Bonnie and Clyde 1967 Portuguese-BR Português

Posted by on May 4, 2012

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BONNIE E CLYDE
BONNIE PARKER,
nasceu em Rowena, Texas, em 1910,
tendo-se mudado depois para West Dallas.
Em 1931, trabalhou num café, antes
de iniciar a sua carreira no crime.
CLYDE BARROW,
nasceu numa família de rendeiros.
Em rapaz, começou por praticar
pequenos roubos.
Cumpriu dois anos por assalto e
foi libertado por em 1931.
Hei, rapaz!
Que fazes com o carro da minha mäe?
Espera aí!
Näo tens vergonha?
A roubar o carro de uma senhora de idade?
Näo sei do que estäs a falar.
Estava a pensar em comprar um.
Bolas!
Näo tens dinheiro para jantar,
quanto mais para um carro.
Bem, minha senhora,
vou-lhe dizer uma coisa.
Tenho dinheiro para uma Coca-Cola…
e como näo parece que
me convides para entrar…
Se te convidasse,
roubavas a mesa da casa de jantar.
Entäo vem comigo ä cidade? Que dizes?
Vou trabalhar, de qualquer maneira.
Aonde vais trabalhar, hem?
Que tipo de trabalho fazes?
Näo tens nada com isso.
Aposto que és estrela de cinema.
O quê? Uma senhora mecänica?
Criada?
Que pensas que sou?
Empregada de mesa.
Em que ramo trabalhas,
quando näo roubas carros?
Bom, neste momento procuro
um emprego adequado.
Sim, sim, mas o que é que fazias antes?
Estive na penitenciäria.
Na penitenciäria?
Uma senhora de idade que näo deve
ter sido täo simpätica.
Foi por assalto ä mäo armada.
As coisas que se vêem na rua hoje em dia.
Como se divertem aqui,
ouvem a relva crescer?
Deves ter-te divertido muito
mais na penitenciäria.
– Vês o meu pé direito?
– Sim?
Cortei dois dedos, com um machado.
Porquê?
– Para näo ter de trabalhar. Queres ver?
– Näo!
Näo tenciono ficar no
meio da rua principal,
a ver os teus pés sujos!
Caramba, fizeste mesmo isso?
Como é?
O que queres dizer, a prisäo?
Um assalto ä mäo armada.
Näo se parece com nada.
Bolas. Eu sabia que nunca tinhas
assaltado nada, aldrabäo!
Näo tinhas coragem de usä-lo.
Espera aqui e mantém esses olhos
bem abertos.
MERCEARIAS
RITTS
Hei, como te chamas?
Clyde Barrow.
Bonnie Parker. Muito prazer.
Hei, hei, hei, mais devagar.
Tem calma, as minhas mäos
säo de ratoeiras.
Pära! Pära!
Bem, bem…
É melhor dizer-te jä.
Näo sou um grande amante.
Nada de pessoal, näo tem a ver contigo.
Nunca vi o interesse disso.
Näo hä nada de errado comigo.
Nem gosto de rapazes.
Caramba! Caramba! Caramba!
“Caramba”, o quê?
A publicidade que fazes é esplêndida.
Ninguém adivinhava
que näo tens nada para vender.
É melhor levares-me a casa.
– Espera um minuto.
– Näo me toques.
Estä bem, estä bem…
Se queres um garanhäo volta
para West Dallas,
e fica lä até ao fim da tua vida.
Vales mais.
Sabe-lo bem,
que é por isso que vieste comigo.
Arranjas um amante
em cada esquina da cidade.
Näo querem saber se és criada ou näo…
mas eu quero!
Porquê?
“Porquê?” O que queres dizer com isso?
Porque és diferente.
És como eu. Queres coisas diferentes.
Tens coisas melhores para fazeres
do que seres empregada.
Se viajarmos juntos,
podemos sair do estado…
ir até Kansas, Missouri,
ou Oklahoma e ser famosos.
Oiça, Menina Bonnie Parker. Oiça-me!
Que tal entrar na sala de jantar…
do Adolphus Hotel em Dallas…
com um vestido de seda e seres servida?
Que tal? É pedir muito?
E näo é tudo o que mereces.
Tens direito a isso.
Quando descobriste tudo isso?
Assim que te vi.
Porquê?
Porque tu podes ser a melhor
rapariga do Texas.
Nasceste no leste do Texas, näo foi?
De uma velha e grande família?
Foste ä escola, näo gostaste,
porque eras muito mais esperta
que os outros…
por isso te vieste embora.
Quando tinhas 16… 17,
havia um tipo que trabalhava…
Numa fäbrica de cimento.
Pois. Gostavas dele…
porque ele achou que eras
mesmo boazinha.
Quase casaste com ele,
mas depois näo quiseste.
Arranjaste emprego num café.
E agora todas as manhäs acordas,
odiando o teu emprego.
Odeia-lo. Chegas lä,
vestes a farda branca…
É cor-de-rosa.
E os camionistas entram e
comem hambúrgueres oleosos e…
metem-se contigo e tu com eles,
mas säo estúpidos e patetas…
com grandes tatuagens e
tu näo gostas disso.
Convidam-te e sais,
mas a maior parte das vezes näo…
porque só se querem meter nas tuas
cuecas, quer tu queiras quer näo.
Vais para casa, sentas-te no teu quarto e…
pensas: “Quando e como…
“é que eu saio disto?”
