“Agatha Christie’s Poirot” Hickory Dickory Dock 1995 Portuguese Português

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ADOLESCÊNCIA SEM INOCÊNCIA Não sei, Poirot… Inspector-chefe, garanto-lhe que é de excelente qualidade. – Tenho a certeza que sim, mas… – Faça favor. – Arranja-me um bom naco do cachaço? – Cachaço…? Não, não, Inspector-Chefe. Isso só existe em Isleworth. Não existe em mais lado nenhum. Permita-me que lhe sugira um filet mignon. Cozinhado na perfeição com um molho bernaise. – Está bem, pode ser. – Obrigado, senhor. Quanto tempo é que Mme. Japp vai ficar fora? Mais uma semana. Eu também devia estar de férias, Poirot. Então, a sua… como se diz? A sua licença foi cancelada? Sim, a licença foi cancelada, graças aos tipos de Jarrow. São 200 tipos numa marcha de protesto a Londres, e o Governo clama motim! Mesmo assim, Inspector-Chefe, pode voltar a desfrutar dos prazeres da vida de solteiro, n’est ce pas? – Não será grande desfrute… – Senhor? – São seis xelins. – Perdão? Seis xelins por um naco de carne? É o salário de três dias duma criada! Espere um pouco, Poirot. Pode dispensar seis xelins para os manifestantes de Jarrow? Agora já não! – A notícia sobre Sir Arthur Stanley? – Sim. Não é ele o paladino dos manifestantes? Isso mesmo. Conheci-o em tempos. Há cerca de dez anos. – É um admirador dele? – Não diria isso. É melhor ir andando. Tenho de ir limpar o pó. Ainda tem de pensar na sobremesa, Inspector-chefe. Deixe estar, Poirot. Acho que vou esquecer a sobremesa. – É americana? – Exactamente. Sally Finch. – Vem em férias? – Não, sou estudante. De Literatura Inglesa. Estive uma semana de férias em Amesterdão. Sim, sou eu. Leonard Bateson. Obrigado. Devia ter-te avisado, Sally. Eles não gostam de jovens, estudantes ou estrangeiros. – Viajam juntos? – Sim. Mostre-me a sua mochila. 68 por cento, Nigel. É a taxa de desemprego de Jarrow. Onde fica Jarrow? A questão é essa. Foi por isso que organizaram a marcha de protesto. – Bem-vindos, viajantes fatigados. – Como estava Amesterdão, Sally? Fantástica. A viagem de regresso é que foi um inferno. – Quase fui preso por contrabando. – De quê? Cem cigarros. Talvez seja por isso que a Polícia nos venha visitar. – A Polícia? – Não vêm aí, pois não? – Tens culpas no cartório, Celia? – O que querem daqui? Não sei. Foi a Ma Hubbard quem me disse. Estão a investigar algo. Talvez seja por causa dos assaltos. Já não era sem tempo. Não iam chamar a Polícia por causa disso, pois não? Não sei. Tenho de sair. Até logo. Deixaste a nossa amiga americana inquieta, Patricia. Talvez ela tenha Culpas no cartório. Vão mandar um agente por causa de um desgraçado alvejado no Soho. A polícia acha que foi um estrangeiro. Talvez um estudante. – É por isso que vêm cá? – Sim. Vão a todas as residências. Como se não tivéssemos problemas de sobra… – Os furtos continuam? – Sim. Um estetoscópio, um isqueiro, uma pulseira, um frasco de ácido bórico… A lista é interminável. Eu podia falar com o Sr. Poirot. Não, que ideia, Felicity. – Nós resolvemos o assunto. – Até que enfim! Boa tarde, Sra. Nicoletis. Conhece a minha irmã…? A sua irmã? Quero falar é consigo, Sra. Hubbard. Estas contas… – Já estava de saída. – Esse assunto não pode esperar? Não, deixe-se estar. Podemos falar amanhã, ou depois. Mas em breve, antes que abra falência! Era a Sra. Nicoletis, a dona da residência. Nicoletis… Não é um nome grego? – Sim. – Acho que isso explica tudo. Depressa! Depressa! Dá-mos! Vou-me embora. Agora. Boa noite, Sr. Agente. Pode entrar… Boa noite, Sr. Agente. Entre, por favor. Os estudantes estão à sua espera. Por aqui, por favor. São excelentes. Os melhores até agora. O que se passa, Christina? Tenho medo, Giorgios. Não aguento mais. Tens medo de quem? Da polícia? Não, não é da polícia. Estou a perder o controlo… Non, non, non… C’est pas possible! Miss Lemon! Miss Lemon, esta carta contém três erros ortográficos. – Sr. Poirot… – Isto nunca tinha acontecido. E agora aparecem três erros na mesma página. Não sei o que dizer, Sr. Poirot. – A senhora sente-se mal? – Não… Sim, de certa forma. Tenho andado muito preocupada com a minha irmã Florence. Um momento, por favor, Miss Lemon. – Tem uma irmã? – Sim. Vivia em Singapura, mas ficou viúva e agora é governanta duma residência. Uma residência de estudantes, em Hickory Road. – E é ela que tem um problema? – Sim. Têm desaparecido coisas. Coisas estranhas. E de uma forma bizarra. Ela tem andado preocupada e é isso que me preocupa também. Compreendo. O que acha de tomarmos chá com a sua irmã, hoje à tarde? Não se importa, Sr. Poirot? Um estetoscópio, um isqueiro, um frasco de ácido bórico, Lâmpadas eléctricas, um sapato de noite… – Só um sapato? – Sim. – Continue, Mme. Hubbard. – Um lenço de seda, uma mochila… – encontrámo-la retalhada na sala da caldeira, no pátio das traseiras – e uma das raparigas, a Patricia, perdeu o anel de diamantes, mas conseguimos recuperá-lo. – Como, madame? Foi muito estranho. Apareceu na sopa. – Não faz sentido, pois não? – Não. É muito invulgar, Miss Lemon. Merci. – Devo felicitá-la, Mme. Hubbard. – Perdão? Devo felicitá-la por ter um problema tão belo e singular. Consegue descrever-me esse sapato, Mme. Hubbard? – Claro, era muito peculiar. – Peculiar? O que pretende fazer, Sr. Poirot? Para começar, quero conhecer os estudantes do nº26, Hickory Road, mas de uma forma que não seja… Como direi? Que não levante suspeitas. PALESTRA COM HERCULE POIROT. QUINTA-FEIRA, 5 DE ABRIL. Sra. Hubbard, quem é este Hercule “Poeerit”? O Sr. Poirot é um detective privado famoso. Um detective privado? Aqui, na minha residência? Os estudantes vão gostar muito. Tem alguma objecção? Não. Porque haveria de ter objecções ao Sr. “Pwero”? – A Patricia vai, não vai? – Vou, sim. Não, não, não. Não percebes, Celia. Eu podia assassinar alguém, se quisesse, mas apenas se não tivesse motivo. Não posso perceber se não me explicas, Colin. Mas já te expliquei… Já sabem que vamos ter uma palestra com um detective famoso? Sim, Val. Falei agora com a Ma Hubbard. Parece que despertou o interesse do Colin. Só estou a dizer que os assassinos são apanhados porque têm um motivo. Se eliminarmos o motivo, tornam-se invisíveis. Mas que ideia pavorosa! Ainda há leite? Ou também foi roubado? Eu acabei com o resto. – Precisamos mesmo de um detective. – Que ideia, Patricia. Isto não me agrada nada. Nunca sei o que vai desaparecer. Talvez esse Sr. Poirot consiga solucionar o mistério. Miss Lemon. Merci. Chamo-me Celia Austin, Sr. Poirot, e estudo Química em part-time. Colin McNabb, Psicologia. Chamo-me Patricia Lane e estudo Ciências Políticas. Sou Sally Finch e recebi uma bolsa de estudo Fulbrite. Estudo Literatura Inglesa. Valerie Hobhouse. Estudo Moda. E também sou criadora. Leonard Bateson. Em breve, serei Dr. Leonard Bateson. Estudo Medicina. Chamo-me Nigel Chapman e estudo História Medieval e Arqueologia. Se acabaram as apresentações, vamos à sopa, Ma. Estou faminto. Vai falar-nos sobre a criminalidade, Sr. Poirot? Oui, a seguir ao jantar. É essa a minha intenção. O Colin acha que podia ser um bom detective. – Ou um bom criminoso. – E porque não? Se compreendessem a psicologia por trás dos crimes como eu, poderiam encobri-lo e nunca seriam apanhados. – Que ideia assustadora. – Deveras. Mas está errada. Porquê? Porque as celulazinhas cinzentas vêem tudo. São as pistas, os pequenos erros que escapam aos criminosos, que abrem as portas para a psicologia e para o crime. – Ainda acho que o Colin tem razão. – Desfrute o seu jantar, Sr. Poirot. Temos tempo para discursos mais tarde. Retsina, Sr. “Pierrot”. Veio da minha cidade natal. Como sempre, mais vale prevenir do que remediar, por isso tentamos prevenir os crimes antes de eles serem cometidos. Obrigado. – Alguém tem perguntas a fazer? – Eu tenho uma pergunta. O que eu gostaria de saber é o verdadeiro motivo para a sua vinda aqui esta noite. – Francamente, Len! – Deixe-se de coisas, Ma. Combinou o jantar à última da hora e logo com o Sr. Poirot. O senhor está aqui para nos investigar. – Houve aqui algum homicídio? – Não, é por causa dos roubos. É por isso que aqui está. Oui. É por isso que aqui estou, mademoiselle. Quem diria? Era o Sr. Poirot ou a polícia. Temos de fazer algo. Sim, mas o quê? Vai mudar-se para aqui para nos espiar? Não, não. Mas posso devolver um dos objectos desaparecidos. S’il vous plait, Miss Lemon. É o meu sapato! O meu sapato desaparecido! – Como fez isso? – Também tem o meu isqueiro? – E o meu estetoscópio? – Onde o encontrou, Sr. Poirot? Mlle. Patricia, foi você que perdeu um anel de diamantes? – Sim, mas já o encontrei. – Na minha sopa. E essa sopa foi servida como a que comemos hoje? Ao diabo com o anel! Conte-nos do sapato. Miss Lemon? Seguindo instruções do Sr. Poirot, levantei-o esta tarde na secção de Perdidos e Achados da Direcção de Transportes Públicos. – Como soube onde procurar? – Foi um simples processo de dedução. Um único sapato não pode ser usado ou vendido. A explicação mais simples… Foi tê-lo perdido no autocarro ou no comboio. Oui, c’est ça. Foi o meu palpite e estava certo. O sapato foi encontrado no autocarro nº42. Creio que ele passa aqui perto. – É o que vai para o hospital. – Isso restringe a lista de suspeitos. Eu estudo Medicina, apanho-o todos os dias. Não és o único, Len. Eu também o apanho. Trabalho à tarde numa farmácia. Qualquer um de nós o podia ter apanhado. Isso não prova nada. Partilho da sua opinião, M. Chapman. Qualquer um de vós pode ser o ladrão. O que nos aconselha a fazer? Há algo aqui, em Hickory Road, que não me agrada, que me causa algum receio. A mochila que foi retalhada. Foi uma má acção. Pedem-me um conselho. Pois é o seguinte: chamem imediatamente a polícia. Não há tempo a perder. Acabaram-se os diamantes, durante algum tempo. – Este homem, Poirot… – É perigoso. Não sabe nada sobre nós. Podemos continuar normalmente. Não, Giorgios. O negócio é meu, eu dito as regras. Então, diz-me quem trabalha para ti. Tens medo de quem? Não. É melhor não saberes. É melhor para ti. Sr. Poirot? Celia Austin e Colin McNabb, de Hickory Road, desejam vê-lo. Peça-lhes