Sasha 2010 Portuguese-BR Português

Posted by on August 6, 2012

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Tradução
Lumpy
Sasha!
Pode deixar.
Eu arrumo depois.
Ou vai comprar?
Quer comprar?
Sasha, ouça a música.
– Também tocou essa, sim, Sasha?
– Sim, quando tinha 12 anos.
Aprendeu tudo com Gebhard Weber, certo?
Como ela se chama, Sasha?
Rondo Alla Turca
Turca? Mas não é música turca!
Tira os joelhos das minhas costas, idiota.
Onde vou colocar?
Seu banco está todo pra trás!
– Boki, meu menino.
– Oi mãe.
Ainda estamos na Eslovênia.
Eslovênia? Não pode ser.
Já te falei sobre isso.
Você sabe como é.
Legal. Estou na porta e não tenho chave.
Onde está?
Ele não tem a chave.
– Jiao tem minha chave.
– “Javo” tem a sua chave.
Boki, procura o Jiao. Ele tem a chave
de Sasha. Ele cuida das plantas.
Não é o como o demônio “Javo”,
é Jiao, um nome chinês.
Seus pais são da China.
O demônio cuida das nossas plantas.
Seu pai não quer pegar a via expressa.
Elas são muito caras na Eslovênia.
É um pouco mais longe.
Quando chegarmos, você me conta tudo.
Quero saber como vai a canoagem e
como pretende ganhar, certo?
Tudo bem, mãe. Prepare um sarma
pra mim. Vou desligar. Até mais!
Sarma, sarma, sarma.
Isso é cultura?
Ei, Pero. Aí está a fronteira.
– Antes ficaríamos na fila um tempão.
– Sério?
Agora, com o Tratado de Schengen,
passa-se rápido.
Ainda bem.
A aula de piano de Sasha com
o Sr. Weber é às dez horas.
– Quero chegar o quanto antes.
– Eu também.
O que quer dizer?
Montenegro é a sua casa.
Malditos plugues.
Plugues, plugues. Ficou as
férias inteira montando isso.
Achei que quando pegássemos
Pero na Bósnia
estaria cansado de dirigir.
– Agora estou cheio desses plugues.
– O que é isso, Vlado?
– Que merda estão fazendo?
– Parece ser um controle.
– Boa tarde.
– Boa tarde.
Seu passaporte, por favor.
– Seu passaporte.
– Sim, sim.
– Passaportes, passaportes.
– Obrigado.
– E então?
– Muito bem. Obrigado
– Tem algo a declarar?
– Não, nada.
Tenho coisas da família.
Coisas privadas.
– Que coisas são?
– Presentes da vovó…
da minha tia, minha irmã…
– Álcool ou cigarros?
– Não, não.
Alguns cigarros.
– Quantos cigarros está levando?
– Quatro carteiras.
Para quatro pessoas.
Um, dois, três, quatro.
Vlado, não é verdade.
Senhor polícia, seis carteiras.
E álcool?
São 2 litros.
E isto é gasolina ou Slivovitz?
(Licor de ameixa)
Slivovitz…
Para a vovó!
O que você tem?
Por que está tão nervoso?
– O que o sérvio tem?
– Montenegrino.
Amigos, é suficiente. Nada.
Não temos nada.
– Mas olhe, olhe!
– Tiveram sorte, nada mais.
Caralho! Que igreja!
Sim, sim, calma,
Já vou.
– Mãe, fez sarma pra mim?
– Está louco!
– O que é isto? É uma…
– Não, é adesivo…
Claro que é uma tatuagem!
Não é bonita?
Tira isso! Se o seu pai
ver ele vai…
– E aí, Boki!
– Tio Pero!
Boki, como você cresceu!
Olá Boki!
Cuidado, eu não sou veado!
Me dá um beijo.
O filho pródigo que não quer sair
de férias com sua a família.
Espero que tenha treinado canoagem…
Senão vai ter problemas.
Tira esse adesivo de você.
Que bobagem. Você não é criança.
Não posso tirar.
– O que?
– Não posso.
Você sabia disso?
o que significa isso?
Sabia ou não?
– É uma tatuagem.
– É uma tatuagem. Estou vendo!
– Vlado, os rapazes da idade dele usam.
– O que quer dizer com isso?
– Tira isso imediatamente!
– Não posso!
Ouça. Quando mando você tirar,
é pra você tirar!
Amanhã você vai ao médico,
senão eu mesmo vou levá-lo.
