“Smallville” Hothead 2001 Portuguese Português

Posted by on August 6, 2012

movie image

Descarregar da legenda “Smallville” Hothead 2001 Portuguese Português

Iniciar jogo!
FORÇA
CROWS
Chega aqui, Whitney!
Relembra-me…
Não te disse para passares?
A chuva está tão forte
que não vi se o Donner estava…
O que diz no meu blusão?
– “Treinador.”
– Exacto.
O futebol não é uma democracia
e cumprirás as minhas ordens
porque eu é que sei o que é melhor!
Já fizemos este passe
umas cem vezes nos treinos.
Não tens de ver o Donner para saber
onde ele está. Atira e pronto.
Vai para o campo
e faz a mesma jogada.
E quero que ganhes este jogo,
certo?
Vai lá.
EQUIPA DA CASA – 20
VISITANTES – 24
Atenção! Outra equipa foi esmagada
pelos Crows esta noite!
Escuso de vos dizer o quanto
é importante o jogo de sexta.
Não só vai qualificar-nos
para o campeonato estadual,
mas será a 200ª vitória
do Treinador Walt!
Treinador Walt! Treinador Walt!
SAUNA PRIVATIVA DE WALT
OFERTA DOS EX-ALUNOS
EM RECONHECIMENTO
DE 20 ANOS DE DEDICAÇÃO
Entre.
Reitor Kwan,
o que o traz à sauna?
Temos um problema, Treinador.
– A copiar? Os meus rapazes?
– Sete deles, no exame de Matemática.
Não poderão jogar
na sexta-feira à noite.
Abafe isso umas semanas
e trataremos do assunto
no final da época.
Não vou ignorar uma grave infracção
académica para ganharem um jogo.
Está aqui há quanto tempo?
Seis meses? Eu estou há 25 anos.
Não estamos a falar só de um jogo,
mas sim de um legado.
O seu legado não me interessa.
Estou aqui para educar jovens.
Tenho educado jovens
a vida toda!
Sabe quantos rapazes foram para
a universidade por causa de mim?
Quantos conseguiram bons empregos,
com referências minhas?
A maioria das pessoas
acha que ferve em pouca água.
Eu acho-o perigoso.
Já vi o seu temperamento
e os seus métodos.
Ganhar não significa
que tem razão.
Na segunda-feira, vou suspender
os jogadores. Ponto final.
Hot Head
– “Futebol: Desporto ou Abuso?”
– Então, o que achas?
Tens de cortar
nos cappuccinos.
O Pete acha que fui demasiado dura
com o Treinador.
Ele treinou o meu pai
e todos os meus irmãos.
Ele ia lá a casa ver a Super Taça.
Fico comovida com essa história,
mas no jornalismo
– Já recebo cartas ofensivas.
– Pareces feliz com isso. Porquê?
Porque estou a tocar
em pontos sensíveis.
Entre a fraca construção frásica
e o generoso uso de obscenidades,
desconfio que sei
quem são os autores.
Se achas que os jogadores lêem
o jornal, dás-lhes muito crédito.
– Isto não te afecta nada?
– Não vejo o que tem de mais.
Achas que não tem nada de mais?
Pois eu acho que tem.
Eis algo que não se vê todos os dias.
Uma zanga nos pompons.
Quero uma fotografia
dos jogadores cábulas.
Não quero ouvir boatos
nem acusações falsas.
Tens ideia de como conseguiram
o exame?
Ainda é um mistério,
mas estou a investigar.
– Temos um problema…
– O que está ela a fazer?
Bem apanhado!
O teu colega tenta matar-me…
…e tu só sabes dizer isso?
– Não querias tocar em pontos sensíveis?
Ei, Kent.
Vi o teu lance.
A técnica é péssima,
mas tens força.
– Obrigado.
– Por que não estás na equipa?
– O meu pai precisa de mim na quinta.
– A escola precisa de ti no campo.
Temos um jogo importante na 6ª
e faltam jogadores.
O teu pai compreenderá.
– Ele é teimoso.
– Sim, eu lembro-me.
Jonathan Kent foi
um dos meus melhores atletas.
Tinha um talento inato.
Está-te nos genes, Kent.
Sou adoptado.
Podes fazer parte de algo especial,
fazer parte da História.
Já te vi a olhar para a fotografia
do teu pai no expositor dos troféus.
Não me digas
que não queres fazê-lo.
Por que não vais equipar-te?
Olha para o Ross.
Ele não tem um talento inato…
…mas tem muita vontade.