para entrarem, Miss Lemon. Sr. Poirot, precisava vê-lo. Depois do que disse ontem… Mlle. Celia, M. McNabb, assayez vous, s’il vous plait. Sr. Poirot, sou eu a ladra. Roubei aqueles objectos. Não, não és uma ladra, Celia. Não é o termo correcto. – Estou muito envergonhada… – Ela não consegue evitar. É um caso clínico, não é um caso de polícia. Mademoiselle acredita sofrer da doença designada por cleptomania? Sim, eu não queria roubar nada, mas não consegui evitar. – A Celia vai devolver tudo. – Excepto a pulseira e o isqueiro. Deitei-os na pia, mas vou comprar outros. E o estetoscópio, mademoiselle? Onde o guardou? Não roubei o estetoscópio, nunca levaria algo tão valioso. Mas roubou o anel de diamantes de Mlle. Patricia Lane. Sim, mas foi um engano. Quando percebi que era valioso, devolvi-o. A Celia contou-me tudo depois do senhor sair. Acho que foi muito corajosa. Mademoiselle, quais destes furtos não foram cometidos por si? Diga a verdade. A mochila do Len, não. Não a roubei, nem a rasguei. Não roubei as Lâmpadas, nem o ácido bórico. Espero que já esteja satisfeito, Sr. Poirot. Vou pedir desculpas por escrito á Sra. Hubbard e vou falar com todos. Não te preocupes. A partir de agora, vou cuidar de ti. Mademoiselle, o que fez… … foi bem feito. – Não se fala mais em polícia. No que lhe diz respeito, não. Obrigada, Sr. Poirot. Falar consigo fez-me sentir melhor. Mademoiselle, M. McNabb, au revoir. Vamos, Celia. Sabe, Sr. Poirot, acho que acabámos de ver uma cena de amor moderna. Hoje em dia, são as vidas desencaminhadas e os complexos que unem os jovens. A Florence vai gostar de saber que tudo isto acabou. Acabou, Miss Lemon? Não. Receio que ainda agora tenha começado. Foste ver o famoso M. Poirot. Sim, foi muito gentil comigo. Todos vocês foram gentis. Não mereço tanto. Esquece isso, Cee. O Colin explicou tudo. A culpa não foi tua. E não prejudicaste ninguém. E a minha mochila? Não foi nada barata. Não fui eu, Len. E também não roubei o teu estetoscópio. – Já te disse. – Então, quem foi? Não me cabe a mim dizer-vos, mas sei quem foi e já falei com a pessoa, que prometeu acusar-se. – Aqui tens, Celia. – Obrigada. – Mais alguém quer café? – Não, obrigado, Colin. Tenho trabalhos para fazer. Onde se meteram todos? Olá, Pat. De onde vens ás escondidas? Não vim ás escondidas. Fui ao cinema. Este é o programa nacional da BBC. Vamos às notícias. Os manifestantes de Jarrow chegaram a Bedford, ontem à noite. Forma bem recebido pelo “Mayor”, em representação dos cidadãos e, num serviço religioso especial, rezou-se pela sua causa. Os manifestantes são esperados em Londres daqui a três dias para um comício em Hyde Park. Entregarão ao Primeiro-ministro uma petição com 12000 assinaturas… Fala Japp. Certo, vou já a caminho. Também veio, Poirot? Vim assim que soube, Inspector-chefe. Tem passado mal, Inspector-chefe? O quê? Não, estou bem, obrigado. Vamos entrar. Quem chamou a polícia sem me consultar? A polícia aqui, na minha residência respeitável? – É uma afronta! – Por favor, Sra. Nicoletis… É um assunto para a polícia, Sra. Nicoletis. “Porrot”! A Culpa é toda sua! Veio à minha residência assustar os estudantes com as suas acusações e está a ver o resultado? Pronto, Sra. Nicoletis, eu levo-a lá para cima. O que veio aquele detective fazer aqui? Este papel não é usado em soporíferos? No entanto… – Morfina? – Deveras. Celia Austin era cleptomaníaca. Reconheceu-o e agora isto. – Sim… – Pode ter sido suicídio? Sem bilhete de suicídio? Não me parece, Inspector-Chefe. Mas quem a quereria matar? E porquê? Poirot? Está a ver isto, Inspector-Chefe? Há uma escada de incêndio. Que tem ligação com o quarto do lado. De quem é o quarto? Pertence à rapariga americana, Mlle. Sally Finch. Como se costuma dizer, Mlle. Celia tinha um quarto com vista. Não acredito que Mlle. Celia Austin fosse Cleptomaníaca. Então era o quê? Acho que os seus pequenos furtos eram feitos com um propósito. Qual? Digamos que Mlle. Celia nutria sentimentos, sentimentos fortes, por um homem apaixonado pela Psicologia. Mas este homem ignorava-a. Está a falar de… Como se chama ele? Colin McNabb. Vejamos o que tem para dizer. Está a dizer que a Celia fez tudo aquilo para atrair a minha atenção? Não era esperta o suficiente para ter uma ideia dessas. Mas o senhor sentiu-se atraído por ela, M. Colin. Era um caso fascinante. Foi suicídio? Não, Sr. McNabb. Tudo indica que foi envenenada. – Envenenada? – Com morfina. Morfina? – Não é possível. – Porquê? Quem haveria de a querer matar? À Celia, não. Fala de um homicídio sem motivo. Bem, não sei… M. Colin, esteve com Mlle. Celia na noite do crime? Lembra-se de algo que possa ter dito, tendo em conta o que aconteceu? Bem, lembro-me de uma coisa. Algo a ver com os furtos… Disse que sabia quem tinha roubado a mochila do Len. Suponho que não tenha nomeado a pessoa. Não, disse que falara com alguém… Por amor de Deus! Colin! Meu Deus, sempre é verdade! Acabei de saber. – Quem é o senhor? – Nigel Chapman. Moro aqui. – É estudante? – Sim. – Como é que isto aconteceu? – Dizem que foi envenenada. Com morfina. Envenenada? Parece que isto não correu como esperava, Sr. P. Faz ideia de quem pudesse querer matar Miss Austin? Não. Tem a certeza que não foi suicídio? M. Nigel, quem estava na residência, ontem à noite? Creio que estávamos todos. Excepto a Patricia. Creio que chegou mais tarde. Acham que entraram no quarto dela No quarto dela? Ontem à noite? Quer contar-nos alguma coisa, M. Nigel? Bem, sim… Não quero ser delator… Estamos a investigar um homicídio, Sr. Chapman. Vi o meu companheiro de quarto, Len Bateson, entrar no quarto da Cee. A que horas? Mais ou menos uma hora após o jantar. Eu acabara de tomar banho. Mas ouça, o Len nunca faria mal a ninguém. Tenho a certeza que há uma explicação simples. Posso estar enganado, Poirot. Mas penso que a referência à morfina deixou aqueles dois inquietos. Inspector-chefe, de onde pensa que veio a morfina? Não faço ideia. – Miss Lemon? – A rapariga, Celia Austin, ela não disse que trabalhava numa farmácia, no hospital? Exactement. Tem razão, não percebo. Falta um frasco de tartarato de morfina. – Quando pode ter sido levado? – É impossível dizer. Não é uma droga que usemos com muita frequência, pode ter sido roubada em qualquer altura nos últimos três meses, desde a última revisão de provisões. – A entrada na farmácia é restrita. Claro. Tínhamos a Celia, mais duas assistentes, e eu próprio, é claro. – E os médicos. Alguns médicos usam a farmácia como atalho. Mas conheço-os bem. A Celia Austin podia ter levado a morfina? Penso que sim, mas a Celia era uma rapariga íntegra. – Seria contrário à sua natureza. – E os amigos? Ela recebia visitas? Havia um tipo que a costumava visitar. Não era estranho, era um estudante de Medicina que trabalhava aqui. E como se chamava ele? Bateson. Leonard Bateson. M. Leonard, o senhor e Mlle. Celia mantinham relações de amizade? Sim, éramos amigos. E o senhor costumava visitá-la na farmácia? E roubei o veneno quando estive Lá? Por quem me toma, Sr. Poirot? – Porque foi ao quarto dela ontem? – Quem disse que fui? Aconselho-o a responder á minha pergunta com bons modos. Não me intimida, Inspector-Chefe. Sim, fui ao quarto dela. Fui procurar o meu estetoscópio. Mas Celia não roubou o seu estetoscópio. Isso foi o que ela disse. Mas custou-me uma fortuna e quis ter a certeza. – Revistou o quarto dela? – Dei uma olhada, mas não estava lá. M. Leonard, ainda não perguntou que veneno foi roubado. – Diga-me o senhor. – Tartarato de Morfina. Mas não fui eu… Vão para o inferno! Não roubei nada! Aí vem Ele! Afastem-se, por favor. Abram alas! – Já examinou Sir Arthur, Doutor? – Ainda não. – Quanto tempo vai ficar aqui? – Não faço ideia. Poderá encontrar-se com os manifestantes? Francamente, Sr. Poirot. Estes jovens não respeitam ninguém. É sintomático dos tempos modernos, Miss Lemon. Deus do Céu! A rapariga… É Mlle. Patricia Lane. Não é ela. O homem com quem está a falar… Eu conheço-o. – Sr. Poirot. – Mlle. Patricia… Miss Lane, o homem com quem estava a falar… É amigo de Sir Arthur Stanley. Já devem saber que Ele deu entrada no hospital. – Conhece Sir Arthur? – Não, mas estudo Ciências Políticas. Sir Arthur Stanley sempre foi o meu ídolo. Ele mudou a Política britânica. Porque pergunta? Por nada. Já deve saber da morte de Mlle. Celia Austin. Sim, vim agora de Hickory Road. A Sra. Hubbard contou-me. – É terrível. – Diga-me, mademoiselle, ficou na residência, ontem? Não, saí. Regressei tarde. Nesse caso, não viu nada que nos pudesse ajudar. Bem, vi uma coisa… Não sei se é importante, mas quando voltei, vi alguém a sair pela escada de incêndio. A escada de incêndio! Não quero causar problemas a ninguém… – Miss Lane… – Eu sei. Era a Sally. Sally Finch. Sempre pensei que havia algo estranho nela. E era ela. Tenho a certeza. Sabe onde a podemos encontrar? Viram-na a sair. Não sei quem Lhe disse isso, mas é um disparate. – Passei a noite no quarto. – O seu quarto não dá para a escada. E depois? Não fui a Lado nenhum. Mademoiselle… Mlle. Sally, mantém relações de amizade com os outros estudantes? Com alguns. Estive há pouco de férias com o Len Bateson. Passámos uma semana em Amesterdão. Isso foi antes do roubo da mochila? Foi roubada no dia em que regressámos. – No dia em que apareceu a polícia. – A polícia? Tinha havido um homicídio no Soho e estavam a revistar as residências. Se o suspeito fosse jovem e estrangeiro, isso é normal. Seja como for, é muito estranho que a mochila tenha sido roubada no dia da visita. E as Lâmpadas também foram roubadas nesse dia. Mlle. Sally, tanto quanto sei, conseguiu uma bolsa Fulbrite. É verdade. E vejo que está a estudar… … John Keats. – É a minha especialidade. Vejamos… “E como uma dama moribunda, esguia e esmaecida, “que caminha vacilante, coberta por um véu diáfano.” Vejo que conhece bem Keats. Mlle. Sally é muito interessante. – Mentiu sobre a escada de incêndio. – E não só. Afirma ser especialista em John Keats, contudo, os versos que citei… – Foram escritos por Shelley. Pobre Celia, não era muito inteligente, mas eu gostava dela. – Eram