– Não dá pra tirar.
– Cala a boca. Dá pra tirar sim!
– Não faz sentido, velho.
– O que disse?
– Enquanto viver sob meu teto…
– Me deixa em paz.
Eu te sustendo e não vai ficar
com essa merda!
– Faço o que quiser no meu ombro.
– É meu ombro!
– Seu ombro?
– Meu ombro.
Enquanto for meu filho,
é meu ombro, entendeu?
– Seu ombro?
– Meu ombro, exatamente.
Sasha, seja rápido ou vai chegar tarde.
Bom dia, senhor Wang.
– Jiao está?
– Sim.
– Esta praticando.
– Sasha, meu salvador, finalmente.
Eu vou morrer!
Estou entediada!
Por que entediada?
Como vai o violino?
– Bonita camisa!
– Sério?
– Quer entrar?
– Não, não posso…
Tenho aula de piano com o Gebhard,
o senhor Weber.
– Achei que tinha vindo me visitar.
– Eu te ligo.
Não vejo a hora.
– Pega isso e vá praticar.
– Tá bom.
Sim, eu sei.
Não são muito felizes.
Sim, eu sei.
Claro que vamos nadar hoje.
Você já ganhou antes de ir.
As 4 está bom.
Tenho que desligar, Peter. Até mais.
– Olá, rapazinho!
– Olá!
– Você está elegante!
– Muito obrigado.
Tem passado bem? Vamos praticar?
Bom, não tão bem.
O exame de admissão é na sexta-feira,
lembre a sua mãe.
Vamos conseguir.
Muito rápido, muito rápido.
Com esse ritmo vai perder.
Está nervoso?
Começa de novo.
E começa tranqüilo.
Sr. Meyer, a Sra. Petrovic está aqui.
Voltou hoje da Macedônia?
– Montenegro
– Sempre confundo os dois.
Muito melhor, muito melhor.
– Se treinar mais, você vai longe.
– Não tenho andado muito bem.
Sério?
Não se deixe levar pela velocidade.
Você vai ao exame?
Queria te falar disso, Sasha. Eu tenho…
Faz uns meses me fizeram
uma oferta de trabalho em Viena.
Fui até lá conferir e consegui o trabalho.
Então vou estar muito ocupado
empacotando essas coisas.
Empacotando?
Sim, empacotando.
– Devo começar na semana que vem.
– Onde?
Em Viena.
Até quando?
– No momento um semestre e…
– E as minhas aulas?
Não há problema.
Vou te dar o telefone de uma amiga.
Já falei com ela sobre isso.
– Pode chamá-la sempre que quiser.
– Mas não a conheço.
Sasha, não se preocupe!
Você está bem preparado!
Não me sinto assim.
– Nossa, treinamos por meses!
– Esta foi a ultima lição?
Peguei 3 semanas de férias
e só pensei nisso.
E agora acabou de repente?
Sasha, era um processo de contratação.
– Não podia dizer nada.
– Deveria ter me falado.
Quando você viajou, não estava fechado.
Não me preocupei.
Obrigado. Você vai e o que
acontecerá comigo?
– Vai continuar estudando.
– Não quero saber de estudar.
Está tudo bem?
Sem dúvida você está gelado.
O verão está na sua cabeça.
É verão e deixo isso claro.
É verão e sorria apesar de tudo.
Não são 2.000, são apenas 1.900.
Tive tempo durante as férias,
mas meu marido sempre tem pressa.
Sim, os homens.
Tudo rápido, rápido, entendo.
Sei por experiência própria.
– A Macedônia deve ser linda, sim?
– Sim, é bonita.
Pode trazê-la, Sra. Strattmann?
– Senhor Meyer.
– Sra. Petrovski, entre.
– Bom dia.
– Por favor, sente-se.
Quer beber algo?
Por onde posso começar…?
Você sabe onde são usados os
plugues que você faz?
– Sim, em vídeos e toca-fitas.
– Sim, claro.
E como sabemos, estão ultrapassados.
Já temos DVD, MP3… e iPod.
Em outras palavras, vamos ter
que parar com o trabalho em casa.
– Sr. Meyer.
– Sim, Sra. Strattmann.
– Você quer…?
– Eu…
– Sim?
– Fale você.
Me pergunto se não tem
algo pra me falar.
Deveria.
– Talvez agora você já saiba.
– Pode ser.
– Quero dizer, eu nunca disse nada.
– Não.