– Obrigado, suponho.
Vou pensar no assunto.
Fordman, anda cá.
– Olá, Clark.
– És o capitão da equipa.
Como achas que o Kent
se dará em campo?
Tendo em conta
a nossa actual situação?
É capaz de se dar bem.
– Mas parece ter medo.
– Não é por isso, pois não?
– É o meu pai…
– Kent.
Chega uma altura em que tens
de sair da sombra do teu pai
e seres quem és.
Então, o que dizes?
Estás pronto para seres quem és?
– Contem comigo.
– Óptimo.
Vemo-nos no treino, às 15h.
Não te atrases.
Ei, Clark.
Recorda-me o que o teu pai disse
a última vez que lhe pediste para jogar.
– Disse que não.
– Bem me parecia.
Liga-me quando a mágoa
tiver passado.
– Está tudo bem entre nós?
– Isto não é sobre nós.
Eles erraram.
Não tem nada de mais.
Eles fizeram batota.
Não sei como podes apoiá-los.
Porque são meus amigos
e já foram teus.
Diz-me o que realmente se passa.
As certezas que eu tinha…
…já não as tenho.
– Não compreendo.
Sei que adoras o futebol,
que és bom a jogar,
e apoio-te.
Quero encontrar algo
a que eu seja formidável.
QUINTA DOS KENT
Espera…
Tiveste de dizer sim porquê?
O Treinador Walt
não me deixou alternativa.
Deixa-me adivinhar…
Fez-te o discurso do “sê quem és”?
Ele faz esse discurso
há 25 anos.
Igualzinho. Acredita, eu sei.
Amanhã, dizes-lhe
que não podes jogar.
Pai, por favor não me obrigues
a fazer isso.
Lamento.
Já conversámos sobre isto.
Nunca foi uma conversa. Eu terei
cuidado, mas não confias em mim.
– Claro que confio, mas…
– Mas o quê?
– Tenho idade para tomar decisões.
– Em campo…
…milhões de coisas podem afectar
o teu discernimento.
Se te irritares um segundo
ou se tentares impressionar
uma rapariga com uma jogada,
alguém pode magoar-se
com gravidade.
Estás destinado a coisas
mais importantes do que o futebol.
Estou farto de ser punido
por ter estes dons.
A maioria dos pais ficaria feliz
por o filho fazer parte da equipa.
Eu fico feliz
quando acordas de manhã.
Não quero sofrer
com os teus feitos.
Por que haverias de sofrer?
Tu jogaste.
– Não vou assinar a autorização.
– Nem precisas de assinar.
Vou jogar
e não podes impedir-me.
Ora se não são os Três Reis Magos.
Olá, Dominic.
Presumo que o teu atraso
se deve às aulas de esgrima
ou voltaste a jogar pólo?
Não estou atrasado. Cancelei
o encontro, se é que te esqueceste.
O teu pai insistiu para virmos
à mesma.
E quando ele ladra, tu saltas.
– Já viste os números do semestre?
– Já.
Estamos 20% abaixo
das projecções.
E o teu pai quer que tomes
medidas drásticas.
E tenciono tomá-las.
Então posso dizer-lhe
que vais reduzir o número de pessoal.
Pelo contrário. Diz-lhe que tenciono
aumentar o número de pessoal.
– Por quanto?
– 20% .
Sempre gostei do teu
sentido de humor singular,
mas só podes estar a gozar.
Temos de gastar dinheiro
para ganhá-lo.
Se aumentarmos a produtividade,
enquanto os nossos rivais se retraem,
quando o sector recuperar,
dominaremos o mercado.
O teu pai mandou-te para Smallville
para recuperares a fábrica.
Ele mandou-me porque
prefere estar rodeado de ociosos
do que de pessoas que contestam
os seus métodos arcaicos.
– Vou dizer-lhe isso.
– Estás à vontade.
Esta reunião terminou.
A propósito, Dominic…
…dá cumprimentos meus
à tua irmã.
Lana, chegaste cedo.
Cancelaram o ensaio da claque?
Mais ou menos.
Desisti.
Tu adoravas fazer parte da claque.
Que aconteceu?
A vida é mais do que decorar
hurras e abanar pompons.
Decidiste isso, de repente?
Alguns dos jogadores
foram apanhados a copiar.
Eu conheço-os. Disse ao Whitney
como isso me aborrecia
e ele disse que não era nada de mais,
que ninguém é perfeito.