muito chegadas? Éramos amigas. Mas somos todos amigos em Hickory Road. Diga-me, Mlle. Valerie, o que faz neste atelier? Na Sabrina Fair? Estou a fazer um estágio de um ano que faz parte do meu curso, Criação de Moda. Nesse caso, auxilia nos… Como se diz? Desfiles de moda. Sim. E levam-me ao estrangeiro. Paris, Milão… – Divirto-me imenso. – Aposto que sim. E este vestido em particular? É uma criação sua? – Veja, Miss Lemon. – É lindo. – Foi você que o fez? – Sim. Mas que costura tão invulgar. Uma última pergunta, mademoiselle. – Sim, diga. – Teria algum significado para si se lhe dissesse que a causa de morte de Mlle. Celia Austin foi envenenamento com morfina? – Não. De todo. Au revoir. Bem, é melhor ir andando para casa. Não, não, Inspector-Chefe. Diga-me, Mme. Japp ainda não regressou? – Não. – Bem me pareceu. Também a mim. Tive uma bonne idée. O que me diria se o convidasse para jantar comigo? Tenho de confessar que calhava mesmo bem uma refeição caseira. Mas olhe que é um esticão até Isleworth, Sr. Poirot. O melhor é o Inspector-Chefe Japp ficar comigo até Mme. Japp regressar. – O quê? Ficar consigo? – Posso arrumar o quarto de hóspedes. É muito gentil da sua parte, Poirot. Aceita? Sim, com muito gosto. – Já se instalou, Inspector-Chefe? – Sim, obrigado, Poirot. – Pu-lo no quarto dos fundos. – Cheira muito bem. Merci. É o meu prato de assiette aux saveurs. Uma especialidade da minha mãe dos meus tempos de estudante. – S’il vous plait, Miss Lemon. – É muito amável, Sr. Poirot. Inspector-chefe. Que coisa é aquela na casa de banho, Poirot? – Comment? – Parece uma banheira para os pés. – O bidet? – Bidet? Tem um repuxo no meio. Para que é aquilo? Não tem importância. Quase levei com um esguicho no olho quando abri a torneira. É melhor não Lhe mexer, Inspector-Chefe. Está avariado. Vou buscar a comida. Mal posso esperar pelo jantar, Miss Lemon. Parece que bem precisa de comer, Inspector-chefe. Aquela coisa na casa de banho… É melhor não maçar Miss Lemon com os problemas de canalização. Et maintenant, mon assiette aux saveurs. Voilà! – Não lhes contaste? – claro que não. – Nem eu. – E nem eu. Tu estavas comigo. – Não vamos poder guardar segredo. – Porquê? Porque não. Temos de contar ao Sr. Poirot. Vocês estão aqui? Eu também. Ainda só bebi um copito. – Faz bem ao coração. – Boa noite, Sra. Nicoletis. Eu sei o que aconteceu… – Não está certo! – Sim, claro. Vou contar à polícia! Vou contar a verdade antes que… Acabaram-se as mortes! – Que conversa foi aquela? – Está bêbeda, como de costume. Colin… Está bem, eu tinha a morfina. Mas vocês viram o que fiz. Nesse caso, não tens nada a temer. – Eu não vou contar-lhes. – Então, um de nós devia fazê-lo. Custa-me a admitir, mas o Nigel tem razão. Temos de contar ao Poirot. Mas porquê? Para o caso de voltar a acontecer. És tu. Entra. Está tudo a correr mal. Porque estás a fazer estas coisas? Não foi isso que combinámos. Porque fazes estas coisas? A rapariga que mataste, a Celia… Vou contar tudo. Apunhalada no coração. E com uma precisão cirúrgica, Inspector-chefe. Aí está uma ideia. Leonard Bateson estuda Medicina, não é verdade? – Deveras. – O que se passa, Poirot? Primeiro, Celia Austin rouba objectos sem importância. Mas ela não roubou as Lâmpadas, ou a mochila. Não. E alguém a matou. E agora foi a Sra. Nicoletis, que é dona da residência e não tem nada a ver com isto! Há algo por trás das duas mortes em Hickory Road que nos escapa. Estamos a meio da noite, a residência está fechada e a Sra. Nicoletis abre a porta á pessoa que bateu. – Acha que foi um dos estudantes? – Só pode ter sido. Sim, mas qual deles? – Já sabe? – claro. Os outros já sabem? Não. A maioria já tinha saído antes de ela ser encontrada. Não posso continuar com isto. Não aguento mais. Não podemos parar agora, Sally. E logo agora… – Alguém vai descobrir e eu… – Não te preocupes. Ninguém sabe. E o tal detective Poirot? Não te preocupes com o Poirot. Eu trato dele. Espero bem que sim. Prometo. Fá-lo-ei. Nunca pensei que chegássemos a este ponto. Primeiro foi a Celia, e agora… – Parece que o mundo está do avesso! – Pronto, Florence. Verás que o Sr. Poirot vai resolver o assunto. O que nos pode dizer da sua patroa, Sra. Hubbard? Pouca coisa. Era uma pessoa muito reservada. Acho que… Talvez não devesse dizer isto, mas acho que ela bebia em segredo. A julgar pelas garrafas que achámos, não era Lá grande segredo! Disse-me que ela tinha outros negócios. Um ou dois clubes de estudantes e uma loja aqui em frente. – Que loja? – Uma loja de malas. É Lá que muitos estudantes compram as mochilas. Mochilas? Sim, claro, a mochila de M. Leonard Bateson! – A que foi retalhada. – Sim. No dia em que a polícia veio a Hickory Road. Inspector-chefe? Com licença. Chegaram dois estudantes que querem falar consigo. – Sinto-me um delator por estar aqui. – Todos concordámos. S’il vous plait, M. Leonard. Continue, M. Nigel. É o seguinte… Há seis semanas, estávamos a falar de crimes e homicídios… – Quem? – Desculpe. Todos nós. O Len, a Pat, a Celia, eu… toda a residência. O Colin achava que era possível matar alguém sem ser apanhado. – E agora aconteceu isto. – Sim, ele falou-me disso. – Durante o jantar, lembra-se? – Sim. Estávamos a brincar com Ele e alguém perguntou como o faria e o Colin respondeu veneno. – Veneno. Disse que era impossível arranjar um veneno mortal, mas ele discordou. – Foi então que fizemos a aposta. – Que aposta? O Colin disse que conseguia arranjar o veneno numa semana. Quer dizer que ele roubou veneno? Era tartarato de morfina. Arranjou-o numa semana. A princípio, não acreditámos, era apenas um pó branco. Mas eu examinei-o e confirmei que era. O que aconteceu ao veneno depois de a aposta ser ganha? O Colin guardou-o alguns dias, mas estávamos todos nervosos… – Ele despejou-o na retrete. – Viram-no a fazer isso? – Sim. – Foi à nossa frente. Deixem-me ver se percebi. Colin McNabb roubou tartarato de morfina só para ganhar uma aposta? Mas não é tão mau como parece. Não vejo como possa ser pior! Foi só para ganhar a aposta! Diga-me, M. Colin, de onde veio o veneno? Não é evidente? Da farmácia do hospital. – Foi Celia Austin quem lho deu? – Não, tirei-o eu. Foi fácil. Eu conhecia o hospital e sabia que havia muito movimento e que bastava esperar o momento certo. Bastou ter uma bata branca e um estetoscópio. Veja como é a psicologia humana. Quem me visse achava que era apenas mais um médico de passagem. Onde arranjou o estetoscópio? Se quer mesmo saber, roubei-o. Era do Len Bateson. Isso também não foi obra de Mlle. Celia Austin. – Não, tal como ela disse. – O que aconteceu ao estetoscópio? Deixei-o no hospital. Hei-de comprar-lhe um novo. Qual é o problema? Não fiz nada de errado. Cometeu um furto. No mínimo! Mas mandei fora o veneno. Perguntem ao Nigel, ou ao Len. – Ambos estavam presentes. – Mas guardou-o durante uma semana. E todos na residência sabiam que estava na sua posse. Sim, mas… Espere aí! Acha que alguém o tirou Oui. Pelo ácido bórico que é inofensivo. Foi outro dos artigos que foi roubado. – Eu mandei fora ácido bórico? – Quem tinha acesso ao seu quarto? Qualquer pessoa. Não tranco a porta. Só pretendia ganhar uma aposta, nunca quis prejudicar ninguém. – Vai voltar a Hickory Road? – Vou revistar aquela residência. – Talvez já o devesse ter feito. – E o que espera encontrar? O que resta do veneno. Bastou uma pequena dose para matar Celia Austin e aposto que o assassino ficou com o resto. A conversa com M. Colin McNabb veio explicar o desaparecimento do ácido bórico e do estetoscópio. Sim… Falta apenas saber da mochila de M. Leonard Bateson. Acha que isso é mais importante que o veneno que matou Celia Austin? Não, mas acho que foi o motivo por que ela foi morta. Hickory Road. Táxi! Hickory Road. Espere aqui por mim, por favor. – Bom dia, senhor. – Bonjour. Gostaria de comprar uma mochila. – Uma mochila, senhor? – Oui. – É para si? – Não, não, não. É para o meu sobrinho. Este é o nosso melhor modelo, a mochila Imperial. – É muito robusta, mas leve. – C’est vrai. E este é o modelo com mais saída? Não, senhor. O modelo com mais saída é este. É muito resistente e aguenta bem o uso. É metade do preço do modelo Imperial. É esta mesmo que eu quero. Vou pedir ao meu assistente para a embrulhar. Sr. Casterman! Não pode fazer isto! Se me tivessem falado do veneno, não seria preciso, Miss Hobhouse. Tenho direitos, Inspector-chefe! A Celia Austin e a Sra. Nicoletis também tinham. Devia pensar nelas. O que se passa aqui, Val? A polícia está a revistar a residência. – Mas não podem. – Já revistaram o meu quarto. E vão passar para o teu. – Inspector-chefe… – Sr. McNabb, queria mesmo vê-lo. Porquê? O veneno, o tartarato de morfina. Disse que o atirou fora. E é verdade. – Então, como explica isto? – O que é isso? Acho que sabe o que é, Sr. McNabb. Whitehaven Mansion, por favor. Bonjour, Inspector-chefe. – Dormiu bem? – Não dormi nada. Mas com M. McNabb na prisão, devia ter dormido com os anjos. O problema foi o aquecimento central. – Mas estava no máximo, mon ami. – Precisamente. – Já viu os cabeçalhos? – Sim, os manifestantes de Jarrow. Sir Arthur Stanley está doente e não se vai encontrar com eles. Disse-me que conhecia Sir Arthur Stanley. Foi num caso de polícia? Sir Arthur Stanley pode ser o herói do povo, o paladino dos desempregados, mas, há dez anos, matou a esposa. – Comment? – Isso mesmo. Foi uma morte muito parecida com a de Celia Austin. Vou contar-lhe como tudo se passou. Sir Arthur Stanley já era famoso, havia sido eleito deputado. A sua esposa foi encontrada morta com doses excessivas de soporíferos. Apesar de ser apenas inspector na altura, fui chamado a investigar. Tinham uma mansão em Richmond. Viviam lá na companhia do filho e de algumas criadas. Podia ter sido um acidente, foi o que todos pensaram. Mas havia algo em Sir Arthur que não batia certo. Quem estava aqui com a sua esposa, na noite passada, Sir Arthur? Já respondi a todas essas perguntas. Por favor, senhor. Estava apenas eu, a criada e o meu filho. Terei de falar com eles. A criada está cá, mas mandei o meu filho embora. Tem apenas 