E agora sabes como.
Muda. Näo gosto disto.
És deslumbrante!
– Esse näo é nosso.
– Claro que é.
Näo, mas nós viemos neste.
Näo quer dizer que tenhamos
de voltar para casa nele.
Onde te meteste?
Dormi no carro.
Estas instalaçöes näo säo
particularmente luxuosas.
Se vierem aí, quero dar o primeiro tiro.
Vem cä para fora.
Temos trabalho para fazer.
PROPRIEDADE DO
BANCO MIDLOTHIAN
TRÄNSITO
PROIBIDO
És bom!
Näo sou bom. Sou o melhor.
E modesto.
Vês aquilo?
Fä-la girar.
Muito bem. Outra vez.
Outra vez, mas desta vez mais devagar.
És mesmo o mäximo! Eu bem te disse.
Vou arranjar-te uma Smith Wesson.
É mais maneävel.
– Tenta outra vez.
– Olä, tu!
Näo, senhor! Näo, senhor!
Eu vou a direito.
Foi a minha casa, mas jä näo é.
O banco tirou-ma.
Sim, senhor, pôs-nos na rua.
E agora é do banco.
Porquê? Que pena!
Tem toda razäo, senhora.
Eu e ele trabalhämos anos aqui.
Continuem. Viemos dar
uma última olhadela.
Näo se importa?
Hei, Davis! Chega aqui!
Muito bem.
Muito obrigado.
Meu nome é Otis Harris e este é Davis.
Trabalhämos aqui.
Como estä? Esta é a Menina Bonnie Parker.
– Muito prazer.
– E eu sou Clyde Barrow.
Assaltamos bancos.
Näo quero que te preocupes com nada.
É a coisa mais fäcil do mundo.
Até a tua mäe era capaz.
Fica a preparada porque posso
precisar de ti.
Estäs ä espera de quê?
DEPÖSITOS
COM GARANTIA
Isto é um assalto! Se tiverem calma,
nada lhes acontece.
Dê-me o dinheiro.
Dê-me o dinheiro.
Mas, senhor, qual dinheiro?
Näo hä dinheiro aqui.
Que quer dizer? Isto é um banco, näo é?
Bom, antes era um banco,
mas abrimos falência hä três semanas.
Muito bem. Saia daí!
Diga isso ä minha miúda.
Diga-lhe! A mesma coisa que me disse.
BANCO ESTATAL DOS AGRICULTORES
CAPITAL DE $70.000
Temos um dólar e 98 e tu ris!
Ora, deixa cä ver, um päo,
uma dúzia de ovos…
meio litro de leite, quatro salgadinhos.
De certeza que näo tem tortas de pêssego?
Vamos embora daqui!
Arranca!
Tentou matar-me. Porque é que tentou?
Eu näo queria fazer-lhe mal.
Só queria comida…
e um filho da mäe qualquer vem aträs de
mim com o facalhäo da carne.
Näo estou contra ele.
Näo estou contra ele.
Qual era o problema, rapaz?
Pó no tubo da gasolina. Soprei e saiu.
Desculpe-me, posso fazer mais alguma
coisa pela senhora?
Vejo que és um tipo esperto.
E percebes muito de automóveis, näo é?
Acho que sim.
Sabes que carro é este?
É um Ford Coupé de 4 cilindros.
Como? Claro que é.
É um Ford Coupé de 4 cilindros, roubado.
Näo estäs com medo, pois näo? Hum?
Acho que estä.
Que pena! Fazia jeito um rapaz esperto…
que percebesse de carros.
És um bom condutor?
Sim, acho que sim.
Näo, ele estä melhor aqui.
Como te chamas, rapaz?
C.W. Moss.
Sou a Menina Bonnie Parker e
este é o Sr. Clyde Barrow.
Assaltamos bancos.
Näo tem nada de mal, pois näo?
Clyde, ele näo serve. Vamos embora.
Achas que tens coragem
para o nosso ramo?
O que estä para aí a dizer?
Eu estive um ano num reformatório!
Um cadastrado!
Tens coragem para enganares
as velhas no troco da gasolina.
Mas o que eu quero saber é se és capaz
de assaltares bancos connosco.
Claro que tenho.
Näo tenho medo, se é isso que pensam.
Prova.
Muito bem.
PUETTS ALOJAMENTO PARA TURISTAS
PREÇOS ACESSÍVEIS – VAGAS
Penso que estä novamente
com saldo negativo.
Isto é um assalto!
Isto é um assalto!
Deixe isso aí. Deixe isso aí.
Vamos, vamos, tudo.
BANCO
Clyde, onde estä o carro?
Que diabo estäs a fazer,
a estacionar o carro?
Parem esse carro!
Esquerda, esquerda!
” Estamos com o dinheiro, o sol brilha
” Depressão de velho, acabámos com ela,
fizeste-nos mal
” Hoje nunca vemos um título, sobre o pão
” e quando vemos o senhorio,
olhamo-lo nos olhos
” oh, estamos com o dinheiro,
anda, meu amor”
Näo deves regular bem da pinha!
Por tua causa matei.
Se repetires a parvoíce, rapaz, desfaço-te!
Cabeça de vento! Estúpido!
Estavas a pensar no quê?
Se repetires isso, rapaz, mato-te!
Se querem conversar,
porque näo väo até lä fora?
Querida, vamos embora,
quero falar contigo. Senta-te.