E eu pensei: “Porque estou com
sorrisos falsos e uma fatiota estúpida
por pessoas que tudo farão
para ganhar um jogo?”
Não podes deixar umas maçãs podres
estragarem a experiência.
Fazes parte da equipa,
fazes amigos.
Tia Nell, eu não quero voltar.
Quero fazer coisas diferentes.
Que mal tem isso?
Nenhum.
Mas estavas no bom caminho.
Quero que sejas feliz.
Que vais fazer
com essa nova liberdade?
Pensei em arranjar um emprego
em part-time,
para ganhar um dinheiro
para viajar no Verão.
Dava-me jeito alguma ajuda
na loja.
Obrigada, mas não quero ajuda.
Quero desenrascar-me sozinha.
– Viste a Lana?
– Não, mas está ali o teu pai.
Pai, obrigado por teres vindo.
Significa muito para mim.
Continuo a não apoiar a tua decisão.
Vim para que ninguém se magoasse.
Despachem-se lá, rapazes!
– Alinhem-se!
– Kent, vai para a retaguarda!
Azul, 32!
Iniciar jogo!
Kent, é tua.
Sim, Kent, é tua.
Pára de olhar para a bancada!
O treinador sou eu, não o teu pai!
Não estás aqui para ser
um pino a deitar abaixo.
Irrita-te, dá cabo deles!
A mesma jogada, rapazes.
Eles estão feitos.
Azul, 32! Azul, 32!
Iniciar jogo!
Boa, Kent!
É isso mesmo!
– Não sei o que foi aquilo.
– Boa, Clark! É isso mesmo!
Como está o meu adepto preferido?
Um dos jogadores acusado
de copiar
disse que foi você
quem lhes deu o teste.
E quem lhe contou
essa história absurda?
Não posso dizer.
Já deve ter ido
ao conselho administrativo…
…pedir a minha suspensão.
– Tem amigos em altos cargos.
É normal.
Treinei a maioria deles.
Não compreende.
Sou uma instituição.
Em quem achava que
o conselho ia acreditar?
Num fedelho cábula
que está a tentar safar-se
ou no homem que dá vitórias
a esta escola há 25 anos?
Podem não acreditar num, mas se
eu conseguir que todos o digam,
o conselho não terá alternativa.
Não treinará mais
para o resto da vida.
Não vai acabar comigo!
Que diabo se passa aqui,
Treinador?
Quem diabo julga ele que é?
– O teu pai?
– Teve de voltar para a quinta.
Vai buscar ajuda!
Está bem, obrigada. Adeus.
O Reitor Kwan vai passar
o fim-de-semana no hospital.
– Ele vai ficar bem?
– Sofreu queimaduras
e inalação de fumo,
mas vai ficar bem.
Alguém te viu, filho?
Ninguém me viu, pai.
Eu disse que tinha enrolado
as mãos no casaco…
…quando o tirei para fora.
– Foi uma sorte estares lá.
Perdi a minha boleia.
Vi-te jogar.
Podias facilmente ter magoado
um dos rapazes.
Mas não magoei.
Por que estamos a ter esta conversa?
Ele nunca vai acreditar em mim.
A propósito, joguei
na mesma posição que tu.
Estão a olhar para o tailback
do jogo de sexta-feira.
Não me dêem todos os parabéns
ao mesmo tempo.
– Por que é tão teimoso?
– Não faço ideia…
Eu não era assim,
na idade dele.
Não, eras o filho obediente
que obedecia sempre ao pai
e que não fugiu para prestar prova
nos Metropolis Sharks.
Quando é que te aliaste
ao outro lado?
Toda a sua vida,
o Clark não pôde fazer nada normal.
Nem na Liga Infantil jogou,
porque tínhamos medo
que ele magoasse alguém.
Ele já é um adolescente.
Vamos dar-lhe uma hipótese.
Os seus dons
acarretam responsabilidades.
Isto é sobre o discernimento dele,
não sobre os dons.
Estás a dizer-lhe
que não acreditas nele.
Claro que acredito nele.
Mas, e se ele cometer um erro
e alguém ficar desconfiado?
Não quero que ninguém
apareça aqui
e nos tire o nosso filho.
Se não começarmos a confiar nele,
ninguém terá de o tirar de nós.
Ele irá embora sozinho.
Não faz sentido.
Os carros não explodem assim.
– A polícia diz que foi das ligações.
– Já tenho o meu cabeçalho:
“Atleta Salva Reitor
de Carro em Chamas!”
Paras de gozar
com isso do atleta?