16 anos e ficou muito transtornado. Estamos todos transtornados. Quem deu o soporífero à sua esposa, Sir Arthur? Ninguém. Tomou-o sozinha. Foi ela que mediu a dose? Não, fui eu. Mas era a dose correcta. Tenho a certeza. E como explica o que aconteceu? É muito simples, ela… Tomou a primeira dose, mas fê-lo demasiado cedo. Depois esqueceu-se que o tinha feito e voltou a tomar outra. Foi um acidente. Nunca ouvi uma história tão mal contada. Era evidente que ele estava a esconder algo, mas não me deram oportunidade de descobrir o quê. Qual é a sua ideia, Japp? Trata-se de Sir Arthur Stanley! Só se investiga um homem como Ele se houver um bom motivo, e, tanto quanto sei, você não tem qualquer motivo! Sir Arthur Stanley tinha amigos influentes no Partido Trabalhista e também na Polícia. Fui retirado do caso. Foi um acidente e o caso devia ser encerrado. Mas sabia que tinha razão, por isso voltei à mansão. Não sei o que esperava encontrar, mas saiu-me a sorte grande. Estava a falar com o advogado, um homem chamado Endicott. Tive de o fazer. Não havia outra solução. Eu sei, Arthur. Mas vai conseguir viver com isso? Que Deus me valha. Não sei. Não sei… Prometa-me que nunca dirá nada a ninguém, Endicott. Vi com os meus próprios olhos. Estavam os dois conluiados. Foi esse M. Endicott que viu ontem, no hospital? Sim, nunca me hei-de esquecer daquela cara. O que acha que estava escrito na carta que trocaram? Não sei, alguma forma de se resguardar. Mas tão certo como eu estar aqui, Sir Arthur matou a esposa. Qual teria sido o motivo para Ele cometer esse homicídio? Dinheiro. Lady Stanley já era uma mulher rica e ele herdou tudo. O Endicott sabia disso. – E o senhor o que fez? – Não podia fazer nada. Não devia estar ali. Não podia provar nada daquilo. Estava afastado do caso. – Sabes que posso ser despedido? – Len, é importante para mim. Eu sei, tu e Sir Arthur Stanley. Até parece que são parentes. Li tudo o que ele escreveu. Toda a sua obra. Tenho de o ver, nem que seja só uma vez. Posso conceder-te cinco minutos. Mas nem mais um. Obrigada, Len. – ele vai morrer, não vai? – Está muito doente. – Quem é você? – Não tenha medo, senhor. Acho que sou sua admiradora, Sir Arthur. Só queria saber como está. O senhor fez tanto por este país através do Movimento Trabalhista. A sua oposição a Mussolini, o apoio aos manifestantes de Jarrow… O Baldwin não os quer receber… – Tem medo… – Eles não precisam do Baldwin. Precisam de si. O senhor é a voz deles. Não. Já não… O senhor vai melhorar. Precisam de si. Fui, outrora. Bons tempos… Mas isso ficou para trás. São apenas… Sr. Poirot? Sr. Poirot! Pardon, Miss Lemon. Boa tarde. Sente-se bem, Sr. Poirot? Sim, obrigado, Miss Lemon. Mas descobri que rasgar uma mochila… … requer muito esforço. – Et voilá! – O que é isso? – As costuras, Miss Lemon. – O senhor rasgou-as! E o que vê entre o pano e a bainha? Não vejo nada. Precisement. A questão é mesmo essa. Merci. Achei que podia fazer o jantar para si e para o Inspector-chefe. Merci beaucoup. O Inspector-Chefe é um homem cheio de apetite, n’est ce pas? – Foi o que eu pensei, Sr. Poirot. – Merci. – Às 19h30, como de costume? – Voltarei dentro de uma hora. – Sr. Poirot? – Oui. – Entre! – Comment? – Entre no carro! – O que está a fazer? O que se passa aqui? Entre, Sr. Poirot. Olá, Sr. Poirot. Sente-se. Chamo-me John Casterman. Peço desculpa pela forma como o trouxeram aqui. Atacando-me na via pública? O senhor ia destruir seis meses de investigações secretas, para além de colocar em risco a vida de uma das minhas agentes. Mlle. Sally. – Sim. – Não havia esse perigo. Já sabia que Mlle. Sally não era quem afirmava ser. Como? Devia ter aprofundado os seus conhecimentos de Keats. Keats? Diga-me, M. Casterman, a investigação envolve contrabando? – Sim, de diamantes. – De Amesterdão e Paris. Já sabemos quem são os compradores, mas não quem as contrabandeia. É essa a nossa prioridade. E foi por isso que se empregou na loja de mochilas, em Hickory Road. Sim, para vigiar os estudantes que pretendiam viajar. Achamos que os contrabandistas são os estudantes. O problema é que não sabemos quem são. Creio que é algo que nem eles próprios sabem. Não compreendo. Há algo de esquisito nas mochilas que chegam a Hickory Road. São muito baratas e, para além disso, eu próprio rasguei uma e sabe o que encontrei? – O quê? Um compartimento secreto escondido por dentro do forro, onde podem ser guardados diamantes, sem que o dono dê por isso! Os diamantes são contrabandeados sem que a pessoa saiba? C’est ça. O Leonard Bateson tinha uma mochila dessas. Foi roubada e retalhada. Creio que foi esse facto que conduziu As mortes de Celia Austin e da Sra. Nicoletis. Sr. Poirot, precisa de saber algo sobre a Sra. Nicoletis. Desconfia que era a líder do bando de contrabandistas? Não desconfiamos, sabemos. O seu primo, Giorgios Nicoletis, era o comprador da mercadoria. C’est parfait. Mme. Nicoletis é dona da loja de mochilas e também dos clubes e da residência, o que lhe dava acesso aos jovens. Mas porque foi morta? Porque conhecia a identidade do assassino de Mlle. Celia Austin. E o homicídio não estava nos seus planos. Ela entrou em pânico e ameaçou contar à Polícia. Mas qual deles é o assassino? O assassino… … foi a pessoa que foi obrigada a roubar as Lâmpadas. É típico dos Serviços Alfandegários. Fazem sempre tudo ás escondidas. M. Colin McNabb continua preso? Ele roubou o veneno e manteve-o na sua posse. E Lá tinha aquela ideia do homicídio sem motivo. Acredita que M. Colin McNabb assassinou Mlle. Celia Austin para fazer uma experiência? – Estes psicólogos… A maior parte também tem macaquinhos no sótão. À sua saúde, Inspector-Chefe. Por acaso não tem aí uma cervejinha, Poirot? Não, não, não. O licor de banana faz abrir o apetite. – Santé. – Saúde. – Está com fome, Inspector-Chefe? – Com uma fome de leão, Miss Lemon. Passei o dia a pensar numa refeição saudável. E foi isso que eu preparei. O que é isto? São filetes de solha cozidos em leite, com legumes. Mais saudável, impossível! – Solha, Miss Lemon? – Solha com limão! Mas quem será a estas horas? Não se importa, Miss Lemon? Assayez vous, Inspector-chefe. Foi muito simpático em me acolher, mas estava a pensar… O prazer é todo meu, Inspector-chefe. E insisto para que fique aqui até ao regresso de Mme. Japp. Certo… – Sr. Poirot, Inspector-chefe… – M. Nigel. Desculpem vir tão tarde, mas precisava de falar consigo. Não tem importância. Miss Lemon… Sente-se, por favor, M. Nigel. Sr. Poirot, prendeu o homem errado. Não fui eu que prendi M. Colin McNabb. – Porque diz isso, Sr. Chapman? – Não fui eu. Estive a falar com a Pat, Patricia Lane, e ela sabe quem colocou o veneno no quarto do Colin. – Diz que ele foi tramado? – Sim. E sabe por quem. – Por quem? – ela não me disse. – Diz que eu não acreditaria. – Porque não veio consigo? Está assustada. Muito assustada. Não queria que eu viesse, mas… – Miss Lemon? – Quem será agora? Disse à Pat que tinha de lhe contar tudo, pelo Colin. Mas ela não quis, por isso decidi vir eu. É a Patricia Lane. Para si. Talvez tenha mudado de ideias. – Estou, Pat? – Porque fizeste isso, Nigel? Eu disse-te que viria, Pat. Se sabes algo, tens de lhes contar. Podes estar a pôr em risco a tua vida. O Inspector-Chefe está aqui. Porque não falas com Ele, Pat? Está bem. Inspector-chefe? – Miss Lane? – Inspector-Chefe Japp? – Sim, fala Japp. – Eu sei quem matou a Celia. Vi essa pessoa com o veneno. – Quem era, Miss Lane? – Ia a passar pelo quarto do Colin… – É impossível, Inspector-Chefe… – Conte-me o que viu, Miss Lane. Miss Lane? Porque não foi comigo? Eu disse-lhe que, se sabia algo, não era seguro ficar aqui. A Culpa é minha. Devia tê-la convencido. Não vale a pena recriminar-se, Sr. Chapman. ela não contou ao Nigel Chapman, mas pode ter contado a outra pessoa. Inspector-chefe? – A arma do crime? – Sim. Um pisa-papéis dentro de uma meia. Simples, mas eficaz. Deveras. Regardez, mais faites attention, está manchada de sangue. – É o Sir Arthur Stanley! – Com a esposa e o filho. Mas o que faz esta foto aqui? Há mais qualquer coisa. Um cabelo preso na unha. Um cabelo ruivo. Leonard Bateson. Sim, estava cá, mas não ouvi nada. Quem mais estava na residência, Sr. Bateson? Não sei. A Ma Hubbard estava no andar de cima e a Valerie estava algures. Diga-me, M. Leonard, quando viu Mlle. Patricia pela última vez? Por estranho que pareça, foi hoje de manhã. ela foi ao hospital. Sabe porquê? Sim, queria ver Sir Arthur Stanley. – Stanley! – Conseguiu ajudá-la? Sim, deixei-a fazer uma visita de cinco minutos. Sempre foi uma admiradora dele… ela queria vê-lo, só isso. Inspector-chefe, não há dúvida que a fotografia veio de Sir Arthur Stanley. Espere um pouco, Poirot, está a dizer que isto tem algo a ver com Stanley? O senhor disse o mesmo. Há semelhanças entre as mortes de Lady Stanley e de Celia Austin. Não me diga. ele está na lista de suspeitos? Sir Arthur Stanley? Impossível. É claro, vocês não podiam saber. Sir Arthur Stanley… … faleceu esta tarde. Afinal é para isto que esta coisa serve! Bonjour, Inspector-chefe. Vous avez bien dormis? – Perdão. Dormiu bem? – Não preguei olho, Poirot. Mas consegui refrescar-me naquela sua engenhoca. No bidet? Posso sentar-me? Estou faminto! Está ansioso por saber a verdade, mas não se preocupe. As celulazinhas cinzentas também não dormiram e o caso está resolvido. – A sério? – Oui. Deve soltar M. Colin McNabb. É o único que não podia ter matado Patricia Lane, pois estava na prisão. E o Nigel Chapman? Esse estava connosco. Vai desculpar, Inspector-chefe… A sua gravata tem uma nódoa de gordura. É a única que eu tenho. – Empresto-lhe uma do Sr. Poirot. – Não, deixe estar. Tem ovos e bacon, Poirot? A esta hora da manhã, não. Não há tempo para ovos e bacon. Está na hora de apertar o cerco. Todos sabemos quem roubava os objectos do nº26 de Hickory Road e porquê. Mlle. Celia Austin confessou-me tudo na presença de M. Colin McNabb. Fez-se passar por cleptomaníaca, mas apenas para atrair a atenção de M. Colin McNabb. – Ainda acho que é um disparate. – Mas é verdade. A Cee era incapaz de ter uma ideia