– Eu também nunca te contei nada.
– O que?
– Você sabe de algo?
– Não, só pensei…
Não posso falar, Jiao.
– Tenho que falar!
– Não é necessário.
Mas agora eu quero.
Bom, então fale.
Eu sou gay.
Não foi tão difícil.
Jiao?
O que?
Gebhard me disse que vai
se mudar para Viena.
Talvez não volte a vê-lo.
– Fiquei com o coração… partido.
– Gebhard?
Weber. É meu professor de piano.
– Gebhard Weber, seu professor de piano?
– Sim.
– Onde estávamos?
– Deixe-me ver…
Não é tão ruim se
não houver trabalho.
Faço o trabalho para pagar as
aulas de piano do meu filho.
Ele pode estudar e
não custa nada.
Espere, queria fazer outra pergunta,
Sra. Petrovski.
– Petrovic.
– Vic. Sim, sei.
– P-E-T-R-O-V-I-C.
– Certo.
– O que?
– A última sílaba é a mais forte.
Exatamente.
A pergunta é se gostaria
de trabalhar conosco.
– É mesmo?
– Sim!
Sim, estamos muito contentes com você.
Seus plugues são sempre os melhores.
Sim, é um trabalho bonito e
consciente. Muito bom.
Estamos procurando alguém
para nossa fábrica em Fischenich.
– Em Fischenich?
– Fica em Colônia, Fischenich.
É um trabalho fixo.
Precisamos de alguém…
São trabalhadores jovens…
São todas garotas.
Precisamos de alguém
que seja precisa e exata.
Alguém como você, sra. Petrov… víc.
Posso trabalhar de casa,
mas não em Fischenich.
– Como?
– Em Fischenich não dá.
É definitivo?
Os meninos, o bar, o meu marido.
Sr. Meyer, infelizmente, não posso.
– Me deixa em paz, pequeno.
– Você é mais pequena.
Quero dizer mentalmente.
– Vamos beber uma gelada?
– Você se acha irresistível?
Estou afim de você.
Jiao, sou um cara legal.
Meu irmão não quer.
Está cega se acha que…
Falei demais?
Sim, sou cega. Cega e estúpida.
Me deixa em paz!
Sasha, tem tocado bem?
– Sim!
E o que diz o Sr. Weber?
Você está bem preparado?
– Mesmo assim praticou hoje, não?
– Sim.
– Finalmente.
– Outra vez.
Clientes habituais.
Fique feliz de nos ter, Vlado.
A melhor cerveja de Colônia, a Stanka vende.
É verdade. Muito boa, Sammy.
Viu o seu filho, Stanka?
Quase!
– O que aconteceu?
– Estou bem. Sou um menino de rua.
Se é um menino de rua,
a rua pode lavar sua roupa.
Estava andando e
caiu da bibicleta.
Eu não caí, fui empurrado.
Sammy, não tão rápido.
– Quem te empurrou?
– Não importa.
Pode falar. Espero que não
tenha sido uma garota.
Foi Jiao, uma garota. E daí?
Por que ela fez isso?
O que você fez pra ela?
Nada, não tenho idéia.
Só falei com ela.
Deixa pra lá.
Ela não te empurraria de graça.
O que você falou?
Tire os seus olhos da
namorada do seu irmão.
– Ela não é namorada dele.
– Claro que é.
O que foi? Vou nadar.
– Piscina? Mas você precisa praticar.
– Já pratiquei por duas horas.
Acha que Horrowitz praticava
só duas horas por dia?
Ele deve praticar esportes! Vá!
– O que aconteceu entre você e Jiao?
– Não é da sua conta.
– Espera, quero saber. Fala pra mim.
– O que?
Isso, sobre você e Jiao…
– Estão namorando?
– Sim.
Como deixa ele sair assim?
Ele precisa praticar.
O exame acontece em dois dias.
Fique feliz por ele praticar esportes.
Seu pai era um esportista.
– E ele? Não é nada!
– Nada? Ele é um artista!
Artista, o que for.
Mas natação não faz mal.
Ele pode praticar mais tarde.
Vai nadar ou não?
Entra ali,
vai ver melhor.
Vai no sábado pela manhã?
Vida nova. Vai sentir falta de Colônia?
Quero dizer, depois de todos esses anos.
Amanhã a noite é festa em Apropo.
Vai comigo? É a despedida.
Não vá se perder…
É só uma festa.
O que foi?
Você sugeriu uma festa.