O Clark foi cegado
pelas luzes de sexta à noite.
Juntei-me a uma equipa de futebol,
não a uma seita.
Só falta eu juntar-me
à brigada dos pompons.
– Ouvi dizer que há uma vaga.
– Lana, o que fazes aqui?
– A anotar o vosso pedido.
– O que é isto?
É um acto de caridade da claque?
“Empregada por uma noite”?
É isso, sem contar com a parte
da claque e da caridade.
E as gorjetas são bem-vindas.
– És mesmo empregada?
– Até tenho o crachá para o provar.
– É o teu primeiro dia?
– Primeiríssimo.
Onde está o teu fio?
Não podemos usar bijutaria
nem sandálias.
Pareces uma típica empregada.
Só me falta saber distinguir entre
um descafeinado e um galão magro.
– Nesse caso, quero um café normal.
– São três.
Lana, esqueceste-te disto.
Obrigada.
Tem acontecido muito hoje.
Os primeiros dias
são sempre difíceis.
Deixaste a claque?
Pareces surpreendido.
Não infringiste nenhuma lei,
mas, sim, estou.
– Parecias gostar daquilo.
– A minha mãe era da claque.
A minha tia também.
Era hora de quebrar o ciclo vicioso.
O que disse o Whitney?
Tu agora jogas com ele.
Pergunta-lhe.
É espantoso. No dia em que me junto
à equipa, tu deixas a claque.
Esperava
que nos encontrássemos mais.
Tenho quatro turnos por semana.
Podes vir cá, quando quiseres.
Lana, a mesa três está à espera
das bebidas há cinco minutos.
Se chegarem lá frias, pagas tu.
– Está certo. Lamento.
– Não lamentes. Sê mais rápida.
O Clark Kent joga futebol
e a Lana Lang serve mesas.
– Que tem isso?
– Nada.
Só quero regressar
à realidade.
O Treinador quer-nos
no campo agora.
Que se passa com os teus colegas
caídos em desgraça?
Não sei.
Até amanhã.
– Chloe…?
– Relaxa. Vemo-nos amanhã.
Adeus.
Parabéns. Nunca vi
um grupo de rapazes
manifestar tamanha estupidez.
Qual de vocês deu
com a língua nos dentes?
Ninguém aqui disse ao Kwan
que vos dei o teste?
Nenhuma universidade vai querer-nos
com copianço no currículo.
Então foste tu, Trevor?
Por que não estou surpreendido?
Nada! Nada vai intrometer-se
entre mim e o meu legado!
Vão para casa e fiquem
de bico fechado, entendido?
– Claro, Treinador.
– Sim, senhor.
Parabéns, Lex. Apareceste na secção
dos negócios, pela 1ª vez.
Eu disse ao Dominic
que ia fazer isto, há dois dias.
Sim, e o meu empregado ocioso
informou-me.
Mas nunca pensei que fosses estúpido
o suficiente para o implementar.
Se não aprovavas,
por que não me ligaste?
Temos uma estrutura informativa.
Só porque és meu filho…
…não esperes tratamento especial.
– Acredita, nunca esperei.
Fazeres-te de coitadinho
resultou com a tua mãe,
mas em mim não.
Sabes muito bem
o que sinto por ti.
Daí eu estar na fábrica de porcaria
em Smallville.
Sabias que os Césares
mandavam os filhos
aos sítios mais longínquos
do império,
para que tivessem noção
de como o mundo funcionava?
Se isso te ajuda a dormir
à noite, pai…
Proponho que resolvamos
este impasse da seguinte forma:
Um combate de esgrima. Se ganhares,
podes avançar com o teu plano.
Se eu ganhar,
despedes 20% do teu pessoal.
A pergunta que tens de te fazer,
Lex, é…
…serás suficientemente bom
para enfrentares o teu velho?
Os teus movimentos são impulsivos,
não pensas nas consequências.
Se eu quisesse um comentário,
comprava os teus livros em cassete.
– Sabes qual é o teu problema?
– Não, diz-me.
És dominado pelas tuas emoções,
sempre foste.
E isso pode ser uma falha fatal.
Quero os trabalhadores despedidos
até amanhã, ao meio-dia.
A reunião está terminada.
– Vais à festa pré-jogo?
– Como estou?
Tão bonito como o teu pai.
– Não tens de fazer isto, mãe.
– Fazer o quê?
Seres a conciliadora dos Kent.
Se os homens Kent não fossem
tão teimosos, não seria preciso.
– Estás do lado do pai?