dessas sozinha. Não. E creio que essa ideia lhe foi sugerida. Sugerida? Por quem? Pela mesma pessoa que planeou a devolução do anel de diamantes que pertencia a Mlle. Patricia Lane. Mas o anel apareceu na sopa da Val. qualquer um o podia ter colocado Lá. Não, não, não. Vou contar-vos o que observei durante o jantar. Mme. Hubbard preparou e trouxe a sopa para a mesa. Percebi que para o anel ter sido encontrado na sopa de Mlle. Valerie, apenas duas pessoas o poderiam ter colocado lá. Mme. Hubbard, ou a própria Mlle. Valerie. E se fui eu? Deve ter recebido o anel das mãos de Mlle. Celia. – Tem razão. – O quê? A Celia andava atrás de ti como um fantasma, Colin, mas tu nem reparavas nela. Aconselhei-a a tornar-se um caso de estudo, algo que pudesses estudar e talvez ela tivesse mais sorte. – E resultou. – Oui. Mas a ideia não era roubar objectos de pouco valor? Sim, mas depois ela roubou o anel do quarto da Pat. Vi logo que era valioso e receei que chamassem a polícia. E Mlle. Celia deu-lhe o anel para o devolver a Mlle. Patricia. Exactamente. A ideia da sopa foi minha. Isto é tudo muito bonito, mas vai revelar quem matou a Cee? E a Sra. Nic? E a Pat? Tenha paciência, M. Chapman, je vous en prie. Quando me veio visitar, Mlle. Celia Austin confessou ter cometido apenas alguns dos furtos do nº26 de Hickory Road. S’il vous plait, Miss Lemon. Admitiu ter roubado o sapato, a pulseira, o lenço de seda, o isqueiro, o livro de culinária e o anel. Podemos também eliminar o estetoscópio, que foi tirado por M. Colin. O quê? Eu posso explicar, Len. Ia comprar-te um. Usou-o de forma engenhosa quando tirou o veneno da farmácia. Ficam a faltar apenas três. Oui. Os últimos três. Nesta altura, gostaria de vos apresentar M. Casterman, que tem andado a vigiar a residência nos últimos meses. A vigiar-nos? Porquê? Tenho andado a investigar uma rede de contrabando. E estou convencido que a Sra. Nicoletis estava envolvida. A Sra. Nic? – Só pode estar enganado. – Não creio. – É verdade, Ma. – Sally? Trabalho para o Sr. Casterman. – Sally? – Sinto muito. Viram Mlle. Sally sair da residência pela escada de incêndio. Era assim que ela fazia os relatórios a M. Casterman. – Era contrabando de quê? – Diamantes. A operação de contrabando envolvia o uso de mochilas, mochilas que continham um compartimento secreto que era desconhecido da pessoa que a usava. E foi esta mochila que desencadeou os acontecimentos que levaram à morte de Mlle. Celia. Naquele dia, um novo carregamento de diamantes chegara de Amesterdão na mochila que pertencia a M. Leonard Bateson. Talvez o agente da Polícia tenha vindo a Hickory Road investigar, usando o homicídio no Soho como desculpa para fazer uma visita. Os diamantes foram recuperados e a mochila descartada. Mas o contrabandista tinha um receio. Era fundamental não ser visto. Em vez disso… simplicidade. As lâmpadas foram retiradas de certos pontos da residência. Boa noite, Sr. Agente. E o nosso contrabandista passa despercebido pelo polícia. Mas apesar dos seus cuidados, o nosso criminoso fora visto. Mlle. Celia Austin tinha um quarto com vista para a sala da caldeira onde foi encontrada a mochila. Ela vira tudo. Presumo que ela tenha pensado que a pessoa que vira fora responsável pelos outros furtos. – Exactamente. Na noite em que morreu, ela disse-nos isso. Disse que tinha a certeza que a pessoa se acusaria. Como podem ver, mesdames et messieurs, Mlle. Celia Austin foi morta porque teve se ser silenciada. Para o assassino, a maneira mais fácil de garantir o seu silêncio foi aproveitar a morfina roubada do hospital por M. Colin McNabb. Foi muito fácil para o assassino entrar no quarto dela por uma dose fatal de morfina. A Culpa é toda minha. Nunca devia ter tirado… Mas deitaste-a fora. Todos nós vimos isso. O que deitaram fora foi o ácido bórico inofensivo. A morfina já tinha sido roubada a M. Colin McNabb por alguém que achava que precisaria dela um dia. Mas encontrou o veneno no quarto do Colin! Sim, mas isso foi após a morte de Mlle. Celia Austin. O veneno foi colocado de novo no seu quarto numa tentativa de o incriminar. Desculpe, Sr. Poirot, mas não aguento mais isto! Quem é o assassino? Estamos em presença de dois crimes, o contrabando e o homicídio. Vamos começar pelo contrabando. Quando comprei uma mochila na loja de Mme. Nicoletis, encontrei o compartimento secreto usado para esconder os diamantes. O que é isso? – As costuras, Miss Lemon. – O senhor rasgou-as! As costuras eram singulares. E foi Miss Lemon quem me chamou a atenção para elas. Mas que costura tão invulgar. Percebi imediatamente que a costura da mochila fora feita pela mesma mão. A sua mão, Mlle. Valerie. O seu trabalho no atelier permite-lhe viajar muito, n’est ce pas? Também demonstrou uma perícia em diamantes que me intrigou. Por exemplo, percebeu de imediato o valor do anel de diamantes de Mlle. Patricia. Não! Está enganado! – Porque não a deixa em paz? – Não matei ninguém. Não. Sozinha, não. Não acho que esteja na sua natureza. Mas não agiu sozinha, pois não? – ela tinha um cúmplice? – Sim, Inspector-chefe. Mme. Nicoletis era Líder do bando como M. Casterman desconfiava. Mas tinha mais do que um jovem envolvido no seu negócio. Quem era o outro? A terceira morte deu-nos uma pequena pista. O cabelo que ficou preso na unha da vítima. – Qual era a cor do cabelo? – Era ruivo. Acham que fui eu? Nunca cheguei perto dela. Não tem importância. Mlle. Patricia Lane foi atacada por trás, não Lhe seria fisicamente possível agarrar no cabelo do seu agressor. O que quer dizer com isso? Já Lhe disse uma vez, M. Colin, que são sempre os pequenos erros que escapam aos criminosos, que abrem as portas para a psicologia e para o crime, como neste caso. O cabelo que foi encontrado na mão da vítima foi ideia de um assassino muito inteligente e audacioso. Este assassino passou a vida a esconder um segredo que fará tudo para manter. Um segredo que o faz cometer actos ainda mais audaciosos e perigosos. Para Ele, não existem limites, nem mesmo o homicídio! Mas quem é Ele, Poirot? De quem está a falar? Estou a falar do jovem que está nesta fotografia, Inspector-chefe. Que fotografia? A fotografia que tirei ontem do corpo de Mlle. Lane. E que foi o motivo da sua morte. Mlle. Patricia Lane era uma grande admiradora de Sir Arthur Stanley. E foi quando o visitou no hospital que encontrou o álbum de família de onde retirou a fotografia. Porque terá retirado a fotografia? Para seu espanto, viu que o filho de Sir Arthur Stanley morava no nº26 de Hickory Road, com um nome falso. Que nome? Quem é Ele? Agora que já removi a mancha de sangue que ocultava a identidade do filho, é claro aos olhos de todos que é o senhor… … M. Chapman. Nega que o seu nome verdadeiro seja Nigel Stanley? Não é crime mudar de nome, Sr. Poirot. Não, M. Stanley, não foi esse o seu crime. Está enganado. Esquece-se que estava consigo quando a Pat foi morta? Não, quando foi a minha casa, Patricia Lane já estava morta. O senhor contou-nos uma história que era claramente forjada. Mencionou três vezes o nome de Patricia para nos convencer que era com ela que falava. – Estou, Pat? – Porque fizeste isso, Nigel? Eu disse-te que viria, Pat. O Inspector-Chefe está aqui. Porque não Falas com Ele, Pat? – Está bem. – Inspector-chefe? Mas não se tratava de Mlle. Patricia Lane. A pobre já estava morta, estendida no chão. Sim, fala Japp. Eu sei quem matou a Celia. Mas foi muito fácil imitar a sua voz. Vi essa pessoa com o veneno. Quem estava do outro lado da linha? Ia a passar pelo quarto do Colin… É impossível, Inspector-Chefe… Era a sua cúmplice… Mlle. Valerie Hobhouse. Eu não quis fazer aquilo! Nunca quis matar ninguém. Foi ideia dele! – Cala-te, idiota! – Não aguento mais, Nigel! Não vês que ele não tem provas? É só conversa! Quero contar-lhe tudo, Sr. Poirot. Quero fazer uma confissão… Um rato! Atrás dele! Não o deixem escapar! Espalhem-se, rapazes! Não o deixem voltar para trás! Não tens saída, rapaz! Estamos aqui reunidos, neste dia de grande tristeza, para sepultar um homem cuja morte trágica abreviou uma vida cheia de promessas para aqueles que acreditavam em si. Mas na sua demanda por justiça, sei que a memória de Sir Arthur vai perdurar. De pé, por favor. – M. Endicott. – Sr. Poirot. Reflectiu sobre o que lhe disse? Sim, e não tenho objecções em lhe dar isto, Inspector-chefe. – O que é isto? – É uma confissão, não é assim? Exactamente. A confissão daquele homem, Nigel Stanley, do homicídio da sua mãe, Lady Stanley, por envenenamento. Merci, monsieur. Matou a própria mãe! – Não fique tão chocada, Ma. – Mas porquê? Roubei-lhe dinheiro. Não uma, mas várias vezes. Ela ameaçou chamar a Polícia e quando me apanhou novamente… Tive de a impedir. – Ela queria denunciar-me. – O seu pai sabia que fora você! Obrigou-me a assinar uma confissão. Se alguma vez cometesse um crime, por mais trivial que fosse, a confissão seria entregue à polícia. Por isso era tão importante ocultar a sua identidade. Acho que é melhor ir prestar a sua última homenagem. Foi simpático da sua parte trazer-me até aqui, Inspector-Chefe, mas não tenho nenhuma homenagem a prestar. Foi muito amável em me convidar, Inspector-chefe. Depois de ficar em sua casa durante uma semana, Poirot, o mínimo que podia fazer era oferecer-lhe um almoço. Afastá-lo daquela… Agora, vai experimentar comida inglesa a sério. É hoje que volta Mme. Japp? Sim, por volta das três. Isto é que é comida a sério! Tem aqui puré de batata, ervilhas bem cozidinhas, vai adorar, e a piéce de résistance… … morcela. – Morcela? – Morcela. E temos spotted dick para mais tarde. Dick? É um pudim de passas assim chamado porque… – É uma tragédia, Inspector-Chefe. – Não há problema… Não posso comer esta comida maravilhosa. Porquê? Tenho uma alergia a morcelas. – Uma alergia? – Oui. Não sei como se diz em inglês, mas em francês é conhecida como… … la phobie de morcela. – Nunca ouvi falar. Lamento, Inspector-chefe, devia tê-lo prevenido. É uma verdadeira pena, mas pode provar o meu spotted dick. – Tem alguma phobie de dick? – Não. – Tem um pouco de queijo? – Vou dar uma vista de olhos.