Esta tarde matämos um homem
e viram-nos.
Ainda ninguém sabe quem tu és mas…
sabem quem sou, väo andar
aträs de mim e de quem andar comigo.
Foi homicídio. Vai ser duro.
Näo posso escapar, mas tu ainda podes.
Basta dizeres-me…
e meto-te no autocarro de volta
para a tua mäe…
És muito importante para mim,
näo te obrigo a fugires comigo.
Se tentares, podes arranjar
um homem rico.
Eu näo quero um homem rico.
Näo teräs um minuto de paz.
Prometes?
Pelo menos näo sou mentiroso.
Disse-te que näo era um bom amante.
Deixa-me olhar para ti!
Podes fazer melhor do que isso.
Hei, hei, hei, como estä a Mäe?
Öptima. A mana manda saudades.
Engordaste. É da comida da prisäo…
Näo, näo, näo, é a vida de casado…
e, sabes o que se costuma dizer…
é o pó de arroz que dä interesse
aos homens,
mas é o fermento que os mantém em casa.
Quero apresentar-te
a minha mulher, Blanche.
Este é o meu irmäo mais novo.
Como estä? Prazer em conhecê-la.
Como estä?
Soube que tens tomado bem conta
do bebé da família.
Muito prazer em conhecer-te. Vem comigo.
Quero apresentar-te
a minha mulher, Blanche.
Hei, este é o C.W. Moss.
Meu irmäo, Buck, e a sua mulher, Blanche.
Olä a todos. Olä a todos.
Como estä, Sra. Barrow?
Ou posso tratä-la por Blanche?
Tenho muito prazer em conhecê-la.
Como é que nos encontraram aqui,
no bosque?
Escolheram um bom dia.
Isso é o novo número da Screenland?
Hä retratos novos da Myrna Loy?
É a minha estrela preferida. Posso?
Vou buscar a mäquina
e tirar alguns retratos.
Veste-te. Vamos tirar retratos.
Vem, Blanche, sai daí!
Estou cansada. Viajei o dia todo, querido.
Tiraste-me o retracto, Buck?
Disse-te que näo queria.
Hei, Buck, tira um disto.
Mano, depois quero falar contigo.
Tiraste?
Tira-me um com a minha patroa, Clyde.
A sério, näo me tirem o retrato.
Sérios. Sérios.
Quero tirar um ä Bonnie sozinha.
Vem, querida.
Querida, um pequeno sorriso.
Näo queres sorrir?
Quero dizer-te umas coisas.
C.W., tira-lhes o retrato.
Porque näo sobe para ali com a Bonnie?
Que achas dela?
É um pêssego.
Agora, diz-me a verdade.
É täo boa como parece?
É muito melhor.
Ouve, eras tu ou era ele, näo é?
Foste obrigado a matä-lo. Eras tu ou ele.
Comprometeu-me. Tinha que o fazer.
Foste obrigado, näo foste?
Eu sabia. Näo contes nada ä Blanche.
Quando fugiste da prisäo,
é verdade que ela te convenceu a voltares?
Soubeste disso? Sim.
Eu näo conto nada ä Bonnie sobre isto.
Agradeço-te.
Vamos divertir-nos ä grande!
Näo duvides.
Que vamos fazer?
Pensei em irmos todos ao Missouri.
Näo sou procurado lä.
Escondemo-nos num sítio qualquer
e tiramos umas férias a sério.
Sem sarilhos.
Näo quero voltar para a prisäo.
Soube que lä tiveste
um pequeno problema.
Que cortaste os dedos dos pés.
Ouviste isso, hem?
Eu cortei-os. Mas isso nem é metade.
Dispensado do trabalho.
Partir pedra com um marteläo dia e noite.
Sabes, na semana seguinte
saí em liberdade condicional.
Saí do raio da prisäo caminhando
com muletas.
A vida näo é óptima?
Queres ouvir a história do rapaz que tinha
uma quinta de produtos läcteos…
e a mäe dele estava doente.
E o médico chamou-o e disse-lhe…
“A sua mäe estä ali deitada,
täo doente e fraca…
“convença-a a beber um pouco de brandy.
“Só para a animar.”
“A minha mäe näo toca em älcool”,
respondeu o rapaz.
“Eis o que precisas de fazer”,
disse o médico.
“O que tens a fazer é…
“dar-lhe de beber leite fresco
todos os dias…
“com um pouco de brandy e veräs.
Experimenta.”
Ele fez o que o médico disse,
o brandy com leite fresco…
e deu-o ä mäe e ela bebeu um pouco.
No dia seguinte, ele fez o mesmo
e ela bebeu um pouco mais.
Muito bem, no terceiro dia
um pouco mais…
e no quarto dia, um pouco mais.
E finalmente uma semana depois,
ele deu-lhe o leite…
e ela engoliu-o todo.
Chamou o filho e disse-lhe…
“Filho, faças o que fizeres
näo vendas a vaca.”
Tudo bem, tens as chaves contigo?
Dei-lhe um mês de renda adiantada.
Estä tudo tratado. Vamos para dentro.
Querida, vou levar-te
ä nossa primeira casa.
“Aqui vem a noiva”
Que achas, querida?
É perfeita.
É a tua primeira casa.
O número da mercearia?
Ligue-me ao 4-3-3-7, por favor.
Mercearia Räpida?
Queria pedir algumas coisas da mercearia.
