você sempre foi
uma óptima amiga.
Queria poder compensá-la.
Os lírios estavam feios,
peguei girassois.
– Eu ia te contar.
– Você sabia?
Você sabia o tempo todo.
– Sinto muito.
– Não fale comigo.
Paige. Paige!
Paige!
Por onde esteve
o dia todo, estranha?
Paige?
Eu encontrei Diane
no mercado.
Foi quando eu fui embora.
Não foi?
Porque eu descobri.
Mãe, eu mal sei quem eu sou!
E no final das contas,
você estava a mentir para mim!
E usou meu acidente
para reescrever o passado?
Não conseguia suportar a ideia
de te perder de novo.
Tem ideia de como eu
me sinto traída agora?
Sinto muito, Paige.
Estamos felizes como não
somos há muito tempo.
– Mãe!
– Finalmente te recuperamos.
Recuperaram do seu jeito!
– Não!
– Sim, como sempre!
– Paige!
– Ele te traiu com minha amiga!
Como pôde continuar
com ele?
Eu ia deixá-lo.
Eu ia.
Estava pronta para ir.
Então, numa tarde,
eu estava sozinha em casa.
E comecei a olhar
para as fotos.
Suas.
E da sua irmã.
E a casa pareceu tão
cheia com todos nós.
Éramos uma família, Paige.
E percebi
naquele momento
que aquilo era a coisa mais
importante do mundo para mim.
E eu não podia,
não podia,
não podia ir embora.
Então, ignorou tudo?
Não, eu escolhi
ficar com ele.
Por todas as coisas
que ele fez de bom.
E não deixá-lo pela única coisa
que ele fez de ruim.
Escolhi perdoá-lo.
Talvez Leo estivesse certo.
Talvez eu não possa descobrir
quem eu sou
enquanto estiver
com vocês.
Paige.
– Desculpe.
– Está tudo bem?
Vocês precisam conversar,
então eu vou…
– Certo.
– Nos falamos depois.
Desculpa.
O que houve?
– Posso te perguntar algo?
– Sim.
Pode me perguntar
qualquer coisa, sempre.
Sabia do caso do meu pai?
Sabia.
Por que não me contou?
Eu quase contei,
tantas vezes.
Mas tirar você da sua família
de novo parecia errado.
Queria seu amor de volta,
mas não dessa maneira.
Queria merecê-lo.
Acho que não posso
perdê-los agora.
Então não perca.
Alegando que extenções repetidas
de direitos autoras constituem
um direito de autor perpétuo…
– Obrigada pelo almoço.
– Na verdade,
tem algo que eu
quero te contar.
Certo.
Acabou tudo com a Rose.
Eu terminei com ela.
Por que fez isso?
Achei que iam ficar noivos.
Nós íamos, mas isso
foi antes de você.
Não, isso foi depois de mim!
Foi antes daquela você
e antes dessa.
Antes da antiga você voltar.
Jeremy, eu não sou
a antiga eu.
Sou só eu.
Só eu, que está
a tentar resolver tudo.
Eu entendo. Quem quer que seja.
Antiga ou nova, não me importo.
Sei que lembra de quando
estávamos juntos.
Sei que sim. Essa é nossa chance
de ter tudo aquilo de novo.
O que tivemos foi óptimo,
são óptimas lembranças.
Mas essas são minhas
únicas lembranças!
Tudo que vem depois
de você está apagado.
Eu…
Eu tenho que descobrir
como é a vida sem você.
Por conta própria.
Tem certeza de que não se lembra
de quando terminou comigo?
Por quê?
Porque parece demais com
o que disse agora.
Vamos embora.
Estava te procurando.
Fiquei preocupado quando não
te vi na porta da livraria.
Então.
Como vai a aula?
Na verdade, quero falar
com o senhor sobre isso.
Eu decidi abandonar
o curso de direito.
E vou arrumar
um apartamento na cidade.
Está a acontecer
tudo de novo, não é?
Droga, Paige.
– Cometi muitos erros.
– Pai, não é por sua causa.
Ou por causa do que tenha feito.
É por mim.
Quem eu quero ser.
Quem eu sou.
Diga-me o que dizer
para não te perder de novo.
Não vai.
Um momento de impacto.
Um momento de impacto
tem a capacidade de mudar,
tem efeitos bem além
do que podemos imaginar.
Em alguns, algumas partículas
batendo umas nas outras.
Deixando-as mais unidas
do que antes.
Enquanto mandam outras
para grandes desafios.
Indo parar onde nunca achou
que eles iriam.
Essa é a questão
sobre momentos assim.
Não pode.
Não pode nem tentar
controlar como irão te afectar.
Tem que deixar
que as partículas se colidam.
E esperar.
Até a próxima colisão.
Eu me comprometo a ajudá-lo
a amar a vida,
a sempre abraçá-lo
com ternura,
e ter a paciência
que o amor exige.
Para falar quando palavras
forem necessárias,
e compartilhar o silêncio
quando não forem.
Para concordar em discordar
sobre o bolo.
E viver no calor do seu coração,
e sempre chamar de lar.
NEVASCA
Espero que não tenha
vindo pelo chocolate quente.
Na verdade, eu voltei
para cá há seis meses.
Estou na Rogers Park.
Mesmo?
Isso é óptimo.
Na verdade, eu voltei
para o Instituto da Arte.
O quê?
Está a brincar?
Isso é incrível.
Estou assistindo
algumas aulas,
é loucura como
minhas mãos lembram
do que minha mente esqueceu.
Obrigada.
Não fiz nada.
Você fez tudo.
Você me aceitou
pelo que sou
e não pelo que
eu queria que fosse.
Só queria que fosse feliz.
Só isso.
Não tinha um lugar
por aqui
que íamos
quando esse aqui fechava?
Sim, é…
Espera aí, você lembra?
Não, não.
Bem que eu queria.
Minhas memórias ainda
não voltaram, mas…
Sonia e eu temos
passado um tempo juntas
e tenho perguntado
a ela sobre nós.
Mesmo?
E o que ela têm dito?
Que ela acha que você
não está a sair com ninguém.
Para falar a verdade,
ela está certa.
E você?
Está a sair com alguém?
Que bom.
Então.
Quer ir até aquele restaurante?
Comigo?
Certo.
Certo.
E se nós formos a um lugar
onde nunca fomos antes?
Um lugar novo.
Seria legal.

Get Adobe Flash player

Comments are closed.