Porque você estava
com receio de pedir uma.
Fico feliz por ter me convencido.
Finamente vai acontecer, depois
de cinco anos ensinando crianças.
Não pode me culpar.
Vai a Apropo ou não?
Fico surpreso que você aja
com tanta naturalidade.
– Deveria ser mais problemático?
– Não, acho que não.
– Como assim?
– É indiferente pra você.
– Indiferente?
– Sim, eu acho…
Acha que ajo com indiferença?
Saiba que sou indiferente
é com a sua choradeira.
A festa é amanhã.
Com ou sem você.
Levanta, Sasha.
Café-da-manhã!
Não há nada melhor do que um
delicioso café-da-manhã montenegrino.
Saúde.
Inclusive é conhecido aqui na Alemanha.
Nosso herói.
– Já saiu da cama?
– Bom dia.
Por quê é diferente na Alemanha?
O ar aqui é diferente.
É mesmo?
Hoje gostaria de ver a
cidade, dar uma volta.
Não há nada para ver.
Não veio para reformar o banheiro?
O que tem no seu cotovelo?
O que?
Nada.
Alô? Não, Boki.
Já esquecí. Você estava zangada.
Tem certeza? Que pena.
Sasha, era Jiao.
Ela está te esperando.
O diabo? Toma cuidado!
Não, hoje Sasha precisa praticar.
– Só um pouco.
– Não, amanhã…
Deixa o menino ir até sua namorada. Vá.
Isso não é um campo de concentração.
– Alguma vez ouve o que eu falo?
– O que você falou?
Por que campo de concentração?
Ela aterroriza o rapaz.
Quer que ele seja o que ela quer.
Ele está interessado nas meninas
e isso é algo muito bom!
Não há nada entre eles.
Talvez Jiao não se interesse por homens.
– Talvez ela seja lésbica.
– O que você está falando?
Por que não? Aqui não é a Bósnia.
Há muitas lésbicas e gays.
Já chega, Boki.
Não fala sobre a namorada do seu irmão.
Sua mãe está aí.
O que o seu tio Pero vai pensar?
– O que ele vai pensar?
– O que?
– Não sei…
– Chega!
Não. Você mora em Colônia há 20 anos.
Quer que o tio Pero pense
que você é gay?
Acabei de dizer que em Colônia…
Pero, você não acha que eu…
Estão loucos, malditos.
Não me chame de maldito.
Que delícia de café-da-manhã!
– Por quê não me disse nada?
– Como?
– Por quê nunca disse?
– O que?
Que você é gay.
– Porque…
– Por quê?
Eu não aceitava.
Talvez seja uma fase.
Uma fase… Uma fase desde
os 13 anos eu acho.
– Talvez agora que Weber vai se mudar…
– Chega, Jiao! Não é uma fase.
Eu sou gay!
É assim e sempre será.
Bom, então…
Jiao, o que devo fazer?
Fiquei feliz por ter te falado.
Deveria ter falado antes.
Não tenho nada contra.
Esta noite ele estará em Apropo.
– Como você sabe?
– Eu sei.
Nunca teve segredos comigo.
É uma festa gay ou algo assim?
– Quer apostar? Posso ir?
– Eu não vou.
– Galinha.
– Nós dois temos exame amanhã.
Então é melhor você relaxar.
– Jiao, minha mãe vai me matar.
– E seu pai?
Não é bem assim.
Já que você é gay, gostaria
de tirar proveito disso.
– Nunca fui numa festa gay.
– Você não entende, né?
– Não, não entendo.
– Não sou totalmente alemão.
Eu também não.
Graças a Deus ele tocará novamente.
Fischenich.
Vamos agora, Pero.
Agora?
Não posso fazer tudo nessa casa.
Fischenich.
Assustador.
Foda-se.
Quase.
– Como estou?
– Como está?
Vamos.
Venha.
Mais um.
Está aí atrás.
– Vai, fala com ele.
– E aquele lá?
Tem mais chances do
que ele, garoto.
Não vai ficar chateado se
ele gostar do cara, não é?
Vai lá falar com ele.
– Dá mais uma.
– Um fim para o amor, garoto.
– Essa é a situação.
– Muito obrigado.
– Quem é ele?
– Um dos meus alunos, Sasha.
– Ele não estava ontem na piscina?
– Vaza daqui, garoto.
– Vaza você, “Obama”.
– O que?
Está me seguindo?
– Como chama isso?