– Não, não estou.
– Já lhe disse que foi injusto.
– Obrigado.
Mas também tens culpas
no cartório.
Se queres tomar decisões,
tens de estar preparado
para aceitar os teus erros.
Confias em mim, não confias?
Quero confiar,
e o teu pai também.
Dá-lhe uma oportunidade.
Força, Crows! Força!
Força, Crows! Força!
Por que me chamaste?
O que queres?
O Treinador Walt
deu o teste aos jogadores?
Esquece isso, senão ainda te magoas.
Podes falar comigo
agora ou depois.
Seja como for, esta fotografia
virá na 1ª página amanhã.
Deixa-me em paz.
A falar com o jornal da escola?
Julgava-te mais esperto que isso.
Eu não disse nada.
Tem de acreditar em mim!
Ela esteve no campo ontem à noite
e tem uma fotografia nossa!
Está bem.
Vai para casa.
Eu trato disto.
Brincar Com o Fogo
– Viste a Chloe?
– Não.
Clark!
Meu Deus!
Chloe!
– Chloe!
– Clark!
O Torch incendiado.
Que ironia dramática!
– Queria ver-te sorrir.
– Isto é mais do que fogo posto.
O fogo sabia o que eu estava
a fazer.
Achas que o Treinador Walt
estava a controlá-lo?
Analisa os factos.
O Kwan abre um inquérito
ao escândalo do copianço.
O Treinador tenta fritá-lo
no carro.
Um jogador denuncia-lo
e ele ameaça-los com pirotecnia.
Eu vou publicar a fotografia
e o jornal é incendiado.
Achas que ele está por trás
do escândalo do copianço? Ora!
Um treinador obcecado
em ganhar o seu 200º jogo
ajuda os mais burros a passar
para assegurar o seu lugar
no panteão dos desportos de liceu.
– Tens outra cópia desta fotografia?
– Não. É difícil recuperar os ficheiros.
– Não temos provas.
– Trevor Chapell.
Que tem ele?
Ele falou com o Kwan
sobre o copianço.
Ele quer falar,
mas tem medo de falar comigo.
Mas talvez se abra contigo.
Lana! O que aconteceu?
A Nell expulsou-te de casa?
– Juntei-me à classe trabalhadora.
– Fizeste bem.
Vais ser nomeada
empregada do mês.
Por enquanto, tenho o recorde do maior
número de pratos partidos num dia.
Então, traz o meu cappuccino
num copo de plástico.
Ora se não é a mais recente
estrela de futebol!
Veremos como me saio amanhã.
Viste o Trevor?
– Não, ele não esteve cá.
– Como estão a correr as coisas?
Hoje é um daqueles dias
em que só me apetece gritar.
Acho fixe
estares a trabalhar aqui.
E eu tenho pena
em não te ver a jogar amanhã.
A novata fica com os turnos piores.
– Queres alguma coisa?
– Um café?
– Vem já.
– Obrigado.
Corre o boato que Clark Kent
entrou para a equipa de futebol.
O boato é verdade.
Parabéns.
O teu pai deve estar radiante.
Não. Ele passou-se
e proibiu-me de jogar.
Surpreendeu-me. Ele diz que devo
tomar as minhas próprias decisões,
mas, quando tomo,
ele põe-me um travão.
E tu estás à espera que
ele se deite para evitares
o silêncio constrangedor
quando chegares a casa.
– Como sabes?
– Os Luthor escreveram o livro
sobre silêncios constrangedores.
Estás a trabalhar no quê?
Estou a ver que pobres coitados
despeço.
O meu pai quer que eu despeça
20% do pessoal.
– Não há outra saída?
– Quando o meu pai se decide…
…não é fácil dar-lhe a volta.
– Se vos faz sentir melhor,
deviam ter visto a cara da minha tia
quando aceitei este emprego.
Não que eu estivesse a ouvir
a vossa conversa.
– Estamos todos no mesmo barco.
– Não. Defenderam a vossa posição
e estão a fazer o que querem.
Eu cedi.
Vocês inspiraram-me.
Pois, entrando para a equipa
de futebol e servindo café…
– Somos uns verdadeiros rebeldes.
– Vida longa para a revolução.
Que tal?
Está perfeito.
– Foi o que pediste?
– Nem por sombras.
Trevor, é o Clark Kent.
Vim conversar.
Vai-te embora, senão ele volta.
O Treinador Walt?
– Quando ele se irrita…
– O que te fez ele?