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“Rules of Engagement” Fountain of Youth 2013 Greek

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Πότισες το φυτό στο σαλόνι χθες βράδυ, όπως σου ζήτησα; Με νερό, όχι. Με μπύρα, ναι. -Σταμάτα να χύνεις μπύρα στα φυτά μας. -Σταμάτα να αγοράζεις ελαφριά μπύρα. -Εγώ πίνω ελαφριά μπύρα. -Μην το περηφανεύεσαι, Σάλι. Κοίτα, αύριο θα βρεθείς με τους παλιούς σου φίλους. Έχεις παλιούς φίλους; Ποιος σε συμπαθούσε; Θα πάω στις “Συρακούσες”, το Σαββατοκύριακο. Θα βρεθώ με την παλιά μου παρέα. Θες κάποιον να τσεκάρει τη γυναίκα σου όσο θα λείπεις; Ένα ζευγάρι έξτρα χέρια; Όχι, θα πάω και εγώ. Θα βρεθώ με παλιές συμφοιτήτριες μου. Πρόσφατα πήρα μια ταινία με παρόμοια πλοκή. Σύμφωνα με την ταινία, οι φοιτήτριες έμπλεκαν σε περιπέτειες. Δεν θα ενθουσιαζόσουν αν ήξερες το μέγεθος των φιλενάδων της Όντρεϊ. Αυτό δεν είναι δίκαιο. Με εξαίρεση την Ντανιέλ. -Την πήρε η κάτω βόλτα. -Ούτε για την βόλτα ήταν παιχνιδάκι. Ξέρεις, έχω να δω πέντε χρόνια σχεδόν αυτά τα κωθώνια… …ανυπομονώ. Προσέξτε, “Συρακούσες”. Λευκοί με σώβρακα και αρχές φαλάκρας σας έρχονται. -Μιλώντας για φαλάκρα… -’σε την Ντανιέλ ήσυχη. Λοιπόν ακούστε. -Προετοιμαστείτε. -Για ποιο λόγο; ’σε, κατάλαβα. Παιδιά. Αυτός είναι ο Μάμπο. Μάμπο, αυτοί είναι οι φίλοι μου. Μοιάζεις σαν γκέι πειρατής. Λάθος. Οι πειρατές έχουν παπαγάλους. Εγώ έχω “Κοκορτού”. Κι ένα από ‘μένα, “Κοκορθρί”. Σε παρακαλώ, σε ικετεύω. Πήγαινε τον σπίτι. Γλυκιά μου, η φάση δεσίματος με το πουλί είναι σημαντική. Πρέπει να με γνωρίσει. Μπορώ να βοηθήσω. Μάμπο είναι ηλίθιος. Το πουλί ενημερώθηκε. Rules of Engagement Season 7 Επεισόδιο 5 Απόδοση-Συγχρονισμός X-RulesOfEngagement Team: Anael – Acro Αποκλειστική Διανομή: Έμαθα ότι υπάρχει διαμαρτυρία της ΠΕΤΑ κατά της γούνας σήμερα και θα πάμε. Υπάρχουν τόνοι από καυτά γκομενάκια με πληγωμένες καρδιές στο μπούστο τους. Γι’ αυτό θα βρω το πιο καυτό μωρό και μετά θα έρθεις εσύ… …την κατάλληλη στιγμή, φορώντας αυτό. -Όχι. -’σε με να τελειώσω. Μετά θα προσποιηθώ ότι νευριάζω και θα σου ρίξω μπουνιά στο πρόσωπο… …και μετά τα κορίτσια θα τσιμπήσουν και εγώ θα πάρω την γκομενάρα. -Δεν το νομίζω, κύριε. -Έλα τώρα. Υπόσχομαι να μην σε χτυπήσω στα γυαλιά αυτή την φορά. Την άλλη φορά αστόχησα. Για όνομα του Θεού, πότε θα μάθετε ότι υπάρχουν περισσότερα στην ζωή… …από το να κυνηγάτε τον ποδόγυρο, κύριε; Όχι, σύντομα ελπίζω. Έχετε δίκιο, οι προτεραιότητες σας είναι εξωφρενικές. “Είμαι ο Τίμι. Γνωρίζω μεγάλες λέξεις για τα φρένα”. Κύριε… …φαίνεται ότι… …απόψε θα πάω σ’ ένα μέρος γεμάτο με ελεύθερες που θέλουν παρέα. Μοίρασε την γνώση, κάνε το κονέ σε έναν παίκτη, αδερφέ. Εντάξει. Γιατί δεν έρχεστε μαζί μου. Είμαι μέσα. Και αν δεν μου κάτσει έχουμε πάντα το “σχέδιο Β”. “Για να σε δω”. “Ήρωά μου”. Επιδρομή στο μίνι μπαρ; Δεν το συνηθίζεις. Γεια σας, από το 314. Λείπει ένα μπουκάλι βότκα από το μίνι μπαρ… …και δεν θέλω να μας χρεώσετε γι’ αυτό. -Τώρα μάλιστα. -Απλά βρέχω το λαρύγγι μου. Δεν βλέπω αυτά τα ζώα κάθε μέρα. Όταν βρισκόμαστε, γίνεται της τρελής. Προτιμώ την παρέα τους περισσότερο από οποιουδήποτε άλλου. Κάτι που η κάθε σύζυγος λατρεύει να ακούει. Δεν περνάς καλά μαζί τους νηφάλιος; Δεν θα το μάθουμε ποτέ. Καλά να περάσεις, αλλά όταν γυρίσεις μην σκαρφαλώσεις πάνω μου γυμνός. Δεν άκουσα παράπονα την τελευταία φορά. Είναι λίγο δύσκολο να μιλήσεις όταν σε μπουκώνει τόση αρκουδότριχα. Θες να πεις ότι το υποχρεωτικό σεξ ξενοδοχείου πρέπει να γίνει… …τώρα. Όχι. Ετοιμάζομαι να συναντήσω τις… …άντε καλά. Αλλά να το κάνουμε στα γρήγορα. Ελήφθη. Τιμ, κάποιες από αυτές τις γκόμενες είναι κάπως μεγάλες. Τι είδους κλαμπ είναι αυτό; Είναι ένας οίκος ευγηρίας, κύριε. Έρχομαι εδώ μια φορά την εβδομάδα. Σου αρέσουν τα περίεργα. Τα διεστραμμένα. Δεν επιχειρώ να κάνω σεξ μαζί τους. Κατάλαβα, θες να τις κάνεις να έρθουν αυτές. Ναι. Δεν θα περίμενα και πολύ. Δεν υπάρχει μεγάλο προσδόκιμο ζωής εδώ. Έρχομαι εθελοντικά και περνάω χρόνο μαζί τους. -Και γιατί είμαι εγώ εδώ; -Για να σας αναθέσω μια πρόκληση. Θέλω ένα βράδυ να βοηθήσετε άλλους αντί να σκέφτεστε το σαρκίο σας. Εντάξει, αλλά τι θα γίνει με τις ανάγκες του σαρκίου μου; Κύριε, απλά προσπαθώ να σας βοηθήσω να γίνετε καλύτερος άνθρωπος. Οι προθέσεις μου είναι αγνές. Ξέρεις τι δεν είναι αγνό εδώ μέσα; Ο αέρας. Μυρίζει σαν γιγάντια πάνα. Τα κατάφερες. Τα κατάφερες. Καλό πουλί. Καλό πουλί. Τζεν; Τζεν, έλα εδώ. -Δεν μπορεί να περιμένει; -Όχι. Όχι, σε χρειάζομαι. Τι είναι; Κάθεσαι; Βλέπεις ότι είμαι όρθια. -Τι συμβαίνει; -Εντάξει. Ο Μάμπο, μόλις έφαγε ένα φιστίκι από το στόμα μου. Αυτό δεν μπορούσε να περιμένει; Όχι αγάπη μου, κοίτα. Ωραία, δες αυτό. Καλό αγόρι. Κάνε το ξανά. Ας το ξανακάνουμε. Ήξερα ότι έπρεπε να το βιντεοσκοπήσω. Γαμώτο, να εμπιστεύεσαι το ένστικτο σου, ’νταμ. Γιατί θες να το βιντεοσκοπήσεις αυτό; Ξέρεις αυτά τα χαριτωμένα βιντεάκια στο YouTube, με τα απίστευτα ζώα; Θέλω να κάνω ένα τέτοιο. Έχουν χιλιάδες επισκέψεις. Ποιο το νόημα αν κάποιοι στο ίντερνετ δουν το πουλί σου να κάνει κόλπα; Τίποτα δεν καταλαβαίνεις. Ζούμε στην χρυσή εποχή της εύκολης φήμης. Οι άνθρωποι γίνονται διάσημοι για τους πιο γελοίους λόγους. Ναι και είναι απελπιστικά αξιολύπητο. Κι εγώ θέλω να μου συμβεί. Να σας βοηθήσω; Ναι, ψάχνω κάποιους παλιούς καλούς μου φίλους. Θεέ μου, σχεδόν δεν σας γνώρισα χοντροί μπάσταρδοι. Δεν περίμενα ότι γίνεται, αλλά εσείς ασχημύνατε κι άλλο. Τζεφ, εδώ είμαστε. Συγγνώμη παιδιά. Καλή όρεξη. -Τι κάνεις; -Πώς είσαι; Τζίμερ. -Καλά, Ρούντι; -Πως πάει, φίλε; Συγγνώμη που άργησα, αλλά κανόνιζα την μαμά του Τζίμερ, πίσω στο σοκάκι. Είσαι πολύ τσιγκούνης για να την πληρώσεις. Η μαμά μου δεν είναι πόρνη. Το δίνει τσάμπα δηλαδή; Χαίρομαι που σας βλέπω παιδιά. Ας πιούμε στο να είναι αυτό, το τελευταίο που θα θυμόμαστε απόψε. Παιδιά, γίνεστε ρεζίλι. Αλλά δεν ήταν άσχημα ο Τζίμερ, πήρε σοκολάτα και ένα χτύπημα στο κεφάλι. -Κύριοι, είστε έτοιμοι; -Ας το κάνουμε εύκολο. Φέρε μας της καλύτερή σας αγελάδα και τέσσερα πιάτα. Για την ακρίβεια θέλω τον βραστό σολομό. Σολομός, βγαίνει και σε φούστα; -Μπίνγκο, είχε πάθει έμφραγμα. -Αυτό ήταν πριν έξι μήνες. Εγώ θέλω το φιλέ μινιόν. Φιλέ μινιόν. Αηδία. Η χοληστερίνη μου είναι λίγο υψηλή. Προσέχω τι τρώω. Έλεος. Εδώ σε στοίχημα έφαγες ένα κιλό γύψο. Ρούντι, πες μου ότι θα φας αληθινή μπριζόλα. Εγώ και η Μπαρμπ είμαστε χορτοφάγοι. Υπάρχει κάτι χωρίς κρέας; Ναι, το εσώρουχο σου. Γλυκιά Ρουθ, αυτός είναι ο κ. Ντάμπαρ. Κ. Ντάμπαρ η φίλη μου η Ρουθ. Φίλη; Εννοείς αδερφή. Δεν το πιστεύω ότι κοπλιμεντάρω με μια γριά καρακάξα. -Θα παίξουμε Τζιν. Ρουθ. -Ωραία. -Θες να μοιράσεις; -Φυσικά. Αργότερα την ίδια νύχτα… Μπορείτε να βρείτε έστω και ένα θετικό; Αμφιβάλω. Εδώ είμαστε. -Γεια, είμαι ο Ράσελ. -Γεια, είμαι η Κάρολαϊν. Από εδώ η φίλη μου, η Έσθερ. Φίλη; Θα εννοείς αδερφή. Της χρυσώνω το χάπι. Πρέπει να είναι εκατομμυρίων ετών. Είσαι από τους εθελοντές; Μάλλον έχασες το εισαγωγικό σεμινάριο. Ίσως θα έπρεπε να βγούμε για ποτό. Να σε κεράσω μερικά κοκτέιλς. -Δουλεύω. -Όχι