E um frigorífico, näo uma caixa de gelo!
Quatro quilos de costeletas de porco,
dois quilos de feijäo.
Oito garrafas de refrigerante.
És mesmo bom a jogar äs damas.
Precisas de cortar o cabelo.
Pareces um campónio.
Tal e qual um velho.
Jogas damas a toda a hora
e näo ligas ä tua mulher.
Nunca me iräo vencer,
podem continuar a tentar, ouviram?
“Querido, precisas mesmo de cortar
o cabelo.
“Estäs tal e qual um campónio.”
Ho, näo!
Fala mais baixo. Ela estä na sala ao lado.
Hä sempre gente, no quarto ao lado,
neste quarto…
em qualquer quarto.
Nunca queres estar sozinho comigo?
Sinto sempre que estamos sozinhos.
Sentes, querido?
Estou com fome.
As mercearias.
– Quanto?
– Seis dólares e 43 cêntimos.
Deixe-me ajudar, os sacos säo pesados.
Näo, obrigada, eu levo-os.
Feche a porta.
“Mas poucos se justificam…
“se virmos a fundo.
“Ouvimos falar de uma mulher que foi…”
Escreveste isso tudo sozinha?
Queres ouvir ou näo?
“Mas näo conseguimos perceber
se a história é verdadeira…
“porque é contada por ela.
“Sal era uma rapariga de rara beleza…
“embora as suas feiçöes
fossem grosseiras…”
Eu conheci essa rapariga.
Era vesga, tinha läbio leporino
e näo tinha dentes.
“Sal era uma rapariga de uma rara beleza,
“embora as suas feiçöes fossem grosseiras.
“Nunca faltou ao dever.
“Sal contou-me esta história ä noite,
“na véspera de ser solta.
“E eu faço o que posso para a relatar
tal como ela ma contou…”
Hei, hei! A policia estä lä fora!
Estäo a bloquear a entrada.
– Por favor, tirem-nos daqui!
– Cala-te!
Bloquearam-nos. Temos de tirar o carro.
Onde estä a Blanche?
Onde estä a Blanche?
Tínhamos sendo mortos por tua causa!
Que fiz de errado?
Ficavas mais feliz se tivesse sido morta?
Sim! Sim, tínhamos poupado
muita maçada.
Näo deixes essa falar assim comigo!
Näo devias ter feito aquilo, Blanche.
Foi uma asneira.
Buck, por favor, näo me casei
contigo para te ver seres morto, querido.
Vamos. Deixemos tudo e vamos embora.
Diz-lhe para parar o carro
e deixar-nos aqui!
Matei um homem.
Agora estamos metidos nisto.
Cala essa boca!
Pelo menos cala essa grande boca!
Pelo menos cala-te!
Pära com isso, Bonnie.
Pära o carro. Quero falar contigo.
Livra-te dela.
Näo posso. É a mulher do Buck.
Livra-te dos dois.
Porquê? Que te deu?
É ela que me pöe assim!
É apenas uma campónia estúpida.
Näo tem miolos!
Que faz de ti ser melhor?
Que faz de ti especial?
Eras uma empregada de West Dallas que
passava metade da vida a engatar.
O grande Clyde Barrow!
És tal qual o teu irmäo!
Um campónio ignorante!
Só és especial com as tuas ideias
estranhas de fazer amor…
que näo é fazer amor.
Ho, por favor, Clyde, foi sem querer.
É que, é que, com tantos tiros…
fiquei com medo. Por favor, querido,
foi sem querer.
“Os agentes da lei…
“no Sudoeste estäo francamente
espantados…
“com modo como o bandido,
Clyde Barrow…
“e a sua amiga loura, Bonnie Parker,
continuam…
“a iludir os seus captores.
“Desde que travaram um tiroteio com a
polícia em Joplin, Missouri…
“ferindo três agentes.
“O Bando Barrow foi visto em White City,
New Mexico…
“e no norte, em Chicago.
“É-lhes atribuído o assalto…
“ao Mesquite Bank na dita White City…
“e ä refinaria de petróleo J.J. Landry em
Arp, Texas…
“ao Sanger City National Bank
em Sanger, Indiana.
“E ao Lancaster Bank em Denton,
Texas, em três ocasiöes diferentes.
“Além disto, os räpidos Barrows…
“teräo ainda participado…
“no assalto a duas lojas Piggly Wiggly…
“no Texas e a uma loja AP no Missouri.
“O chefe Percy Hammond que primeiro
identificou Buck, o irmäo de Clyde Barrow,
“como membro do bando…”
Näo haverä casa de banho em 50 km.
Encostas aqui? Encosta aqui.
Ouçam esta!
“Polícia solitärio prende dois agentes que
perseguiam os Barrows.
“O coraçäo de Howard Anderson galopava
mais depressa do que a mota…
“quando obrigou a encostar ä berma
um sedan V-8 preto…
“no qual iam três homens e uma loura,
ontem ä tarde.
“Tinha a certeza que apanhara Clyde
Barrow, Bonnie Parker…
“e talvez Buck Barrow…
“e o terceiro membro näo identificado
do bando.
“Foram precisos muitos telefonemas e
explicaçöes para o convencer…
“de que os presos eram dois
polícias de tränsito…
“e a loura, a estenógrafa
da polícia de tränsito.”
Xerife!
Nunca vi disparar assim!
Muito bem, encoste-se ao carro.