– É uma coincidência ou não?
– Claro.
– Por quê “Obama”?
– Pode me dizer?
– Fui convidado porque sou legal.
– Gebhard, não vá.
– O que?
– Por favor, não vá embora.
– Não vai dizer nada?
Ou é porque me interesso por política?
– Isso não tem sentido.
– Sem dúvida, não com ele.
Boa observação.
Ou tem a ver com a
cor da minha pele?
Fascista, fascista!
Está louco?
Não precisava fazer isso.
Claro que sim.
Está louco?
Por essa merda…
– Tem algo com esse menino?
– Não! Mas não precisa bater nele!
Não me importa. Ele me chamou
de Obama então tive motivo.
Não me empurra.
Estúpido idiota.
E ele vai embora com
esses caras.
– Gebhard não é para você.
– Acho que tem razão.
É com você que ele disse
que vai a Viena?
– Não, que besteira.
– Vai ficar com ele?
Ele tem um trabalho
e vai sozinho.
– Já está melhor.
– O que você quer?
– Parou de sangrar.
– Foi idéia sua vir aqui.
Então a culpa é minha?
– Da no mesmo.
– Você chamou aquele cara de “Obama”
Não. Você disse pra eu ir
até ele e lutar por ele.
As coisas não são simples assim.
– Fique calmo.
– Quem é você?
– Sou Peter.
– Que Peter?
Peter, a merda que ele conseguiu.
Esse é o Peter.
Gebhard não é para você,
acredite, conheço ele bem.
Portanto, devo me afastar dele, não?
– É melhor pra você.
– Ou pra você?
Você também quer ele.
Sasha, o que é isso?
O que aconteceu?
Brigou com alguém? Sasha…
Está louco? Como pode fazer isso?
Deixe-me ver suas mãos… Anda!
Achei que tinha machucado
as mãos.
Pensei que não poderia
tocar amanhã.
Sasha, achei que tinha
machucado as mãos.
Que barulho é esse?
– O que aconteceu, Sasha?
– Ele andou brigando.
– Está tudo bem?
– E por que estaria?
Brigou na rua e amanhã
tem o exame de ingresso.
Brigou sim, e daí? Às vezes
os homens brigam, Stanka!
Agora vá pra cama, Sasha.
Estou casada com um louco.
Eu sou louco?
Sabe quem é louca? Você!
Ganhar, ganhar, ganhar!
O melhor canoista, o melhor pianista!
Todo mundo deveria ser campeão do mundo.
Você é a única louca nesta casa.
– Poderia se conformar com menos?
– Com menos?
O que acha que tenho feito
pra você por toda a vida?
Te dei o meu futuro.
A mim?
Você deu à Alemanha.
Eu tinha tudo na minha casa.
Onde? Na Iugoslávia?
Desconsiderando a guerra.
E eu era um grande jogador de
basquete até machucar o joelho.
O que podemos fazer?
A vida segue, senhora.
Estou muito nervoso.
– Prefiro treinar um pouco.
– Sim, eu entendo.
Prefiro ovos fervidos na água.
Vlado, por que tem que
comprar dois lavabos?
Está bêbado?
Só há um.
– Não, não…
– Onde está o café?
Na cozinha.
O que você fez?
– Onde está Sasha?
– Praticando.
– Já terminou?
– O que você quer?
– Que dedicado!
– O que você quer?
– Disseram que você brigou.
– É o que parece.
Foi na saída com Jiao?
Sim… Por que?
Aconteceu algo com ela?
Você é apaixonado por ela.
– Aconteceu algo com ela?
– Boki, ela é 3 anos mais velha que você.
– Acha que ela é fácil?
– Por que? As garotas me adoram.
– As mais velhas também.
– Então fica com ela.
– Depois do exame…
– Não posso.
– Retardado. Você está louco.
– Quem é retardado?
– Quer que papai ache que são namorados?
– Me deixa, tenho muitos problemas.
Não é certo.
Está enganando ele, idiota.
Sai do meu quarto.
Agora!
Será que você nunca vai crescer, seu vadio?
Sasha, suas calças!
Boki, deixa seu irmão em paz
e vá embora daqui.
Ele tem um exame hoje.
Não há ninguém lúcido nesta casa.
– Mamãe, ele entrou…
– Fique quieto!
Se não passar na prova de hoje,
não faço mais nada por você.
Não poderei mais ajudar.
Então seu pai decidirá
o que você deverá fazer.