τόσο σκληρά, όσο εγώ. Έλα, κάνε μου τη χάρη. Συγγνώμη, βοηθάω κάποιον. ’κουσε με. Σπρώξε την μπροστά στο ενυδρείο… …και πες της πως είναι στον Υδάτινο Κόσμο. -Αλήθεια; -Ναι, ξύπνησε μέσα στον εμετό. Για τι πράγμα μιλάς, Τζίμερ; Για αύριο το πρωί; Όχι. Ο γιος μου έχει πάθει μια ίωση. Συμφωνήσαμε να μην μιλάμε για δουλειά και οικογένεια. Δεν συμφωνήσαμε. Εσύ το είπες. Και επιμένω. Έφερα σφηνάκια να στανιάρουμε… …μέχρι να φέρει η σερβιτόρα τα σφηνάκια που παρήγγειλα. -Βασικά, εγώ θα πιω καφέ. -Κι εγώ. Αναρωτιέμαι αν έχουν τσάι με βότανα. Έχω τρελαθεί, ή μόλις “εκδηλωθήκατε” όλοι; Καλό, Μπίνγκο, αλλά έχω πρωινό εγερτήριο. Η Ίζι έχει ρεσιτάλ μπαλέτου. Εδώ είναι με τη φουστίτσα της. -Πανέμορφη! -Τι χαριτωμένη! Δώσε να δω. Το κλείνω. Συγκεντρωθείτε. Πρέπει να φύγουμε τώρα για να βρούμε τραπέζι στου Τσάρλι. -Λυπάμαι, δεν θα έρθω. -Ούτε εγώ. Είμαι πτώμα. Απίστευτο! Ντέιβ, οι κοπελιές θα πάνε σπίτι να χτενιστούν. Μάλλον μείναμε οι δυο μας. Δεν ξέρω, Μπίνγκαμ. Ο γιατρός είπε να μην ζορίζομαι. Σε ξέρω 25 χρόνια. Θ’ ακούσεις εκείνον ή εμένα; -Θα έρθω για ένα ποτό. -Αυτός είσαι! Εντάξει. Εγώ κι ο τρελάρας πάμε να συνεχίσουμε τον θρύλο. Φύγαμε, Μπίνγκο. Γεια σου, γλυκιά μου. -Έγινε. Λυπάμαι, πρέπει να φύγω. -Όχι! -Μήπως δεν τα θέλετε πλέον; -Όχι, τα θέλω. Το πουλί τρώει τα φιστίκια με φοβερό στυλ. Έτοιμος; Όχι ακόμη. Έλα να γίνουμε διάσημοι. Έτοιμος; Έλα. Έλα, φιλαράκι. Συγκεντρώσου στο παιχνίδι. Υπέροχα. Το πουλί τρώει τα φιστίκια… …με τον πιο ηλίθιο και βαρετό τρόπο που έγινε ποτέ. Επισκεψιμότητα μηδέν. Κύριε, τι στο καλό κάνετε; Ρίχνω τρίποντα σαν τον Γκάλη. Θα είμαι πιασμένος αύριο. Το νιώθω. Σας προκάλεσα να βοηθήσετε. Προφανώς είστε ανίκανος. Δεν μετράει καθόλου που την τάισα; -Μπορώ να βοηθήσω αν θέλω. -Αποδείξτε το. Αυτή είναι η Στέλλα. Κάνει καθημερινά τον γύρο του κτιρίου. -Συνοδέψτε την. -Πανεύκολο. Στέλλα, πάμε έλα. Στέλλα, περίμενε. Πιάσαμε φωτιά; Να πάρω μια τζούρα; Ευχαριστώ. -Γεια. -Γεια σου. Τι κάνεις εδώ; Γιατί δεν είσαι έξω να ξερνοβολάς με τους φίλους σου; Πού τέτοια τύχη. Τι έγινε; Έχουν γίνει φλώροι. Είναι τραγικό. Παλιά ήταν διεστραμμένοι και κρασοκανάτες. Απόψε έλεγαν μόνο για τα παιδιά τους και την χοληστερίνη. -Πώς ήταν με τα κορίτσια; -Λίγο πολύ το ίδιο. Ανυπομονούσα, αλλά… …μιλούσαν μόνο για καροτσάκια, παιδικούς σταθμούς και “Καπιλαρίν”. -Για ποιας τον άντρα; -Για την Ντανιέλ. -Τα πράγματα χειροτερεύουν. -Έτσι θα γίνουμε κι εμείς; Δεν είμαστε τόσο χάλια. Έτσι νόμιζα και για τα φιλαράκια μου αλλά ο Ρούντι πήρε σαλάτα με σάλτσα. Τον βάρεσα στα αμελέτητα… …και νευρίασε. Δεν έκανε πρόσφατα εγχείρηση στην κήλη; Όχι, θα κάνει την ερχόμενη βδομάδα. Τέλος πάντων. -Μάλλον τελειώσαμε κι εμείς. -Δεν είναι απαραίτητο. Πώς το σκέφτεσαι; Σε λίγο θα γίνουμε γονείς. Ναι, αλλά δεν είναι απαραίτητο να γίνουμε φλώροι. Ας διασκεδάσουμε. Σ’ ευχαριστώ, αλλά νιώθω πρησμένος. Ίσως αν έρθεις εσύ από πάνω. -Όχι, εννοώ, ας βγούμε. -Σοβαρά; -Ήθελες να πας στου Τσάρλι. Πάμε. -Εντάξει, πάμε. Αναρωτιέμαι αν το σπασουάρ μου κρέμεται ακόμη από τον τάρανδο. Αν δεν είναι, κερνάω μπύρα σ’ αυτόν που το κατέβασε. Κύριε Ντάμπαρ. Μόλις είδα τη Στέλλα. Μου είπε ότι της άρεσε η βόλτα που κάνατε. -Ελπίζω να νιώσατε καλά… -Ναι, Τίμι. Το να βοηθάς ανθρώπους σε κάνει να νιώθεις καλά. Όπως λέω συχνά, η καρδιά μου είναι το δεύτερο σε μέγεθος όργανό μου. Ελεεινό. Γεια σου, Κάρολαϊν. Σίγουρα άκουσες τον Τίμι να επαινεί την ανιδιοτέλεια μου… …που πλημμυρίζει μέχρι την κρεβατοκάμαρα. Ναι. Κάποιοι διαμαρτυρήθηκαν για τη μυρωδιά της κολόνιας σου. Τη μυρωδιά της κολόνιας μου; Πλάκα μου κάνεις; Η ανάσα της Στέλλας είναι σαν γροθιά στα μούτρα. Είστε σε θέση να κάνετε καλό, αλλά δεν μπορείτε. -Καλά, καλά… -Σκέφτεστε μόνο το σεξ. -Κόλα πέντε. -Όχι. Κύριε, πρέπει να γνωρίσετε κάποιον. Αυτός είναι ο Χέρμαν. Δεν παντρεύτηκε ποτέ. -Δεν έκανε ποτέ ουσιαστικές σχέσεις. -Ναι. Πλέον κάθεται μόνος του σ’ αυτή τη γωνία. -Μπλιαχ. -Όντως μπλιαχ, κύριε. Έτσι θα γίνετε κι εσείς αν δεν αλλάξετε κάποια πράγματα. Εντάξει. Γεια σου, Χερμ. Είμαι ο Ράσελ. Ο Τίμμι μου λέει ότι είσαι μόνος. -Ναι, σε μεγάλο βαθμό. -Σε μεγάλο βαθμό. Βασικά, τυχαίνει να είμαι ο μόνος άντρας εδώ μέσα. Πράγματι. Έτσι έχω όλες τις γυναίκες δικές μου. Ακριβώς. Τι έκανε λέει; Έχω πάρει αυτήν. Εκείνη την πήρα την περασμένη βδομάδα. Σοβαρά; Την γλυκιά Ρουθ; Είναι γλυκιά αλλά πρόστυχη. Βασικά, δεν χρειάζομαι το αναπηρικό αμαξίδιο. Κάθομαι εδώ επειδή είμαι εξαντλημένος. Εξολοθρευτή! Τα σπας. Γουστάρω! -Χέρμαν, ώρα για μπάνιο. -Μπάνιο, ωραία. Θα με τρίψεις εσύ πρώτη; Δεν έχω γνωρίσει πιο ωραίο τύπο. Ευχαριστώ για το μάθημα, Τίμμι. Ρουθ, δεν ήξερα ότι είσαι τόσο παθιάρα. Μοίρασε. Εδώ είμαστε. Θα το κάνει. -’σε με! -Είσαι καλά; -Ναι, βοήθησέ με. -Εντάξει. Όντρεϊ, Όντρεϊ, Όντρεϊ, Όντρεϊ. Εντυπωσιάστηκα. Πού έμαθες τόσα τραγούδια του Τζέι-Ζ; Δεν έχω πιο πολλή πλάκα από τους φίλους σου; Έχεις. Πέρασα υπέροχα απόψε και σε πιστεύω. Το παιδί δεν θα μας κάνει βαρετούς. Μου άξιζε. Πρώτη φορά την τρώω εγώ στα μούτρα. -Πάμε στο δωμάτιό μας; -Στο ξενοδοχείο; Τι έγινε; Πρέπει να αλλάξεις πάνες; -Έλα. Μη γίνεσαι κοτούλα. Δεν φεύγουμε ακόμη. Όντρεϊ, καλά περνάμε, αλλά… Έλα. Τι θα έκανες τώρα με τα φιλαράκια σου; Θα τους έλεγα για την αλκοολική γυναίκα μου. Αυτό το παιδί! Έλα, Μπίνγκαμ. Τι κάνουμε τώρα; Συνήθως βγάζαμε τις μπλούζες και πέφταμε στο σιντριβάνι… …αλλά δεν είναι απαραίτητο… Ο τελευταίος είναι κορόιδο. Θα γίνει εκπληκτική μητέρα. Όχι! Σταμάτα! Κλείσε την κάμερα! Σταμάτα! Συγχαρητήρια. Είσαι αστέρι. “Ο Βλάκας με το Πουλί”. 60.000 επισκέψεις. ’ξιζε τον πόνο. Μιλώντας για πόνο. Πώς είσαι απ’ τα ποτά; Πρέπει να πάω σπίτι να πάρω έναν υπνάκο. Πρέπει να κουράστηκε απ’ τους δυο προηγούμενους. Τι ακριβώς κάνατε; Ήθελε να αποδείξει ότι δεν θα γίνουμε βαρετοί… …επειδή θα κάνουμε παιδί, οπότε ήπιε και χόρεψε γυμνόστηθη. Γυμνόστηθη; Τζεν, μπορώ; “Γυμνόστηθη, Συρακούσες, σιντριβάνι”. -Καλή τύχη, αλλά δεν θα… -Το βρήκα. -Τι περιμένεις; -100.000 επισκέψεις; Χαζομάρες. 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“Transformers Prime” One Shall Fall 2011 Portuguese-BR Português

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Descarregar da legenda “Transformers Prime” One Shall Fall 2011 Portuguese-BR Português