Hei, olhem só, estamos sob custódia do
capitäo Frank Hamer…
e o Frank é um Texas Ranger.
Homem da paz, acho que tem as
esporas todas baralhadas, näo?
Sabia que estä no Missouri, amigo?
Este Texas Ranger estä perdido.
Näo penso que esteja.
Os bancos däo um prémio extra…
e o Frank achou que era dinheiro fäcil.
Texas Ranger, näo estä a fazer
o seu trabalho.
Devia proteger os direitos dos cidadäos…
e näo estar a perseguir-nos.
Porque levas tudo täo a peito?
Muito bem, mas temos de desencorajar os
caçadores de prémios do Bando Barrow.
Que queres fazer com ele?
Matamo-lo?
Enforcamo-lo.
Tiramos-lhe um retrato.
Tiramo-lhe o retracto…
e enviamo-lo a todos os jornais.
E todos veräo o capitäo Frank Hamer…
dos Texas Rangers e o Bando Barrow…
e todos muito amiguinhos.
Somos o pessoal mais amigävel que
alguma vez encontrou.
O bom velho Texas Ranger acena-nos
a sua arma…
e nós recebêmo-lo como se ele fosse
um dos nossos.
Hei, Buck, vai buscar a mäquina.
Vê o que acontece quando näo cumpre
a sua missäo?
Em Duncanville, no ano passado…
os agricultores pobres mantiveram-vos
longe de nós com caçadeiras.
Deviam protegê-los de nós…
e em vez disso eles protegeram-nos
de vocês.
Näo faz sentido, pois näo?
Juntem-se!
Quando os amigos dele virem isto,
vai desejar estar morto.
Bom, estou muito orgulhoso de ter
um Texas Ranger na família.
Que tal?
Vamos pôr este retrato em todos
os jornais do país!
Apanhämos-te! Fica aí um bocado.
Apanhämos-te!
Boa tarde. Somos o Bando Barrow.
Se tiverem calma, ninguém
ficarä magoado.
Esse dinheiro é seu ou do banco?
É meu.
Muito bem, entäo guarde-o.
Na próxima, faço pontaria
um pouquinho mais a baixo.
Olhe-me bem. Sou o Buck Barrow.
Somos os Barrows!
Querida, feliz aniversärio.
Charlie, eram o Bando Barrow.
Eu pensava que iam para Oklahoma.
Carrega isto!
Ali estava eu, a olhar a morte
ä minha frente.
E só posso dizer que eles me
trataram bem.
Vou levar um ramo de flores
ao enterro deles.
FRONTEIRA DE OKLAHOMA
3 KILÖMETROS
Devagar, estamos no Oklahoma!
ESTÄO A ENTRAR NO
OKLAHOMA
Vamos apanhä-los na mesma.
Näo arrisco a minha vida em Oklahoma.
Näo é muito, pois näo?
Os tempos estäo difíceis.
Bom, mäos ä obra.
Quero a minha parte.
Se a Bonnie quer uma parte,
eu também quero a minha.
De que é que estäs a falar?
Diz ao Clyde que quero a minha parte.
E entäo a Blanche?
Bom, porque näo?
Bom, porque näo? Ganhei a minha parte,
como toda a gente!
Podia ter sido morta como vocês.
E sou procurada pela polícia, como vocês.
E podia ter sido mordida por
uma cobra, nos bosques, ä noite.
Estou uma pilha de nervos,
essa é, que é a verdade.
E tenho de ouvir as baboseiras
da Menina Bonnie Parker!
Mereço a minha parte!
Acalma-te, Blanche, aguenta aí os cavalos
que vais receber a tua parte.
Casei com a filha de um pregador que
pensa ainda na colecta.
Agora, querida,
näo o gastes todo de uma só vez.
Escuta-me. Acho que vou passar a vida
a dizer isto…
Blanche é a mulher do Buck e
o Buck é família!
Esse dinheiro fazia jeito ä minha família.
Sabes como os polícias…
vigiam a casa da tua mäe.
É muito arriscado ir lä agora.
Mas aonde podemos ir?
Assaltamos bancos. Que mais fazemos?
Bem, e o que queres fazer?
Clyde, hä um buraco no cärter.
Estamos a perder gasolina.
Temos de trocar de carro.
Vem ver.
Aquele näo é o teu carro, Eugene?
Esse carro é meu!
Esse carro é meu!
Esse carro é meu!
– Vêm aträs de nós!
– Carrega no acelerador.
Vou aträs deles! Eu desfaço-os!
Ladröes de carros.
Espera só quando puser as mäos nesses
miúdos, Velma.
Desfaço-os!
E se eles tiverem armas, Eugene?
É melhor chamarmos a polícia
e deixä-la tratar disto.
Muito bem, viramos aqui.
Voltemos ä cidade.
Vamos chamar o xerife.
Jä näo vêm aträs de nós.
Hei, deram a volta.
Vamos apanhä-los.
Oh, meu Deus, eles vêm aträs de nós!
Prego a fundo, Velma.
O que é que queres fazer, Clyde?
Prego a fundo, Velma!
Prego a fundo, Velma!
Hei, hei, o que é que estäo aí a fazer?
Muito bem, saiam dai. Saiam.
Querem dar uma volta no meu carro novo?
Céus, cabemos todos aí?
Näo hä espaço para mim aí.
Como se chamam?
– Eugene Griz… Eugene Grizzard.