Por favor, vá ao exame e prove
que é um grande músico.
Vem aqui.
Não. Tenho que ir ao conservatório.
Esquece o conservatório.
Venha falar com seu pai.
– Quer um gole?
– Não, vou para o exame.
Deixe-me ver seu lábio.
Está bom.
Por quê brigou?
Essas coisas acontecem.
Isso não te faz pior.
Você acabou com ele, né?
Lembre-se que deve se defender.
Há um montão de loucos por aí.
– Eu sei.
– Por quê acha que tenho isso?
Para os idiotas?
Pode não estar seguro.
– O motivo foi uma garota?
– Como?
Foi por esta sua garota chinesa?
Qual o nome dela mesmo…Jiao?
– Foi por ela?
– Foi.
– Tenho que ir.
– Sim, sim, pode ir.
Boa sorte.
Meu Sasha.
– Olá.
– Olá.
– Como foi?
– Sim, bem. Não sei.
– Sobre ontem…
– Pode…fale.
Desculpa. Não foi minha intenção.
– Como está seu lábio?
– Ei, Sasha! Olá, Jiao!
– Que coincidência!
– Coincidência?
– Tenho que entrar. Vai me esperar?
– Claro. Posso esperar.
Sabe como é o seu nome em sérvio-croata?
Quero dizer, de onde viemos
Montenegro, como se pronuncia?
– O que?
– O que significa seu nome em nosso idioma?
– Como é?
– Diabo.
Muito bem, obrigado.
É diabo, entendeu?
Veja o banheiro.
Pero, que merda é essa?
Está devagar, mas vai!
Não se preocupe, vou consertar.
Um buraco.
Assim vai levar seis meses.
E o que é isso?
Já tinha te perguntado se
queria dois lavabos.
– Isso é um bidê.
– Também é bom.
Eu me perguntava se levava
o normal ou o moderno.
Merda, levei o moderno.
– Sabe onde isso vai?
– Onde?
Um bidê, sabe para o que é?
Não tem idéia, né?
– É para lavar o cú!
– É mesmo?
Então está muito alto.
– Pobre da minha irmã. Onde se conheceram?
– Você sabe. Fizemos obras de caridade.
Você é e vai continuar sendo
um bósnio das montanhas.
No coração e na alma,
é tudo Bósnia, não é?
É o melhor lugar do mundp.
Em casa se esquece de tudo.
Na realidade não.
Vlado, posso te perguntar uma coisa?
Pra que você quer banheiro?
Como?
Quero dizer, pra que fazê-lo?
Você sempre diz que quer voltar pra casa.
– Pra que quer o banheiro?
Porque é turco.
É velho e precisa de uma reforma.
Esse é o motivo.
Está entendendo?
É por sua mulher, né?
Como assim?
Ela não volta para Montenegro com você.
É obvio que sim.
Ela usa mais do que você.
– Você é de Zagreb, não das montanhas.
– Fica quieto, Pero!
– Vlado, só quero…
– Quieto, Pero!
Vai dar uma volta, vai à catedral…
O próximo, por favor.
Sr. Petrovic.
Continua. Não tenha medo.
Comece com Beethoven, sonata para piano
N° 21 em dó maior “Waldstein “.
A primeira parte.
Por favor.
Não muito rápido, não muito rápido.
– Quase.
– Stanka, querida, sirva-me outra?
Ele vai, vai, vai conseguir!
Quer café?
Chega de falar “café”.
Seja feliz.
Deu branco?
Pode repetir e tocar.
Desculpa.
O que está fazendo aqui?
Pensei deveria ir trabalhar.
O que foi?
Sabe por quê eu queria que
você fosse à Viena?
Não faço idéia.
Não consigo aceitar que
não estamos mais juntos.
– Peter, isso já fazem 4 anos!
– Fico feliz que você vá.
Mas ainda te amo.
Caso contrário, não viria até aqui.
Assim mata 2 pássaros com um tiro.
Merda!
Não quero estudar piano!
O seguinte por favor.
Sr. Nechev.
Então… Liszt: Dante Sonata
Você deve começar com Presto.
Acalme-se.
Merda.
Cuidado, cara.
Gebhard.
Não. Eu larguei tudo.
Era tudo uma merda.
O que?
Sim, sim. Posso.
Vou passar.
Mamãe chamando.
– O que você tem hoje, Stanka?
– Ela está assim pelo exame de Sasha.
Quase.
– Ei, Sasha está?