Anteriormente em Transformers Prime… Tempestades estranhas jamais vistas na região. Tsunamis ameaçando a costa do Canadá. Enquanto tempestades elétricas assolam o Deserto de Gobi. Temo que o núcleo da Terra não é feito de magma… – mas de energon negro. – Pela Allspark. – Um batimento cibertroniano? – Diz que algo vive lá embaixo? – Dentro de nosso Planeta? – Unicron, um mal antigo. Cujo sangue fossilizado constitui a matéria… que chamamos de energon negro. Tolo arrogante! Não preciso de sua assistência. Detecto grande atividade da centelha de Unicron. Agora me conheça como seu destruidor! Optimus, descobriu algum sinal do aparecimento de Unicron? Unicron é poder encarnado. E você, o último dos Primes deverá morrer. Entendo isso como sim. Estamos a caminho! Negativo, Unicron não pode ser detido por força bruta. Ele quer a mim, Ratchet. Essa luta deve ser só minha. TRADUÇÃO DO AUDIO: REVISÃO FINAL E SYNC: Recync Web-Dl: Jackesdony Ratchet não ouviu minha ordem? Voltem para a base! Reforços não vão evitar sua destruição… discípulo de Primus. Optimus, você é o alvo de Unicron. Talvez você devesse pensar em voltar a base. Essas manifestações de Unicron… podem me localizar em qualquer lugar na Terra. Mesmo a proteção de nossa base… só me esconderia por pouco tempo. Eu não colocarei outros em risco. Então recue e nos deixe liderar, só desta vez. Por favor, ouça a razão. Se você não sobreviver, Optimus… temo que esse Planeta também não vá. Muito bem. Vamos! Não, ele não é o próprio Unicron. Mas outra de suas manifestações. Se não podemos derrotar Unicron ou fugir dele… o que devemos fazer? Tudo o que podemos fazer. Neutralizar seus receptáculos ao aparecerem. Até encontrarmos um jeito de destruí-lo. Sem destruir o Planeta em que caminhamos. Tolo! Eu sou o passado desse mundo e seu futuro. – E a partir desse momento… – Não! Todos os Primes são só o passado. Não fui eu. – Eu também não. – Ratchet! O quê foi? O quê houve? Eu aconteci! – Megatron! – O rei Con está lá também? Ele se aliou com Unicron. Não tenha tanta certeza. Megatron acabou de salvar o traseiro de Optimus. É meio irônico, considerando nosso último encontro. Se me lembro bem… você queria desesperadamente extinguir minha centelha. Aquela opção continua viável. Eu não esperaria menos. No entanto, eu tenho uma proposta. Junte-se a mim na destruição de nosso inimigo em comum. Unicron, o que traz o caos. Absurdo! Unicron é o mal encarnado. Se Megatron escolhesse um lado, por que seria o nosso? Porque o orgulho de Megatron não permitiria que ninguém… além de si mesmo governasse esse Planeta. Você me conhece bem, Optimus. Você lidera um exército de Cons, por que vir a nós? Porque essa situação necessita de algo… além do que está sob meu comando. O poder de um Prime. Então acho que não precisamos de você. Pelo contrário. Optimus pode ser o único que poderá derrotar Unicron. Mas eu continua a ser o único que pode guiá-lo até ele. O sangue de Unicron corre em mim. Só eu ouço seus pensamentos, antecipo seus movimentos. Optimus, nossas alianças passadas… Autobot, Decepticon, isso não importa mais. Não enquanto Unicron vive. O passado sempre importa! Uma trégua entre Autobot e Decepticon. Quanto tempo espera que acreditemos que isso vai durar? Só enquanto isso for mutuamente benéfico. E quando nossa missão estiver completa? Eu conquistarei essa Terra, do meu jeito. Honestidade de um Decepticon? Se aliar com o mal menor ainda é se aliar com o mal. Acha que testemunharam o poder total de Unicron? Aqueles soldados nada mais foram que uma prova. Unicron ainda tem que acordar totalmente. A cada momento, aquele que traz o caos evolui. Modificando a Terra de dentro para fora. O que vimos até agora foi um prelúdio da devastação… que sua ascensão trará a seu mundo. Como sua busca por poder destruiu Cybertron? Não se engane, dessa vez haverá um Planeta para eu governar. Mesmo que a gente concorde… Unicron está lá no centro da Terra. Como poderemos chegar lá? – Dirigindo? – Só existe um modo. Absolutamente não! Uma Ponte Terrestre no espaço… ou num trem em movimento já é difícil. Mas planejar um salto cego dentro de um ser vivo? Além do mais, exposição direta… a tanto energon negro vai debilitá-lo. Você não tem uma imunidade como a de Megatron. Mais um forte argumento para pedir minha orientação. Pode dar as coordenadas exatas de Unicron? Se nos transportar para o núcleo desse Planeta. Posso levá-lo diretamente a centelha de Unicron. O coração de suas trevas. Optimus, mesmo que a gente sobreviva ao salto. Como poderemos deter Unicron? Com a Matriz de Liderança. O quê é isso? Um reservatório de pura energia. A sabedoria coletiva dos Primes. Temos tempo para uma busca? Digo, onde Optimus deve achar essa Matriz? Optimus não precisa achá-la. Ele a carrega dentro dele. Foi o poder combinado dos Primes… que derrotou Unicron há tanto tempo atrás. Razão pela qual ele busca destruí-lo. Foi dito que liberando o poder da Matriz… diretamente na centelha de Unicron… o levaria de volta a estase. Espere, se tudo der certo… Unicron vai ficar lá embaixo? Sim, não podemos tirá-lo de lá? Ele não está no núcleo da Terra, Jack. Ele é o núcleo da Terra. Rafael tem razão. Mexer com seu núcleo pode alterar os pólos magnéticos. Iniciando os cataclismas que queremos evitar. Tragicamente, Unicron é a semente de seu Planeta. Sempre foi e sempre deverá ser. Temos outro! Ratchet, prepare a Ponte Terrestre. Espere, estamos abrindo uma rota direta para nossa base… com Megatron bem ali? Sério? Ele arriscará a própria centelha para nos ajudar? Dificilmente é minha natureza. Considerem minha oferta, eu o manterei ocupado. Nenhum contato ainda de Lorde Megatron? Parece que nosso líder nos abandonou. Enquanto esse mundo explode em caos. Acredito que devemos considerar a possibilidade de um futuro… sem Megatron. Sei que tempos desesperados pedem medidas desesperadas… mas trazer Megatron aqui? Como pode pensar em deixar esse monstro… perto dessas crianças depois do que ele fez a Raf? Ele será monitorado de perto. E só poderá ficar tempo suficiente… para nos mandar em nossa jornada. Nem um momento a mais. O que impedira o Con de chamar um ataque aéreo… se ele sabe onde mora? Trazer Megatron aqui de Ponte Terrestre… ele não poderá captar nossas coordenadas. Optimus… o que ocorrerá a você quando a energia da Matriz for liberada? O poder da Matriz não foi utilizado antes dessa forma. Mas, você tem uma idéia, não é? Autobots, se a humanidade deve ser salva… não tenho escolha a não ser prosseguir. Mas vocês tem. Não sei sobre a humanidade. Mas eu quero fazer isso. Pela Miko. Pelo Jack. Megatron, estamos mandando transporte. Sempre posso esperar que ouça a razão, Optimus. Não é justo! Eu nunca o vi! Por que temos que nos esconder? Porque eu mandei. Então, é aqui que a mágica acontece. Exótico. – Raf! – Rafael, não! Ora, seu… Está bem melhor que da última vez que nos vimos, pequenino. Humanos, resistentes. Vamos, Raf, ele não vale a pena. E você! Eu nunca esqueço um rosto… mesmo o de um humano. Se trair alguém, o meu é o rosto que não esquecerá! Nunca! Ratchet, pegue as coordenadas com nosso convidado. Jack. Pode guardar algo para mim? Claro. – O quê é isso? – É a chave… para o fornecimento de energia da Ponte Terrestre. Certo, mas não era para o Ratchet ficar com isso? Talvez. Mas me impressionei com quanto amadureceu… desde que nos conhecemos. Sendo assim, sinto que ganhou a responsabilidade… de guardar esse dispositivo importante. Até eu voltar. Eu não vou decepcioná-lo. Travada a pronta. – Você primeiro.

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