Ele é duro comigo…
comigo e com mais alguns.
Pensa que é nosso pai.
É assim que ele o justifica.
Uma vez, deixei cair a bola.
Ele deu-me um murro no estômago…
…e disse para não voltar a fazê-lo.
– Por que não contaste a alguém?
Ele disse que me expulsaria da equipa
e não me ajudaria a passar nos testes.
Ele deu-vos o teste?
– Trevor, eu posso ajudar.
– Foi o que o Reitor Kwan disse
e olha o que o Treinador lhe fez.
– O que aconteceu ao teu braço?
– Nada. É só uma queimadura.
Não é nada.
Deixa-me ver, Trevor.
Se eu disser alguma coisa,
o Treinador dá cabo de mim.
Kent, por que não estás
a vestir-te?
Não vou entrar naquele campo
e nem você.
Não sei o que diabo
se passa contigo,
mas é melhor não me irritares.
– Vi o que fez ao braço do Trevor.
– Ele devia ter ficado de bico fechado.
O que se passa, Kent?
Está muito calor para ti?
Dá-me licença.
Tenho um jogo para ganhar.
Azul, 32! Avançar!
– Chloe.
– Olá, Mrs. Kent e Mr. Kent.
A cínica de Smallville
mudou de ideias?
Decidi pôr a minha política de lado
e apoiar os meus amigos.
Estamos a seguir a mesma filosofia.
– Onde está o Clark?
– Não sei.
Ele não apareceu.
Pensava que estava consigo.
– Ei, Pete.
– Olá.
– Viste o Clark?
– Ainda não o vi hoje.
Conhece as regras.
Os pais não podem aproximar-se.
– Estou à procura do Clark.
– Também eu. Preciso dele aqui.
Ele não tem espírito de vencedor.
– Ninguém o viu.
– Acho que o Treinador está a mentir.
Que se passa, Chloe?
Vou ver nos vestuários.
Vai ver na escola.
Volto daqui a 5 minutos.
– Estamos a meio de um jogo.
– Dá-lhes as jogadas!
Clark!
Clark!
Clark! Clark! Clark!
Vá lá!
– Ouves-me? Estás bem?
– São as pedras do meteoro.
Anda, vamos.
– Precisa de ajuda, Treinador.
– Preciso é de ganhar este jogo.
É tarde de mais para isso.
Como fizeste isso?
Está-me nos genes.
Desista, Treinador.
Perdeu.
Duas visitas numa semana.
Sinto-me lisonjeado, pai.
– O que é isto?
– A minha nova proposta.
Reduzi o orçamento em 20%
sem despedir uma única pessoa.
Eu disse-te especificamente
para cortares no pessoal.
Para quê? Com este plano,
foges à publicidade negativa.
A questão não é essa.
Cuidado, pai.
Estás a ficar emocional.
Podemos tentar uma desforra.
Tens medo de não conseguir
vencer o teu filho?
– Dou-te uma.
– Uma quê?
Uma oportunidade para me desafiar.
Não sei o que odeias mais…
…o facto de o meu plano funcionar
ou não teres sido tu a pensar nele.
Lembra-te: os impérios não
se baseiam em boa contabilidade.
Pai, não fazes ideia
do que eu sou capaz.
Lamento não teres jogado.
Vieste ver se
eu não magoava ninguém?
Vim apoiar o meu filho.
Disse algumas coisas
que não devia ter dito.
Confio em ti, Clark, a sério.
Acho que vai haver sempre
uma parte de mim que tem medo,
mas ser pai é isso.
Obrigado, pai.
É sossegado, não é?
– Pensava que estavas a trabalhar.
– Despediram-me.
– Não tenho jeito para ser empregada.
– Lamento.
Como reagiu a tua tia?
Disse que era um sinal para
eu reconsiderar voltar para a claque.
Pais! Que podemos fazer?
Soube do Treinador.
Que esquisito!
Conseguiu a sua 200ª vitória,
mas nem a viu.
Vais jogar na próxima época?
Não sei se o futebol
é o meu forte.
O meu pai jogou,
o meu avô também.
Acho que está na hora
de quebrar o ciclo vicioso.
Foi uma carreira curta.
Por que mudaste de ideias?
Não sei.
Quando cheguei ao campo, percebi
que já não havia razão para jogar.
Lamento.
Quem disse que a vida era justa?
Ficas bem?
Às vezes, só me apetece gritar.
– Então, por que não o fazemos?
– Fazemos o quê?

Get Adobe Flash player

Comments are closed.