– Não.
– Você não ía à escola?
– Sim, mas…
Ele continua no exame?
– Não tenho idéia.
– Não esperou por ele?
Ele saiu sorrendo.
Vem aqui.
Por quê abandonou o exame?
Está rápido demais, rápido demais.
O ritmo te deixa numa neblina.
Começar de novo.
O começo, o som de luz.
Não deveriam te pressionar tanto.
Olá, cowboy!
– Está legal!
– Está sim.
– Tio Pero.
– Jiao.
Agradável, muito agradável.
Veja, Boki.
Você era um menino muito
doce, como uma menina.
O que você tem?
Espera um momento…
Conheço esse cara.
– Quem é este?
– O professor de piano de Sasha.
Vi ele hoje.
Não sai da esquina.
– Boki, o que você sabe dele?
– O que?
Bom, é…
– Mas isso é normal aqui, certo, Boki?
– O que?
– Bom, eu vi…
– Vamos, fala!
Ele estava beijando outro homem, é isso.
Para com isso.
Deixa de bobagem.
Vlado, juro pela minha mãe.
Era este cara da foto.
Não diga besteira!
Meu Sasha.
É mesmo incrível que não
tenha me falado nada.
E você não tinha nem idéia?
O que?
No seu caso, acho…
Quantos anos tenho?
Não importa, Jiao.
Um momento.
Estou falando muito alto?
– Com quem está falando?
– Com um amigo.
Jiao, né?
– É só é uma ligaçãozinha.
– De duas horas? Acha que sou tolo?
Eu te amo.
– Acha que seu irmão está mentindo?
– Não.
Não? Quem mente então?
Você ou seu irmão? Quem mente?
– Não…
– O que? Vai gaguejar?
Você pode transar com uma puta.
Ignora ela!
Agora desliga.
– Merda, tenho que desligar.
– O que eu falei?
– Ligo pra você depois.
– Tudo bem
Que tipo de leite é este?
Leite de Soja.
– Leite de soja?
– Sim.
Não conhece?
– É como o molho de soja?
– Não, é leite.
Veja, que bom humor.
Como se faz o leite de soja?
Você quer estudar piano?
Não tenho nem idéia.
Talvez seja melhor dar um tempo,
para as coisas ficarem claras.
E como explico isso para mamãe?
– Liga pra ela semana que vem.
– Melhor hoje.
Tenho medo de voltar para casa.
Talvez você possa ir.
Não terminei o exame.
Está trancado.
É melhor você falar com ela.
Só espere um pouco.
Quer que eu vá até seus pais
depois do que rolou ontem a noite?
Eu falo que eu estava com Jiao.
– Sasha, onde você está?
– Estou com Gebhard.
O que? Incrível.
Jiao, pra todos os efeitos
fiquei com você esta noite.
Estava bêbado e fiquei contigo.
Certo. Não há problema.
– Sasha, sobre ontem…
– Está tudo bem.
É meu irmão.
Ele é mais jovem que você…
Mas diferença de idade importa?
Nós vamos embora. Quer vir junto?
Sasha, não posso ir contigo.
Não, não passei no exame.
Não, tenho que desligar.
Ela não passou.
– Não toque no meu cabelo!
– Eu só queria…
– O que você quer de mim?
– O que quero de você?
Quero estar com você.
Estou apaixonado por você.
Você mal me conhece.
Você não me ama.
– O que está acontecendo?
– Acha que pode chegar de repente…
e acha que vou ficar aqui
ou algo assim?
Não gostou de ontem à noite?
Sabe, Sasha…
Sou um pianista. E sou bom.
Finalmente tenho a oportunidade de
fazer algo nisso. Entendeu?
Estou cheio desta vida.
Quero fazer algo significativo…
e fazer bem.
Não quero ser…
insignificante.
Agora vou começar de novo. Em Viena.
Entendo.
Tenho que ir pra casa.
Vem comigo?
Sasha, não podemos ir juntos.
Então vá, se é o que quer, imbecil.
Então desaparece.
Vá para Viena, mas faça tudo
certo ou não terá sucesso.
Mas agora venha até minha casa
e fala com a minha mãe.
Já que você é o culpado.
Sasha abandonou o exame, Stanka.
Ele pode tentar no ano que vem.
Ele tinha professores. Não entendo.
Stanka, você precisa aceitar.
Sasha não passou no exame.
Se o teste fosse em outro
conservatório seria diferente.