– Velma Davis.
Somos o Bando Barrow.
Escutem, näo tenham medo.
Vocês näo säo polícias nem nada.
O que eu quero dizer é que vocês
säo como nós.
Sim, sim, é verdade.
Penso que devem ter lido a nosso respeito.
Temos, sim.
Hum, aposto que vocês os dois
estäo apaixonados…
Hei, rapaz, quando é que casas com
a rapariga?
Ele deu-lhe o leite, ela bebeu um bocado.
No dia seguinte, deu-lhe mais e ela bebeu
mais, até que uma semana passou.
E deu-lhe mais leite e
ela bebeu toda a garrafa.
E ela olhou para o filho e disse-lhe…
“Filho, faças o que fizeres,
näo vendas a vaca.”
Sou do Wisconsin. Donde vem o queijo.
Sim, sim, mas ele adora o Texas,
näo é verdade, Eugene?
“Näo vendas a vaca.”
Quantos anos tens, querida?
Tenho trinta e três anos.
Näo pedi batatas fritas?
Sim, sim. Cä estäo.
Come as batatas fritas devagar, Velma.
Näo é, Eugene?
Este näo é meu.
Pedi bem passado.
Quem tem o outro hambúrguer?
Este é o teu?
Näo faz mal, esquece.
Isto é muito divertido!
Estäo contentes por terem vindo?
Vocês receberam-nos muito bem, Buck.
Talvez queiram juntar-se a nós.
Caramba, ficariam muito espantados
lä na nossa terra.
Que diriam a Martha e o Bill se soubessem
de tudo isto?
Céus, teriam um ataque!
O que é que fazes?
Sou cangalheiro.
Pöe-nos na rua.
Näo a vejo aqui, Clyde.
Bonnie, onde estäs?
Onde achas que ela terä ido?
Näo sei. Sinceramente näo sei.
Além!
Deixa-me em paz!
Onde vais?
Desaparece!
Ho, quero ir ver a minha mäe.
Quero ir ver a minha mäe.
Por favor, querida, nunca mais me
deixes sem dizer nada.
Clyde, ouve-me. Clyde, por favor.
Agora ouve. Estou a falar a sério.
Tenho pensado na minha mäe…
estä velha e quero vê-la.
Vais vê-la.
Olha para ele.
Näo se lembra de mim.
Habitua-se a mim, näo é verdade?
Recortämos tudo o que os jornais dizem
a vosso respeito.
Hei, Clyde, aqui estä a fotografia
que te tirei.
Ficou mesmo boa, näo achas?
“Cavalinho, levanta a cauda,
porque näo a levantas”
Senhor, obrigado por teres protegido os
nossos mais queridos.
E pelo alimento que nos däs. Ämen.
– Adeus. Tenham cuidado.
– Teremos saudades vossas.
Para onde väo a seguir, Clyde?
Näo vamos a lado nenhum, só fugimos.
Mäe, porque näo fica mais um bocado?
Escuta, quero que fiques com isto.
Obriga a minha mäe a ficar
um pouco mais, hem?
Sabes uma coisa, Clyde,
li sobre vocês nos jornais…
e tenho medo.
Bom, Sra. Parker, näo acredite em tudo
o que lê nos jornais.
É a polícia que anda aí a falar.
Temos que parecer importantes para
quando nos prenderem.
Mas näo nos prendem.
Porque sou melhor a
fugir do que a assaltar bancos.
Tivéssemos feito metade do
que dizem os jornais…
seriamos milionärios, näo é verdade?
Näo arriscava a minha miúda
só por dinheiro…
por muito difíceis que sejam os tempos.
Soube de um trabalho…
Lembra-se. Poderia…
poderíamos arranjar dois mil dólares.
Era canja.
E eu a um certo momento
vi a polícia ä porta…
e disse para mim,
“a Bonnie pode ficar ferida.”
E assim viemo-nos embora e
näo olhei para o dinheiro.
Talvez você saiba como lidar com ela.
Eu sou apenas uma mulher velha e
näo sei nada.
Mas, Sra. Parker, sabe que é o melhor
caminho para termos dinheiro.
Deixamos isto quando os tempos
mudarem.
Garanto-lhe.
Mesmo na outra noite a
Bonnie e eu conversävamos…
e falävamos em assentar e ter uma casa.
E ela disse-me,
“sabes uma coisa, näo poderia…
“viver mais do que a 5 km da minha mäe.”
Que tal, Mäe Parker?
Acho que näo gostava.
Se tentares viver a 5 km de mim näo
duras muito, querida.
É melhor continuarem a fugir,
Clyde Barrow.
E sabes isso.
Adeus, filha.
Olha só, quem é que estä aqui?
É a tua namorada?
“A-m-o-r.”
Muito bem, de quem
foi a ideia do pässaro?
Foi a Bonnie que escolheu.
Um dia depois do assalto ä loja de armas.
Chega aqui, toca-lhe.
Toca-lhe mesmo aqui.
Porque näo väo para os vossos quartos…
se querem brincar com o C. W?
Que te deu, para além de estares
mal disposta?
Espera. Parem!
Eu vi um restaurante a poucos quilómetros.
Quem é que quer ir buscar comida?
Vou eu. Estou farta de estar aqui sentada.
Tu näo sabes guiar, querida.
Para o jantar chegam-nos cinco frangos.
E traz sobremesa. Gelado de pêssego,
estä bem?
ALOJAMENTO DE TURISMO
PLATTE CITY, IOWA
Estou mesmo deprimida.
É por causa do que a tua mäe disse?
Que mäe?
Ela é uma mulher velha.
E eu näo tenho mäe.
Nem família.
Eu sou a tua família.
A princípio…
pensei que chegävamos a algum lado.
Mas näo passa disto.
Vamos sempre a caminho.
Eu amo-te.
Estäs a fumar muito.
E depois?
Porque näo voltas para casa do teu pai?
Se pudesse!
Se eu pudesse fazer isso.
Näo sei como isto aconteceu.
Eu era filha de pregador.
A que igreja pertence o teu pai?
Baptista.
O meu pai tinha muita
admiraçäo pelo Buck.
Mesmo quando ele esteve preso.
Perdoou-lhe, porque ele tinha pago
a dívida ä sociedade.
Nós éramos Discípulos de Cristo.
Näo trouxe dinheiro. Däs-me algum?
Chame o Xerife Smoot.
“Adoro passar
” Todos os domingos contigo
” Como amigo
“Desculpa por ter acabado”
Assim estä melhor.
Muito melhor mesmo, näo achas?
Eles estäo do outro lado.
Aguenta!
Fora daqui!
Uma arma, por favor! Alguém que me dê
uma arma. Näo tenho arma.
Estä quieta! Quieta, por favor!
Estamos a tentar sair.
Näo aconteceu, näo aconteceu. Eu sabia.
Blanche, pära.
Prefiro ir para ä cadeia que
continuar assim.
Ele näo se salva.
Tem metade da cabeça desfeita.
Meu Deus, aconteceu. Por favor ajuda-nos.
O Buck nunca mais faz mal algum.
Os meus olhos!
Acho que estou cega!
Os meus olhos!
A luz dói-me tanto!
Diz ao Clyde que nos leve a um médico.
Bonnie! Estamos a morrer!
O Buck näo pode mexer-se, querida.
Clyde, acho que perdi os meus sapatos.
Talvez o cäo os tenha levado.
Rendam-se!
Vamos para o carro!
Baixa-te!
Fogo cruzado! Para baixo! Fogo cruzado!
Charlie, näo dispares!
Os miúdos estäo no meio do fogo cruzado!
Vou buscar o carro. Vou buscar o carro.
Hei, Buck, por aqui!
Ali estä o outro carro!
Disparem! Acabem com ele!
Alto!
Querido, näo morras!
Vamos embora daqui. Deixemo-lo aqui.
Estä a morrer. Näo vês que estä a morrer?
Deixa-me! Querido!
Mataste-o! Ele estä a morrer! Meu Deus,
näo vês que estä a morrer?
Talvez.
Podem dar-nos ägua potävel?
Quem és tu, rapaz?
Chamo-me Moss.
Säo o Clyde Barrow e a Bonnie Parker.
Que lhes aconteceu?
Estäo a desmaiar?
É mesmo a Bonnie Parker?
Pai! Pai!
– Quem estä ai?
– É o C.W.
Gosto tanto de te ver, rapaz!
Caramba, que bom ver-te!
Que tens no peito?
É uma tatuagem, Pai. Venha.
Tem de ajudä-los.
Ajude-me a levä-los para casa.
Que lhes aconteceu?
Meteste-te em sarilhos, filho?
Ajude-me a levä-los.
Por que raio fizeste uma tatuagem?
Que te levou a fazer um disparate desses?
Abra a porta.
Vim interrogar Blanche Barrow.
Entäo é o Frank Hamer?
Acho que vou tirar um retracto com
esses dois…
mais uma vez.
Diz aqui que o “Clyde abandonou o irmäo
moribundo.”
Onde? Que querem
dizer com “abandonar”?
Como podia abandonä-lo a morrer se ele jä
estava morto quando o deixei?
“Abandonado!”
Jornais!
Estamos nós para aqui, quase mortos…
e dizem que assaltämos o Grand Prairie
National Bank.
Culpam-nos disso para nos dar sorte, acho.
Assim que ficarmos bons assaltamos esse
banco. Vamos assaltä-lo!
Eles näo sabem nada, pois näo, querida?
Porque é que sempre se referem
a mim como…
“um suspeito näo identificado”?
Tens mas é sorte, essa é que é essa.
Enquanto näo souberem o teu apelido.
É assim mesmo, meu rapaz.
O Sr. Barrow protege os teus interesses.
Hei, Papä.
Qual é a sensaçäo de ter cä em casa
duas pessoas famosas?
E näo é bom? E näo é mesmo bem?
Tem sido muito simpätico connosco.
Deixe-me pagar-lhe, vejamos,
40 dólares pela sua hospitalidade.
Fico contente só com a vossa companhia.
Os amigos do meu rapaz, compreendes…
Vamos jantar. Morro de fome. Vamos.
Vocês säo bem-vindos aqui. Tu sabes isso.
E podem ficar cä o tempo que quiserem.
Pareces a escumalha, todo marcado.
Escumalha ordinäria.
A Bonnie diz que estä bem.
Que sabe a Bonnie?
Também é escumalha ordinäria.
Olha para o que te fazem.
O teu nome nem aparece nos jornais.
Só retratos dos teus
amigos Bonnie e Clyde.
Bolas, näo passam de uns miúdos.
Ainda bem que a tua mäe näo estä viva
para ver isto…
todo pintassalgado!