Não é só teimosa, como estúpida.
Já disse que ele está fora!
– O que está falando?
– Ele reprovou e pronto!
– Nada disso. É muito cedo…
– Cala a boca!
Você nunca conseguiu nada,
nem mesmo para seus filhos.
Cala a boca, mulher!
Nem todo mundo é um perdedor como você.
Deixa ela, papai.
– Me deixa! O que você pretende?
– Salvar a gente.
Vão à merda todos vocês!
E agora?
Tome seu café,
senão esfria.
Você não está escutando.
Não podemos continuar assim.
Ficou um ano sem fazer nada.
Então pratique, pratique.
E sem desculpas covardes!
– Boki, preciso te falar algo rápido.
– O que está fazendo?
Diga a seus pais que Sasha esteve
comigo ontem à noite.
Mais tarde. Diga que ele estava comigo.
Certo.
– Desculpe interromper, papai.
– Como pôde me fazer isto?
Desculpa.
Sasha estava com Jiao.
Oi, papai.
Bom dia.
Weber Gebhard, sou o professor
de piano do seu filho.
Nunca nos conhecemos,
sempre falei com sua esposa.
Onde esteve ontem à noite, Sasha?
O que? Com Jiao.
Não passei no exame, papai.
Tive medo de voltar para casa
por causa de mamãe.
Vim com o Sr. Weber,
para que ele possa falar com ela.
– Com Jiao?
– Sim.
Com Jiao, né?
Por quê ela estave aqui
ontem te procurando?
– Ela esteve aqui?
– Com Boki, depois do exame.
Ela não me disse isso.
Eu estava com ela.
E não pensou em nos ligar?
Nem para Boki?
Papai, já era tarde,
e não queria acordar vocês.
Chega de mentiras!
Onde você esteve? Fala pra mim!
Para de mentir e diga onde estava.
Seu mentiroso asqueroso.
– Com Weber Gebhard.
– Que merda…
Sr. Petrovic…
Não é certo.
Não é certo.
Isso não é certo. Sasha!
Sr. Petrovic…
Imagino que esteja
decepcionado com seu filho.
Mas ele tem muito talento.
Precisa de tempo para estar
seguro do que quer.
Que vida de merda!
– O que foi isso?
– Vlado gritou com alguém.
Boki, calma!
Diga que ele estava com Jiao.
Diga que ele estava com Jiao.
Corre, Boki, corre.
O que está acontecendo?
Sr. Petrovic…
– Largue a arma, está assustando ele.
– Assim?
– Vlado…
– Quieto, Pero!
O que você fez, Vlado?
Onde está doendo?
– Pero, está louco?
– O que fiz de errado?
– Sasha, chama uma ambulância.
– Rápido, Sasha, rápido.
Alô! Precisamos de uma ambulância.
Petrovic. Rua Weidengasse, 61.
Meu irmão está ferido.
Foi um tiro no ombro.
Petrovic, não Petrovski.
Como você está?
O que você acha?
Mais um pouco e volta para casa.
O banheiro está pronto,
depois de meio ano.
Veja só.
– E esse cú?
– Esse cú voltou para a Bósnia.
Disse que quando ele vier a
Montenegro, vai te visitar.
Não está feliz?
Olha pra mim. Você me disse o
ano inteiro que quer ir pra casa.
Você fala como se eu devesse
estar feliz. Sou um deportado.
– De outra forma você nunca voltaria.
– Depois de vinte anos, Stanka.
Vlado, estou disposto a ir contigo.
Ainda podemos pensar nisso.
Acha que não tive tempo
suficiente para pensar?
Agora já sabe o que penso.
Quero que fique aqui com os meninos.
Como está Boki?
Disse que vai a Montenegro.
Talvez no começo de abril.
O que o médico disse?
Ele vai continuar na canoagem?
Pela décima vez, Vlado, não!
E Sasha?
Quer falar com ele?
Ei, Vlado!
É esse o seu filho gay?
É essa a mulher que matou
o próprio marido?
Tenho que trabalhar.
O Sr. Meyer gosta da pontualidade,
vocês sabem.
Meu Deus. Espera, Jiao!
Sasha, espera.
Sem um rio você não faz canoagem!
– Você rema como um covarde.
– Quer remar então?
Não, estou machucado.
Sim, tudo bem.
Você sabe que te amo.
Vou te ensinar canoagem.
Desligue e me ensine.
Ouviu isso, Jiao?
O motor é fraco.

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