Näo vejo qual é o mal.
Claro que näo!
Diz-se que a Bonnie e o Clyde estäo
escondidos äs portas da cidade.
E que estaräo a planear entrar aqui e levar
a Blanche.
Os dois?
Quem é?
Deve ter sido difícil para si, näo?
Sendo filha de pregador, como é.
Eu imagino que o Buck näo era mau tipo,
pois näo?
Näo, näo era.
Penso que…
o Clyde deve tê-lo…
desviado, näo foi?
É pena, Blanche.
Sim, minha senhora.
É pena.
Que tenha desviado o seu Buck.
Clyde, o seu próprio irmäo… a Bonnie…
e aquele rapaz.
O que estava convosco quando
apanharam o Texas Ranger no Missouri.
Ele andava convosco desde o princípio,
näo andava?
O C.W.
Exactamente.
Näo me lembro do apelido dele.
Moss. C.W. Moss.
Estava lä no dia em que os enconträmos.
Eu näo queria ir. Eu näo queria.
O Buck disse que íamos só fazer
uma visita…
que näo haveria roubos nem assaltos.
Fomos a Joplin, e de repente…
de repente começaram todos aos tiros.
O que estäs a escrever?
Um poema sobre nós.
Lê-o.
Deixa-me acabar esta linha.
Chama-se “A História de Bonnie e Clyde”.
“Ouviram a história de Jesse James,
como ele viveu e morreu.
“Se ainda sentem vontade de ler
alguma coisa…
“eis a história de Bonnie e Clyde.”
Achas que se o enviar
para os jornais, publicam?
Quero fazer isso.
“Agora Bonnie e Clyde säo
o Bando Barrow.
“Devem ter lido como eles roubam
e assaltam…
“e os que piam säo encontrados
a morrer ou mortos.
“Dizem que säo assassinos a sangue-frio.
“Dizem que säo impiedosos e cruéis.
“Mas digo com orgulho que
conheci Clyde…
“quando ele era honesto,
correcto e sem cadastro.
“Mas a polícia aparecia, levava-o dentro…
“e prendia-o numa cela.
“Até que ele me disse, ‘Nunca serei livre,
por isso encontrarei alguns no Inferno.’
“Se um polícia for morto em Dallas e näo
tiverem pista.
“Se näo encontrarem um monstro,
resolveräo o problema…
“culpando Bonnie e Clyde.
“Se tentarem agir como bons cidadäos…
“e alugarem um apartamento…
“por volta da terceira noite seräo
convidados a lutar…
“pelo ra-ta-ta de uma metralhadora.
“Um dia morreräo juntos.
“E seräo enterrados lado a lado.
“Para poucos serä um desgosto…
“para a polícia, um alívio…
“mas serä a morte de Bonnie e Clyde.”
Sabes o que fizestes?
Contaste a minha história.
Contaste a minha história toda.
Um dia disse-te que faria de ti alguém.
Fizeste isso de mim.
Fizeste de mim alguém que
näo esqueceräo.
GELATERIA PARLOR
Hei, como te sentes?
Sentes-te como te deves sentir…
quando, quando, depois de…
Sim, mas…
Bem, isso, isso é bom, näo é?
Bem, achei, achei que era
boa ideia perguntar…
Senäo, como é que eu saberia se…
Foste perfeito.
Fui, näo fui?
Fui mesmo.
Nunca pensei assim.
Clyde, porque queres casar comigo?
Para fazer de ti uma mulher honesta.
Que farias se…
acontecesse um milagre…
e pudéssemos sair daqui amanhä
de manhä…
começar tudo do princípio. De novo.
Sem cadastro e ninguém aträs de nós?
Acho que faria tudo de
uma maneira diferente.
Primeiro…
näo viveria no mesmo estado
onde trabalhämos.
Viveríamos num outro estado sem nos
envolvermos em nada.
Quando quiséssemos assaltar um banco
iríamos a outro estado.
Eles esperam que väs ä cidade
com eles amanhä?
Quem?
A Bonnie e o Clyde, sabes muito bem.
Claro. Vou sempre com eles.
Bom, entäo é melhor ires.
Mas quando voltarem para o carro,
de regresso a casa…
näo voltes com eles.
Porquê, Pai?
Ouve o teu pai por uma vez,
se fores capaz!
Sou o teu pai. Tu és do meu sangue.
E näo o Clyde Barrow!
Digo-lhes que näo posso
voltar para o carro?
Tu näo lhes dizes nada, ouviste?
Fiz um acordo e consegui safar-te com
um par de anos de prisäo.
Tens apenas que näo ser visto
pela cidade…
quando eles voltarem ao carro.
Pensa que väo apanhar a Bonnie e
o Clyde na cidade?
O Clyde tem juízo.
Näo sabia isso, Pai?
Ninguém apanha o Clyde. Nunca.
Nunca!
Que aconteceu ao C. W?
Foi ä loja de ferragens comprar lämpadas
para o pai.
Vais usä-los assim?
Guio com um olho fechado.
Queres um gelado?
Olha. Näo é a coisa mais linda que
alguma vez viste?
Vês, vêem-se todas as unhas da mäo. Olha.
É mesmo linda. Onde estä aquele rapaz?
Escuta, vou procurä-lo, estä bem?
Gladys Jean!
Estä na hora de irmos para casa.
Voltamos a buscä-lo daqui a 20 minutos.

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